MERCADO FINANCEIRO
Na trilha
A Bovespa tentou durante todo o dia acompanhar os mercados internacionais, mas foi nos minutos finais que a Bolsa engatou um movimento de valorização, para encerrar a sexta-feira na máxima, com ganho de 1,36% aos 56.104,69 pontos. A melhora foi generalizada e os papéis que estavam subindo ampliaram os ganhos. Por outro lado, alguns que estavam caindo passaram para o campo positivo, como a Petrobras. Esta, aliás, deu uma grande contribuição ao índice, já que desde anteontem as ações da petroleira seguiam no negativo e impediam a recuperação do Ibovespa.
Análise
''Não há nada específico. O próprio investidor que foi para a venda durante a maior parte do dia resolveu comprar nos minutos finais e passar o fim de semana comprado'', disse um operador. ''Secou a venda e lá fora não ajudou (o investidor que estava na ponta vendedora). Pelo contrário, as bolsas (EUA) ampliaram os ganhos e, aqui, conseguiu melhorar no final do dia'', afirmou.
Sequência
Com isso, a Bovespa conseguiu registrar a segunda semana seguida de alta (+3,08%) e ampliar o ganho no mês para 2,96%. No ano, no entanto, o índice ainda cai 1,14%. Na mínima, o índice atingiu 55.203 pontos (-0,27%). O giro financeiro ficou em R$ 9,678 bilhões.
Reação
Durante todo o dia, a queda dos papéis da Petrobras impediu a Bovespa de acompanhar com vigor seus pares internacionais, que reagiram positivamente às informações de que os bancos centrais estão prontos para uma ação coordenada de estímulo econômico caso as eleições gregas, amanhã, tragam mais turbulências aos negócios.
Apostas
Segundo o operador institucional Luiz Roberto Monteiro, da Renascença Corretora, a Bolsa pode até buscar os 58 mil pontos após as eleições na Grécia. ''Se não der nenhum rolo na Grécia, a Bovespa pode corrigir até os 58 mil pontos no curto prazo. Agora, se der algo errado, a Bolsa deve voltar a buscar os 53 mil pontos novamente'', disse.
Sem fôlego
Internamente, a tradicional disputa entre comprados e vendidos em opções sobre ações, cujo vencimento ocorre na próxima segunda-feira, não teve fôlego. ''As incertezas internas que têm afugentado os investidores há tempos devem contribuir para um exercício de opções sobre ações mais fraco. A briga (entre comprados e vendidos) não está tão grande. Tem certa disputa em cima de Vale'', disse o operador da Corval Corretora João Pedro Malaquias.
Falecida
Quanto ao vencimento de Petrobras, o mercado já deu a disputa como ''morta''. ''Petro já morreu, não tem mais disputa nenhuma'', disse outro operador. A ação a Petrobras ON encerrou com ganho de 1,43% e a PNA, +2,09% - ambas na máxima. Já Vale ON subiu 1,59% e a PNA, +1,43%.
América
Em Nova York, o índice Dow Jones teve alta de 0,91%, o S&P 500 ganhou 1,03% e o Nasdaq, +1,29%.
Caiu
No mercado à vista de balcão, a moeda norte-americana encerrou as negociações cotada a R$ 2,041, com perda de 0,78%. No pregão da BM&F, o dólar à vista fechou na mínima a R$ 2,0395, com recuo de 0,58%. Ainda assim, na semana, o dólar à vista acumulou alta de 0,79%, no balcão.
Rentabilidade
No mês, o ganho está em 1,19% e, no ano, em 9,20%. No mercado futuro, o dólar para julho registrava perda de 0,65% às 17h01, valendo R$ 2,050, enquanto lá fora, o euro estava em US$ 1,2646 ante US$ 1,2633 no final da tarde de ontem. Pouco antes, o dólar norte-americano perdia 0,57% em relação ao dólar australiano, 0,06% em comparação ao dólar canadense e 0,92% ante o dólar neozelandês. O dólar index, que relaciona a moeda norte-americana com outras cinco de países desenvolvidos e Canadá, caía 0,50%.
Ajustes
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (257.770 contratos) estava em 7,73%, de 7,70% no ajuste. A taxa projetada pelo contrato para janeiro de 2014 (268.995 contratos) indicava 8,09%, de 7,98% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (82.645 contratos) subia para 9,79%, de 9,65% ontem, enquanto o DI janeiro de 2021 (5.455 contratos) avançava para 10,37%, de 10,25% no ajuste.
(Agência Estado)





