MERCADO FINANCEIRO
No azul
A ausência de notícias negativas e os rumores de que os bancos centrais podem adotar medidas adicionais a fim de estimular a economia mundial serviram como uma injeção de ânimo nas bolsas internacionais. Por aqui, não foi diferente e a Bovespa conseguiu encerrar o dia ontem no azul, de volta aos 55 mil pontos - nível que não visitava desde o último dia 28. Internamente, o vencimento de índice futuro hoje também ajudou a manter a Bolsa com valorização.
Na máxima
Ontem, o Ibovespa fechou na máxima do dia, com ganho de 1,94%, aos 55.049,03 pontos. Na mínima, o índice atingiu 53.906 pontos (-0,18%). O giro financeiro ficou em R$ 5,692 bilhões. Segundo um operador, ontem os estrangeiros atuaram fortemente na ponta compradora, juntamente com os investidores institucionais locais.
Geral
Embora o bom humor generalizado tenha tomado conta dos negócios, isso não significa uma mudança de tendência. ''O cenário segue nebuloso. A fotografia continua do mesmo jeito'', disse o economista-chefe da Corretora Magliano, Henrique Kleine, ressaltando que o mercado está antecipando o fato. ''A expectativa é boa, mas ainda não há notícia formalizada, nada oficial'', disse, se referindo aos rumores de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) pode adotar novas medidas para estimular a economia norte-americana.
Índices
Logo cedo, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que o índice de preços das importações recuou 1% em maio ante abril, na maior queda desde junho de 2010. Esse indicador também colaborou para a percepção de que o Fed pode adotar medidas para estimular a economia sem perigo de inflação.
Ações
Voltando para cá, a alta das ações dos setores de consumo e energia acabaram sustentando o Ibovespa ontem, juntamente com os papéis da Petrobras e da Vale. No setor de energia, CPFL ON subiu 3,76%, Cemig PN 3,32% e Eletrobras PN, +3%. Já entre as empresas voltadas para o consumo interno, o destaque ficou para a B2W (+4,90%) que figurou entre as altas do Ibovespa.
Movimento
Petrobras ON subiu 0,52% e a PN, +1,14%, acompanhando o petróleo no mercado internacional. O contrato de WTI com entrega para julho subiu 0,75%, a US$ 83,32 o barril. Já Vale ON avançou 2,35% e a PNA, +2,25%. Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com ganho de 1,31%, o S&P 500 avançou 1,17% e o Nasdaq, +1,19%.
Rápido e forte
Rápida e fortemente, o contrato de dólar com vencimento em 1º de julho, que passou a maior parte do pregão de ontem em alta, inverteu o rumo, passou ao negativo e estabilizou-se. O movimento ocorreu pouco antes das 16h00 e não foi acompanhado pelo mercado à vista, que encerrou o dia em R$ 2,063 (+0,63%) no balcão e R$ 2,064 (+0,84%) na BM&F. Já o dólar julho, às 17h08, estava em R$ 2,070, com queda de 0,17%, depois de ter batido máxima de R$ 2,079. O descompasso, de acordo com os operadores, deu-se devido à falta de liquidez do mercado à vista no horário.
Moedas
Às 17h22, o euro valia US$ 1,2510, ante US$ 1,2483 no final da tarde de ontem, em Nova York. No mesmo horário, o dólar norte-americano perdia 1,03% em relação ao dólar australiano, 0,57% em comparação ao dólar canadense e 1,24% ante o dólar neozelandês.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (319.300 contratos) estava em 7,73%, de 7,75% no ajuste. O DI janeiro de 2014, com movimento de 256.280 contratos, indicava 8,04%, de 8,09% na véspera. Entre as taxas longas, o recuo era ainda maior, em correção ao movimento de alta verificado nesta segunda-feira. O DI janeiro de 2017 (49.230 contratos) cedia para 9,75%, de 9,83% ontem, enquanto o DI janeiro de 2021 (2.380 contratos) caía para 10,36%, de 10,47% no ajuste.
No Japão
A Bolsa de Tóquio fechou em queda nesta terça-feira. O otimismo dos investidores diminuiu em relação ao pacote de resgate dos bancos espanhóis pela União Europeia. Também pesou no sentimento as eleições de domingo na Grécia, que podem definir o futuro do país na zona do euro. O Nikkei perdeu 88,18 pontos, ou 1%, e terminou aos 8.536,72 pontos, após a alta de 2% na sessão de segunda-feira. O volume de negociações continuou fraco, com 1,55 bilhão de ações.
(Agência Estado)





