De leve
A alta das ações da Petrobras e a melhora externa na segunda etapa dos negócios ajudaram a Bovespa a encerrar a sexta-feira com leve queda. Mais uma vez, a expectativa em torno do possível aumento dos combustíveis contribuiu para os papéis da petroleira terminarem o dia no azul. Externamente, o noticiário foi fraco.
Em queda

Com isso, o Ibovespa encerrou com queda de 0,12%, aos 55.438,55 pontos. Após duas semanas seguidas de alta, a Bolsa caiu 1,18% nesses cinco últimos pregões. No mês, ainda sustenta alta de 1,74%. Mas, no ano, voltou a registrar recuo de 2,32%. O giro financeiro somou R$ 7,574 bilhões. A ação ON da petroleira fechou com ganho de 0,95% e a PN subiu 1,45%.
Blue chips

Já as outras blue chips - Vale, metalúrgicas e bancos - não ajudaram e fecharam em queda. Vale reduziu as perdas no final e a ON caiu 0,23% e PNA, -0,10%. Gerdau PN perdeu 1,96%, Metalúrgica Gerdau recuou 1,86%, Usiminas registrou declínio de 2,70% e Siderúrgica Nacional, -2,43%. Entre as instituições financeiras, Itaú Unibanco amargou a maior queda, de 2,08%, seguido de Banco do Brasil (-1,54%). Santander foi na contramão e as units subiram 1,29%. Já o Bradesco fechou estável.
Avanços

Pão de Açúcar avançou 2,03% e foi outro destaque de alta. A ação reflete a troca de comando na empresa. Logo cedo, o francês Jean-Charles Naouri, presidente do Casino, foi aprovado como novo presidente da Wilkes, controladora do Grupo Pão de Açúcar, em assembleia geral extraordinária.
Pautas

A semana foi pautada pelo noticiário externo e, internamente, foi a Petrobras que ditou o ritmo na Bolsa. Isso porque, desde a semana passada, existem rumores de que a petroleira irá aumentar o preço dos combustíveis. A dúvida agora é saber quando e de quanto será este reajuste. No mercado, especula-se que o governo poderá compensar parte da alta com uma redução da Cide, o objetivo é evitar o repasse para a inflação.
Reflexos

Externamente, o rebaixamento da agência de classificação de risco Moody's, na quinta-feira, após o fechamento dos mercados, pesou sobre os negócios pela manhã. Por outro lado, ontem, o Banco Central da Europa (BCE) anunciou a ampliação da gama de títulos que serão aceitos dos bancos da zona do euro como colaterais para a concessão de empréstimos, com o objetivo de incentivar a oferta de crédito para empresas e famílias. O BCE passará a aceitar determinados ativos lastreados em hipotecas, além de ativos lastreados em empréstimos automotivos, leasing e créditos para consumidores.
Nos EUA

Em Nova York, as bolsas fecharam em alta. Dow Jones ganhou 0,53%, S&P 500 subiu 0,72% e o Nasdaq, + 1,17%.
Câmbio
No balcão, o dólar à vista fechou a R$ 2,0650, com alta de 0,58%, pouco abaixo da máxima do dia, de R$ 2,0660. Na mínima, o dólar foi a R$ 2,0490. Na semana, a moeda acumula alta de 1,18%. Na BM&F, a moeda spot encerrou a R$ 2,0605, em alta de 0,49%. O giro financeiro total somava US$ 1,476 bilhão (US$ 1,233 bilhão em D+2) um pouco antes das 16h30, abaixo dos níveis registrados recentemente, mas já acima do volume registrado na maior parte desta sexta-feira.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (64.700 contratos) indicava 7,72%, nivelado ao ajuste. O DI janeiro de 2014, com movimento de 152.930 contratos, marcava 8,05%,idêntico ao da véspera. Entre os longos, a taxa projetada pelos contratos de DI janeiro para 2017 (57.475 contratos) era de 9,46%, de 9,50% na véspera, enquanto o juro do DI janeiro de 2021 (1.565 contratos) estava em 10,05%, de 10,06% no ajuste.
Em Tóquio

A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem. O sentimento de baixa foi provocado pelas preocupações sobre o crescimento global, após as pesadas perdas em Wall Street decorrentes do rebaixamento de rating de 15 dos principais bancos do mundo. Isso acabou por prejudicar os impactos favoráveis da desvalorização do iene e reduziu os ganhos decorrentes da notícia de uma possível parceria de negócios entre Olympus e Sony. O Nikkei caiu 25,72 pontos, ou 0,3%, e terminou aos 8.798,35 pontos, após dois ralis seguidos e alta de 0,8% na sessão de quinta-feira.
(Agência Estado)

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