MERCADO FINANCEIRO
Em alta
O Ibovespa fechou em alta de 0,51%, aos 54.429,85 pontos, depois de atingir máxima de 54.432 pontos (+0,51%) e a mínima de 53.685 pontos (-0,87%). Com o ganho de ontem a Bolsa avançou 1,92% na semana e quase anulou a perda no mês (-0,11%). No ano, a queda ainda é de 4,10%. O volume financeiro somou R$ 5,40 bilhões. Em Nova York, o Dow Jones avançou 0,75% e o S&P 500 subiu 0,81%.
Bom humor
O operador institucional Luiz Roberto Monteiro, da Renascença Corretora, avaliou que após um início de sessão ruim, com várias notícias negativas no âmbito internacional, o humor do investidor melhorou durante a tarde na expectativa de que se anuncie uma ajuda para o setor bancário na Espanha durante o final de semana.
Paliativo
O profissional considera, no entanto, que se anunciadas medidas nesse sentido, elas servirão apenas como paliativo. ''Se houver realmente uma ajuda, tiramos uma variável negativa do caminho, mas a tendência continua ruim, com preocupação recaindo ainda sobre a retomada da economia na Europa, Estados Unidos e China'', explicou.
Ganhos
Gafisa subiu 16,43% e liderou a lista de maiores altas do Ibovespa. Outro destaque entre as valorizações foi Usiminas ON, com ganhos de 8,48%. Brookfield, por sua vez, liderou as principais quedas do índice, com perdas de 3,46%.
Direções opostas
As duas ações de maior peso no índice, por sua vez, operaram com direções distintas nesta sexta-feira, com Vale reagindo bem à notícia de corte de juros na China e Petrobras recuando com a afirmação do Banco Central de que os preços da gasolina e do gás de cozinha não terão reajustes neste ano.
Avanços
Vale PNA subiu 0,86% e Vale ON avançou 1%, enquanto Petrobras PN recuou 1,10% e ON cedeu 1,30%. Entre os bancos, Itaú Unibanco (-0,59%), Bradesco (+0,23%), Banco do Brasil (+0,10%) e Santander (-2,25%).
Câmbio
Após a moeda subir ante o real até a máxima de R$ 2,0420 (+0,64%) no fim da manhã, o Banco Central anunciou uma oferta de até 30 mil contratos de swap cambial, com dois vencimentos, equivalente a US$ 1,5 bilhão. Como esse leilão representa venda no mercado futuro, o dólar logo devolveu os ganhos diante do real e testou as mínimas intraday. O piso à vista foi de R$ 2,0240 (-0,25%) no balcão às 11h58. O dólar futuro julho/12 também cedeu ao piso intraday de R$ 2,0290 (-0,64%), após avançar antes do anúncio do BC até a máxima, de R$ 2,0520 (+0,49%).
Leilão
No leilão, o BC negociou 67,6% da oferta total, ou seja, vendeu 20,4 mil contratos de swap cambial, com dois vencimentos, num total de US$ 1,014 bilhão.
Queda
No fechamento, o dólar à vista caiu 0,20%, a R$ 2,0250 no balcão. Na semana, acumulou queda de 1,03%. Mas, em junho, ainda contabiliza alta de 0,40% ante o real e, no ano, +8,35%. Na BM&F, onde a liquidez foi muito fraca, o dólar spot encerrou em alta de 0,26%, na máxima de R$ 2,0286. O giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h44 somava US$ 1,546 bilhão. Deste total, US$ 1,299 bilhão foram negociados em D+2 - 23% inferior ao volume de quarta-feira.
No futuro
Já o dólar futuro para julho de 2012, às 16h46, recuava 0,49%, a R$ 2,0330, com giro de US$ 17,816 bilhões, de um total de US$ 17,879 bilhões movimentos com dois vencimentos.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2013 (447.560 contratos) marcava 7,80%, ante 7,89% do ajuste de quarta-feira. Já a taxa do contrato de janeiro de 2014 (327.065 contratos) estava em 8,14%, ante 8,28% do ajuste. Na ponta mais longa da curva, o DI para janeiro de 2017 (38.845 contratos) marcava 9,70%, ante 9,95% de quarta-feira, e o DI para janeiro de 2021 (3.400 contratos) estava em 10,32%, ante 10,60% do anterior.
(Agência Estado)





