MERCADO FINANCEIRO
Amargura
A baixa expectativa em relação a cúpula da União Europeia, dados ruins na Europa e pouco convincentes nos EUA derrubaram as bolsas ao redor do mundo e, por aqui, não foi diferente. Assim, a Bovespa amargou mais um dia de queda. Para ajudar, fatores domésticos - Vale, OGX e Moody's - contribuíram para o índice perder mais um patamar e voltar para os 52 mil pontos. Já a Petrobras foi na contramão e ontem fez o papel da ''mocinha'', ao subir e impedir um recuo maior da Bolsa.
Perdas
Com isso, o Ibovespa encerrou esta quinta-feira em queda de 0,86%, aos 52.652,25 pontos. Na mínima, o índice atingiu 52.271 pontos (-1,58%) e, na máxima, 53.306 pontos (+0,37%). No mês, registra perda de 3,37% e, no ano, cai 7,23%. Já no trimestre até hoje, a queda é de 18,38%. O giro financeiro ficou em 5,735 bilhões.
Maquiada
Segundo um experiente profissional, ao contrário do que costuma acontecer no final do mês, nesta semana não houve nenhuma força do mercado para tentar puxar a Bolsa para cima. ''A aversão ao risco impediu qualquer tipo de recuperação'', disse a fonte. Outro operador duvida que a Bolsa terá força para reverter este cenário hoje, último dia útil do mês. ''Tem amanhã (hoje) para tentar dar uma maquiada em alguns papéis, mas tem papel que nem botox resolve'', brinca o operador em referência à forte queda que algumas ações acumulam no período.
Destaques
Ontem, mais uma vez, a OGX foi o destaque negativo do índice, ao afundar mais 19,20%. Na quarta-feira a ação já havia caído mais de 25%, refletindo a decepção dos investidores com a baixa estimativa de produção do campo de Tubarão Azul. Ruim para uns, bom para outros. Se o dia foi terrível para a OGX, o mesmo não dá para falar de Petrobras e HRT, que se beneficiaram com a perda da OGX. Os investidores estão se desfazendo de OGX e migrando para outros papéis do setor petrolífero. Petrobras ON subiu 0,33% e a PN, +0,34%. Já HRT ON ganhou 4,15%.
Negativo
Já a Vale e os bancos se mantiveram em campo negativo. Vale ON caiu 1,18% e PNA, -1,31%. No caso dos bancos, a queda é atribuída ao rebaixamento do rating de solidez financeira de oito instituições, anunciado na quarta-feira a noite pela agência de classificação de risco Moody's. A agência justificou dizendo que não foi um rebaixamento, mas, sim, um reenquadramento das notas atribuídas às instituições financeiras em nível mundial (ver matéria às 16h01). Bradesco PN (-0,81%), Itaú Unibanco PN (-0,95%), Banco do Brasil ON (-0,21%) e units do Santander (-0,52%).
Nada de novo
No exterior, o primeiro dia da reunião de cúpula da União Europeia ficou dentro do esperado pelo mercado, ou seja, não trouxe nada de novo. No entanto, uma cópia do documento preliminar do encontro mostra a aprovação do pacote de 120 bilhões de euros, incluindo uma injeção de 10 bilhões de euros no Banco Europeu de Investimento (BEI). Em Nova York, o índice Dow Jones perdeu 0,20%, o S&P 500 recuou 0,21% e o Nasdaq apresentou declínio de 0,90%.
Câmbio
Em seis sessões, entre os dias 19 e quarta-feira, o dólar à vista de balcão saiu de R$ 2,030 para R$ 2,083, com uma valorização de 2,61% no período. Ontem, porém, a moeda norte-americana encerrou os negócios estável, repetindo a marca de R$ 2,083, embalada pelo anúncio de que o Banco Central fará, hoje, mais uma oferta de 60 mil swaps cambiais, correspondente a uma venda de dólares de US$ 3 bilhões.
No meio
Em meio às duas informações, e às movimentações que envolvem a rolagem de posições no mercado futuro, o dólar julho registrava queda de 0,05%, a R$ 2,0775, às 17h24. O dólar agosto, que está ganhando liquidez com a proximidade do vencimento de julho, mantinha sinal de alta, a R$ 2,090 (+0,10%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (171.345 contratos) estava em 7,62%, de 7,65% no ajuste. O DI janeiro de 2014 (207.900 contratos) cedia para 7,87%, de 7,94% na véspera. Os vencimentos mais longos, no entanto, apresentaram viés de alta. A taxa projetada pelo DI janeiro de 2017 (62.820 contratos) era de 9,38%, de 9,37% na véspera, enquanto a taxa do DI janeiro de 2021 (5.195 contratos) subia a 10,09%, de 10,02% no ajuste.
(Agência Estado)





