MERCADO FINANCEIRO
IBOVESPA desceu
PETRÓLEO subiu
Sem chance
A trajetória de alta vista no pregão de anteontem e no início da sessão de ontem não foi forte o suficiente para que a Bovespa resistisse à volatilidade e ao noticiário internacional desanimador nesta jornada.
Dia fraco
Como resultado, o principal índice da Bolsa iniciou a tarde devolvendo os ganhos da manhã, puxado pela forte queda da Petrobras. Entre uma mínima e outra, o Ibovespa perdeu o importante suporte dos 53 mil pontos pela primeira vez no ano. Em um dia de fraco volume de negócios.
Na mínima
O Ibovespa encerrou na mínima, com desvalorização de 1,75%, aos 52.481,4 pontos, menor patamar desde 7 de outubro do ano passado (51.243,62 pontos). Na máxima do dia, durante a manhã, o índice apresentou alta de 0,94%, aos 53.917 pontos. O volume negociado totalizou R$ 5,044 bilhões.
Decepção
O que decepcionou os mercados ontem foi a teleconferência de ministros de Finanças do G-7, em que discutiram a situação da zona do euro e dos bancos problemáticos da região. Se durante a manhã a expectativa em torno da reunião conferiu certo ânimo às bolsas, o resultado - como de costume, sem decisões concretas - foi como um balde de água fria, deixando os investidores sem qualquer sinal sobre novas medidas para ajudar no combate à crise e receosos quanto à Grécia e à questão da capitalização dos bancos espanhóis.
Momento ruim
Diante deste contexto, o investidor estrangeiro segue desfazendo posições por aqui. O analista da Empiricus Research, Rodolfo Amstalden, destaca que o mercado brasileiro tem sua imagem fortemente vinculada às commodities, que no momento é o pior segmento para se estar. Ele observa que, apesar de a Bolsa não estar cara, não é isso que vai fazê-la subir. ''O fato é que, olhando para o curto prazo, não há nenhum fato que indique uma tendência de valorização. Analisando os vários fatores de risco, a ponderação é desfavorável'', resume.
Opostos
Entre as blue chips, a Petrobras encerrou o dia em queda de 1,85% as ON e 1,62% as PN, na contra-mão dos contratos do petróleo WTI com vencimento em julho, que registraram avanço de 0,37%, fechando aos US$ 84,29 o barril. Vale ON apresentou declínio de 0,08%, enquanto o papel PNA recuou 0,19%. Nos destaques de alta ficaram Marfrig (+3,66%), Cielo (+1,93%) e Cosan (+0,65%). O setor de alimentos se beneficia de números positivos sobre exportações de carnes, aves e suínos divulgados esta semana pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Destaque
Já entre as quedas mais relevantes o destaque ficou por conta da B2W, que viu suas ações caírem 8,35% ontem após a aprovação de uma emissão de R$ 300 milhões em debêntures, o que gera temores dos investidores quanto à necessidade de caixa da empresa para os próximos trimestres.
Leve alta
Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em leve alta. O Dow Jones registrou avanço de 0,22%, o S&P 500 subiu 0,57% e o Nasdaq apresentou valorização de 0,66%.
No comando
O Banco Central comandou o mercado de câmbio ontem. Depois de ficar ausente das mesas de operações por mais de uma semana, repetiu a estratégia da atuação do dia 25 de maio e anunciou leilão de swap cambial - que representa venda de dólares no mercado futuro - logo no início do dia. A partir daí, o dólar permaneceu no terreno negativo, descolado da trajetória internacional, onde o dia foi de ganhos para a moeda norte-americana.
Dólar
No fechamento, o dólar à vista ficou em R$ 2,020, com queda de 1,32% na BM&F e de 1,51% no balcão. A máxima do balcão foi de R$ 2,061 e a mínima de R$ 2,019. Perto das 17h30, o dólar julho valia R$ 2,030, com recuo de 1,81%. No mesmo horário, o euro caía a US$ 1,2448 ante US$ 1,2502 no final da tarde de ontem, em Nova York.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (304.390 contratos) estava em 7,91%, de 7,94% no ajuste. O DI janeiro de 2014, com movimento de 411.275 contratos, caía a 8,33%, de 8,39% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (88.655 contratos) indicava 10,06%, de 10,15% anteontem, e o DI janeiro de 2021 (8.240 contratos) marcava 10,73%, de 10,81% no ajuste.
(Agência Estado)





