Alta

A Bovespa conseguiu encerrar o primeiro dia útil do novo semestre com alta de 0,62%, aos 54.692,79 pontos. No entanto, engana-se quem pensa que isto é uma mudança de tendência. Muito pelo contrário. O semestre é novo, mas os problemas são velhos. E foi justamente mais um assunto do semestre anterior que ajudou a Bolsa a fechar no azul, a OGX. A empresa, que na semana passada foi fortemente prejudica por uma onda de vendas, hoje recupera parte da queda. Petrobras também deu contribuição positiva, enquanto Vale pesou de forma negativa.
Ibovespa

Na mínima, o Ibovespa atingiu 53.961 pontos (-0,72%) e, na máxima, ficou em 54.754 pontos (+0,73%). O giro financeiro foi de R$ 4,816 bilhões. Os dados são preliminares.
Dia difícil

''Hoje (ontem) está um dia difícil. Não tem explicação, deve ser fluxo, mas o giro está baixo. Então, o que se vê, são alguns investidores aproveitando o preço baixo de algumas ações e indo às compras. Nem os setores têm direção única hoje'', disse um experiente profissional.
Valorização

O Ibovespa passou toda a manhã em queda e só após o almoço conseguiu mudar de lado e se manter até o final. Ainda segundo uma outra fonte, o avanço do índice hoje é atribuído em grande medida a OGX, que encerrou o dia com valorização de 14,55% - liderando os destaques de alta do índice. Aliás, este ganho ajudou também as outras empresas do empresário Eike Batista, que figuraram entre os destaques de alta. MMX subiu 3,42% e LLX ganhou 4,52%.
Petróleo

Na semana passada, a ação ON da petroleira caiu cerca de 40%, após a empresa anunciar que a expectativa de produção no Campo de Tubarão Azul ficou muito aquém do estimado pelo mercado.
Petrobras

As ações da Petrobras foram na contramão do exterior e fecharam em alta. O papel ON subiu 0,26% e o PN, +0,60%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em agosto encerrou com declínio de 1,42%, a US$ 83,75 o barril.
Vale

Já as ações da Vale terminaram o dia em direção distinta (ON subiu 0,27% e PNA caiu 0,08%).
Ritmo baixo

No exterior, os dados divulgados oje reforçam a expectativa que o ritmo de crescimento da economia mundial está baixo. Mas, por outro lado, faz crescer as apostas de que o Banco Central Europeu (BCE) cortará a taxa de juros em 0,25 ponto porcentual, para 0,75%, na quinta-feira. Além disso, também são aguardadas mais medidas de relaxamento monetário para o mesmo dia, na reunião do BOE.
Construção

O único destaque positivo da agenda de indicadores dos EUA veio do setor de construção. O Departamento de Comércio do país disse que os investimentos em construção nos EUA aumentaram 0,9% em maio, na comparação com abril.
EUA

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,07%, o S&P 500 subiu 0,25% e o Nasdaq avançou 0,55%.
Câmbio

No balcão, o dólar à vista encerrou a R$ 1,989, com queda de 1,04%, no menor nível desde 29 de maio deste ano, quando a moeda ficou em R$ 1,987. Na mínima de ontem, o dólar foi a R$ 1,9850 e, logo na abertura, marcou R$ 2,0140, a máxima cotação do dia. Na BM&F, a moeda spot fechou em R$ 1,9870, na mínima do dia, com queda de 1,24%. O giro financeiro total somava US$ 1,642 bilhão um pouco depois das 16h30. O dólar para agosto de 2012 estava em R$ 1,998, com queda de 1,14%.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (apenas 65.425 contratos) estava em 7,61%, de 7,63% no ajuste. O DI janeiro de 2014 (177.710 contratos) indicava 7,84%, de 7,89% na sexta-feira. Entre os longos, a taxa projetada pelo DI janeiro de 2017 (97.730 contratos) cedia para 9,24%, de 9,33%, enquanto a taxa do janeiro de 2021 (10.880 contratos) recuava para 9,92%, de 10,02% no ajuste.

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