No vermelho
Influenciada pelo pessimismo que tomou conta das bolsas dos Estados Unidos e Europa, a Bovespa iniciou a semana no vermelho, em uma sessão marcada pela volatilidade e pelo cenário internacional nebuloso. As mínimas foram intensificadas na última hora do pregão, com Petrobras caindo quase 3%.
Cócegas
O acordo de ajuda aos bancos da Espanha no valor de 100 bilhões de euros, anunciado no sábado, chegou a conferir certo ânimo no início dos negócios, mas a breve euforia logo foi substituída por incertezas quanto às condições do pacote e à eficácia da medida, que contaminaram as bolsas de maneira generalizada.
Névoa
Ontem, o Ibovespa fechou em queda de 0,79%, aos 54.001,45 pontos. Na máxima, o principal índice da Bolsa subiu 1,78%, aos 55.401 pontos, e, na mínima, recuou 0,97%, aos 53.905 pontos. No mês, a queda acumulada é de 0,90% e, no ano, a perda corresponde a 4,85%. O volume negociado somou R$ 5,404 bilhões. ''Esta é uma semana espremida entre essa confirmação do pacote de resgate aos bancos espanhóis e as eleições na Grécia no próximo dia 17, então, o cenário é muito nebuloso, não se sabe ao certo os efeitos que o pacote ou a eleição devem ter'', observa o analista de investimentos da Citi Corretora Hugo Rosa, complementando que as incertezas sobre a situação na Europa devem continuar ditando o ritmo da Bolsa ao longo desta semana.
Negativos
Entre as blue chips, os papéis ON da Petrobras figuraram entre os destaques de queda do Ibovespa, com recuo de 2,99%, enquanto os PN caíram 2,60%, acompanhando a queda nos contratos futuros de petróleo no mercado internacional. Na Nymex, os contratos com vencimento em julho fecharam em baixa de 2,45%, a US$ 81,68 o barril.
Para baixo
Também no ranking de baixa estavam OGX (-7,40), Light (-4,49%), Fibria (4,03%) e BM&FBovespa (3,01%). A Vale viu suas ações ON caírem 1,25%, e as PNA, -1,18%.
Pechinchas
Segundo um experiente analista de renda variável, o fato das ações na Bolsa brasileira estarem baratas abriu espaço para operadores de olho em ganhar no day trade, o que garantiu que o Ibovespa chegasse a operar no azul durante alguns momentos do dia. ''Tem muita gente trabalhando no curtíssimo prazo, já que o ambiente continua ruim do lado externo, por isso oscila bastante'', observa.
Wall Street
Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em queda de 1,14%, o S&P recuou 1,26% e o Nasdaq registrou desvalorização de 1,70%.
Fortes ganhos
Os mercados asiáticos apresentaram fortes ganhos ontem. Os investidores da região reagiram com otimismo ao plano de 100 bilhões de euros anunciado no sábado pela União Europeia para resgatar os bancos da Espanha. Não houve negociações na Austrália por ser feriado. Em Hong Kong, a bolsa apresentou o maior ganho porcentual em quase cinco meses, ajudada ainda pelos dados sobre as exportações da China, que vieram mais fortes do que o esperado. O Hang Seng avançou 2,4% e terminou aos 18.953,63 pontos, na maior alta porcentual desde os 3,2% de 17 de janeiro.
Teto
O dólar à vista de balcão bateu máxima de R$ 2,054 (+1,43%) perto do final do pregão e acabou encerrando o dia cotado a R$ 2,050 (+1,23%), a marca que o mercado considera como teto informal para a moeda norte-americana e que é a cotação utilizada pelo cenário de referência na ata do Copom. A pressão de alta foi registrada desde o período da manhã e levou o Banco Central a fazer leilão de US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial (20 mil) entre as 12h45 e as 13 horas. O mercado absorveu somente US$ 400 milhões e a pressão pela valorização da moeda norte-americana renovou-se ao final do dia.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (280.620 contratos) estava em 7,75%, ante 7,80% do ajuste da sexta-feira, enquanto o DI janeiro de 2014 (270.915 contratos) marcava 8,09%, de 8,14% da sexta. O DI janeiro de 2017, com giro de 66.280 contratos, apontava 9,83%, de 9,70% do ajuste, e o DI janeiro de 2021 (2.220 contratos) indicava 10,47%, de 10,32%.
(Agência Estado)

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