MERCADO FINANCEIRO
Por pouco
A Bovespa até que tentou acompanhar o mercado internacional e registrar a terceira alta consecutiva, mas a queda das ações da Petrobras, após o anúncio do plano de investimento 2012-2016, ''falou mais alto'' e levou a Bolsa para o terreno negativo novamente. No exterior, a expectativa de que autoridades monetárias adotem estímulos para incentivar a economia ditou o ritmo dos negócios.
Cenário
Com isso, o Ibovespa encerrou com declínio de 0,54%, aos 55.351,67 pontos. Na mínima, o índice atingiu 54.952 pontos (-1,25%) e, na máxima, 55.769 pontos (+0,21%). Com a queda de ontem, a Bolsa reduziu o ganho no mês para +1,58% e ampliou a perda no ano para -2,47%. O giro financeiro ficou em R$ 7,314 bilhões.
De manhã
Logo cedo, a Petrobras informou que os investimentos totais até 2016 somarão US$ 236,5 bilhões. Os investimentos previstos no plano anunciado pela estatal estão 5,2% acima do plano anterior (2011-2015), com investimentos de US$ 224,7 bilhões. Do total, 60% dos investimentos (US$ 141,8 bilhões) irão para exploração e produção (E&P). Outros 27,7% (US$ 65,5 bilhões) irão para refino, transporte e comercialização. Segundo operadores consultados pela Agência Estado, alguns anúncios não foram aprovados, o mais destacado é o aumento do investimento em capital fixo (capex). O resultado foi a ação da petroleira amargar prejuízo de quase 4% ontem.
Filme queimado
Essa queda, segundo uma fonte, praticamente anulou disputa com as opções da Petrobras, o que deve acabar limitando a tradicional briga entre comprados e vendidos em opções sobre ações que acontece na próxima segunda-feira na BM&FBovespa. ''Queimou o filme de eventual disputa do vencimento. Só amanhã não faz poeira e não irá recompor a perda de hoje para ter a briga'', disse o operador de uma corretora paulista. A ação ON da petroleira fechou com declínio de 3,87% e a PN caiu 3,86%.
Outra face
Já os papéis da Vale terminaram em direções distintas: o ON subiu 0,26% e o PNA caiu 0,11%.
Lá fora
No exterior, no meio da tarde, a agência de notícias Reuters publicou que importantes bancos centrais estariam preparando uma ação para fornecer liquidez aos mercados depois das eleições na Grécia, marcadas para o domingo, caso seja necessário. A Reuters atribuiu a informação a fontes no Grupo dos 20 (G-20, que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo), mas não foi possível confirmá-la até o momento. A notícia levou as bolsas de Nova York a atingirem as máximas do dia. Mas, internamente, a Bovespa parece ter ignorado a informação e se manteve no vermelho, reduzindo um pouco a queda, mas apenas temporariamente.
Animação
As bolsas europeias fecharam em direções divergentes ontem. Houve dados ruins dos Estados Unidos, porém isso também levou à expectativa de um relaxamento da política monetária pelo Federal Reserve. Na Europa, pesaram para o lado negativo a Espanha e o leilão na Itália, entretanto rumores de que uma vitória ''a favor do segundo pacote internacional de resgate'' nas eleições do próximo domingo na Grécia animaram o mercado. O índice Stoxx Europe 600 fechou a sessão em baixa de 0,30%, aos 241,84 pontos.
Valorizado
O índice Dow Jones encerrou com valorização de 1,24%, o S&P 500 avançou 1,08% e o Nasdaq subiu 0,63%.
À vista
No mercado à vista de balcão, a moeda dos EUA fechou o dia a R$ 2,057, com perda de 0,72%. Na BM&F, a cotação do dólar à vista encerrou o pregão a R$ 2,0515, com queda de 0,93%, na mínima. A mínima do dólar à vista de balcão foi de R$ 2,050. A máxima ficou em R$ 2,075. Às 17h24, o dólar julho era cotado a R$ 2,0615, com queda de 0,84%.
Ajustes
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (183.425 contratos) estava em 7,70%, de 7,71% no ajuste. A taxa projetada pelo DI janeiro de 2014 (229.485 contratos) marcava 7,98%, de 8,00% anteontem. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (67.320 contratos) apontava 9,65%, de 9,70% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2021 (3.810 contratos) indicava 10,25%, de 10,31% no ajuste.
(Agência Estado)





