Amargo
A Bovespa amargou mais um dia de queda e voltou para os 53 mil pontos, patamar que não visitava desde o início do mês. O forte recuo das ações da Petrobras e a falta de esperança de que a cúpula de líderes europeus trará alguma novidade para solucionar a crise da dívida na zona do euro pesaram sobre os negócios. Com isso, o Ibovespa encerrou em queda de 2,95%, aos 53.805,38 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 4,585 bilhões.
Reação

Por aqui, o investidor se desfez dos papéis da Petrobras em reação ao aumento dos combustíveis anunciado na sexta-feira. O papel ON da petroleira caiu 8,33% e o PN, -8,95%. Segundo alguns profissionais, o valor ficou abaixo do necessário para a petroleira diminuir a distorção de preços internos e externos. A companhia anunciou um reajuste de 7,83% para a gasolina e de 3,94% para o diesel vendidos nas refinarias.
Azedo

Para ajudar a azedar ainda mais o humor dos investidores, a presidente da estatal, Graça Foster, detalhou o plano de investimento 2012/16 da companhia e não agradou. Graça afirmou que o novo Plano de Negócios traz metas de produção ''absolutamente realistas''. Em encontro com investidores, a executiva ressaltou que ''não é possível considerar milagres na hora que se tem uma demanda tão forte''. Graça Foster lembrou que os departamentos revisitaram o cronograma de todos os projetos nos últimos três meses. ''Foi com muito realismo que definimos a curva de produção a partir de 2012'', disse. Vale também contribuiu para a performance da Bolsa ao cair 1,91% a ON e 1,49% a PNA.
Lá fora

No exterior, os investidores estão desesperançosos com a cúpula do Conselho Europeu, marcada para esta quinta e sexta-feira. Esta é a última de uma série de reuniões que as autoridades da União Europeia estão realizando recentemente para negociar planos detalhados de longo prazo para conter a crise da dívida soberana na região e impulsionar a economia.
Má notícia

Outra má notícia, foi a renúncia do novo ministro de Finanças da Grécia, Vasilios Rapanos. Em carta enviada para o primeiro-ministro, Antonis Samaras, ele diz que ''o estado da minha saúde não está na condição que me permitiria exercer integra e adequadamente minhas obrigações''. Rapanos foi nomeado no fim da semana passada. Em Nova York, o Dow Jones caiu 1,09%, o S&P 500 perdeu 1,60% e o Nasdaq, -1,95%.
Market

Vale destacar que a BM&FBovespa informou, em nota, que problemas em um dos componentes de divulgação de market data afetaram parcialmente a divulgação das cotações do segmento Bovespa. ''A Bolsa está trabalhando para identificar a causa do problema e solucioná-lo o mais rápido possível'', dizia o texto. No entanto, até o fechamento dos negócios o problema não havia sido resolvido. As cotações das ações e da principal carteira teórica da Bovespa ficaram sem atualização desde por volta das 13h15 desta segunda-feira.
Câmbio

O dólar manteve-se em alta ante o real durante todo o pregão desta segunda-feira, mas chegou ao final do dia perto da estabilidade na mínima de R$ 2,066 (+0,05%), no mercado à vista de balcão. Na BM&F, a cotação fechou a R$ 2,0705, com alta de 0,49%. Às 17h11, o dólar julho valia R$ 2,685, com perda de 0,05%.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (167.820 contratos) estava em 7,66%, de 7,72% no ajuste. A taxa projetada pelo DI janeiro de 2014 (236.650 contratos) recuava para 7,95%, de 8,05% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (65.785 contratos) marcava mínima de 9,31%, de 9,46%, enquanto o DI janeiro de 2021 (4.735 contratos) cedia para 9,92%, de 10,05% no ajuste.
Em Tóquio

A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem. As persistentes incertezas sobre o progresso que a reunião de cúpula da União Europeia, no fim desta semana, poderá trazer para resolver os problemas da dívida soberana da Europa estimularam a realização de lucros em várias exportadoras japonesas, como TDK e Canon. O Nikkei caiu 63,73 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 8.734,62 pontos, após baixa de 0,3% na sessão de sexta-feira. O volume de negociações foi muito fraco e recuou para 1,39 bilhão de ações.
(Agência Estado)

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