Ânimo
O vencimento de opções sobre ações conferiu certo ânimo à Bolsa na sessão de ontem, que conseguiu terminar o dia em alta e se manter no patamar 56 mil pontos, com a ajuda da Petrobras. Entre os destaques de alta, as ações da companhia registraram valorização de quase 2%. Segundo analistas, as operações de venda dentro de exercício garantiram a entrada de dinheiro e, com a sobra de caixa, o mercado pode ir às compras.
Alta
O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,16%, aos 56.195,21 pontos. Na máxima, o índice subiu 0,84%, aos 56.579 pontos, e, na mínima, recuou 1,10%, aos 55.486 pontos. No mês, o principal índice da Bolsa acumula valorização de 3,13%, embora no ano ainda registre perda de 0,98%.
Impulso
Impulsionado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou cerca de R$ 5,055 bilhões, o giro totalizou R$ 11,602 bilhões (dado preliminar). ''As pessoas acabaram exercendo muito opções de venda, então, boa parte do exercício sobrou em caixa, entrando novamente no mercado'', destaca o gerente da mesa de operações da Fator Corretora, Frederico Lukaisus.
Distorção
''Diferente de um dia normal, o vencimento de opções distorce um pouquinho o mercado, puxando papéis como Petro e Vale'', observa o estrategista de renda variável do HSBC, Carlos Nunes. Além do vencimento, ele acredita que a alta de Petrobras pode refletir também um movimento de correção técnica, já que o preço desses papéis está bastante descontado. Para se ter uma ideia, as ações ON da companhia acumulam queda de 9,87% no ano.
Petrobras
As ações ON da Petrobras fecharam ontem com ganho de 1,88%, enquanto as PN subiram 1,89%, destoando dos contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex), que encerraram em baixa de 0,90%, a US$ 83,27 o barril. Os papéis ON e PNA da Vale, por sua vez, avançaram 0,84% e 0,81%, respectivamente.
Cautela
No mais, o tom de cautela que impera lá fora continua predominando. Apesar de o resultado positivo das eleições gregas ter dissipado a ameaça imediata de saída do país da zona do euro, que engatilharia uma crise do bloco sem precedentes, a notícia foi ofuscada por novas preocupações envolvendo as economias da Espanha e da Itália, que são considerados os próximos alvos dos mercados.
EUA
Em Wall Street, o índice Dow Jones encerrou em queda de 0,20%, na contramão do S&P e Nasdaq, que avançaram 0,14% e 0,78%, respectivamente.
Divergências
As bolsas europeias fecharam em direções divergentes ontem. Por um lado, houve animação com a vitória do partido conservador Nova Democracia na Grécia; por outro, surgiram dúvidas sobre se a legenda vai conseguir formar um governo forte. Além disso, a preocupação com a Espanha persiste: o yield (retorno ao investidor) atingiu ontem um novo recorde desde a criação do euro, superando 7%. O outro destaque negativo foi a Itália, que é vista como a ''próxima da fila'' a mergulhar na crise após a nação espanhola.
Otimismo
A maioria dos mercados asiáticos fechou em alta acentuada ontem. Os investidores mostraram otimismo com o resultado das eleições na Grécia, no domingo, onde a direita pró-euro levou a melhor e deverá formar um governo de coalizão, diminuindo os temores de que o país irá deixar a zona do euro.
Câmbio
O dólar terminou a sessão em alta de 0,88%, a R$ 2,059, no mercado à vista de balcão. Na BM&F, o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 2,062, com ganho de R$ 1,0%. Às 17h de ontem, no mercado futuro doméstico, o dólar julho valia R$ 2,064, com alta de 0,49%. No mesmo horário, o dólar index, que compara a moeda norte-americana a seis outras divisas fortes, tinha valorização de 0,40%. Às 17h17, o euro estava em US$ 1,2572, depois de ter chegado perto de US$ 1,2750 pela manhã. Ao final da tarde, a alta do dólar também prevalecia em relação às moedas emergentes.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (115.875 contratos) estava em 7,71%, de 7,73% no ajuste. A taxa projetada pelo janeiro de 2014 (151.230 contratos) indicava 8,05%, de 8,09% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (35.280 contratos) apontava mínima de 9,72%, ante 9,79%, enquanto o DI janeiro de 2021 (1.525 contratos) também marcava mínima, de 10,29%, ante 10,37% no ajuste.
(Agência Estado)

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