Alívio
A reunião de cúpula da União Europeia trouxe o tão esperado alívio e ajudou a Bovespa a encerrar o último dia útil do semestre em alta e de volta aos 54 mil pontos, patamar que não atingia em um fechamento desde o último dia 11. A animação, no entanto, não foi suficiente para impedir a Bolsa de amargar queda na semana (-1,96%), no mês (-0,25%), no segundo trimestre (-15,74%) e, no ano (-4,23%).
Ibovespa
O Ibovespa encerrou ontem na máxima, com valorização de 3,23%, aos 54.354,63 pontos. Na mínima, o índice atingiu 52.652 pontos (+0,01%). O giro financeiro atingiu R$ 6,400 bilhões.
Auxílio
A trégua externa ajudou algumas ações e reduzirem as quedas acumuladas. É o caso, por exemplo, de Petrobras e Vale. A ação ON da petroleira subiu 3,28% e a PN ganhou 3,11%. Já o papel ON da mineradora ganhou 2,32% e o PNA, +2,17%
Em alta
Siderúrgicas e bancos também conseguiram fechar no azul ontem. Aliás, Gerdau e Gerdau Metalúrgica figuraram entre os destaques de alta do índice, com ganhos de 7,86% e 8,58%, respectivamente. Usiminas avançou 4,46% e Siderúrgica Nacional, +4,12%. OGX que nos últimos dias apanhou fortemente, ontem também figurou entre os destaques do Ibovespa, com ganho de 8,91%.
Recuperação
As instituições financeiras, após a queda da véspera, em razão do rebaixamento do rating de solidez financeira de oito instituições, ontem conseguiram se recuperar. Bradesco registrou ganho 2,08%, Itaú Unibanco avançou 3,82%, Banco do Brasil subiu 4,10% e as units do Santander tiveram valorização de 2,46%.
Acordo
Na Europa, o acordo fechado na cúpula da União Europeia prevê que, no futuro, os veículos de socorro da zona do euro, a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF) e o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM), poderão injetar capital diretamente nos bancos, evitando a necessidade de que os governos desequilibrem seus próprios balanços com novas dívidas no processo. Os líderes também concordaram que o empréstimo à Espanha para recapitalizar os bancos do país será feito pela EFSF e não terá status sênior, isto é, em uma eventual reestruturação de dívida, os credores privados não estarão subordinados aos oficiais.
EUA
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 2,20%, o S&P 500 ganhou 2,49% e o Nasdaq +3%.
Câmbio
O semestre chegou ao fim com uma surpresa positiva da União Europeia. Antes mesmo de encerrarem a reunião de cúpula que começou quinta-feira e se estendeu até o final da manhã de ontem, os líderes da região anunciaram várias medidas pelas quais o mercado esperava ansioso, mas já tinha perdido as esperanças de ver se tornarem realidade. O euro pulou da casa de US$ 1,24 para quase US$ 1,27 na máxima de ontem e a cotação do dólar ante o real despencou.
Em queda
Internamente, a queda do dólar contou com dois outros fatores de peso. A realização de mais um leilão de swap cambial - que equivale à venda de dólares no mercado futuro - e a remoção da regra que impedia que os exportadores fizessem operações de pré-pagamento com instituições financeiras e outras empresas que não fossem os importadores de seus produtos. Somente ontem, o BC injetou no mercado US$ 2,990 bilhões. Somados aos outros dois leilões de contratos de swap, feitos na quinta-feira e na quarta-feira, são cerca de US$ 9 bilhões, sendo US$ 3 bilhões representando uma rolagem e US$ 6 bilhões de dinheiro novo no mercado.
Dólar
O resultado foi uma queda de 3,50% no dólar à vista de balcão, o que acabou resultando em perda de 0,35% no mês de junho. Ainda assim, o dólar terminou o semestre com alta acumulada de 7,54%, saindo de R$ 1,869 no fechamento de 2011 (dia 29 de dezembro, último dia útil do ano), para R$ 2,010 no final da sessão de ontem. Em 12 meses, o dólar à vista acumula alta de 28,11%. A taxa oficial do banco central (Ptax), usada nos contratos formais e nos balanços, encerrou o semestre em R$ 2,0213, com perda de 3,31% no dia e recuo de 0,05% em junho, No acumulado do semestre a Ptax tem valorização de 7,76% e, em 12 meses, o avanço é de 7,76%.
Contratos
Os contratos de dólar julho, que serão liquidados na segunda-feira pela Ptax de ontem, cotavam o dólar a R$ 2,021 (-2,70%) faltando pouco mais de meia hora para o encerramento do pregão. O dólar agosto valia R$ 2,025, com desvalorização de 3,23%.
(Agência Estado)

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