IBOVESPA subiu
DOW JONES desceu

Refresco
A Bovespa conseguiu encerrar ontem no terreno positivo, influenciada pela alta das ações da Petrobras. E o ganho só não foi maior em razão da queda dos papéis da Vale. Ajustes técnicos para impedirem que a Bolsa caísse abaixo dos 53 mil pontos também ajudaram a garantir o dia no azul.

De leve
O Ibovespa encerrou com leve valorização de 0,03%, aos 53.416,75 pontos. Na mínima, o índice atingiu 53.367 pontos (-0,07%) e, na máxima, 53.960 pontos (+1,04%). O giro financeiro ficou em R$ 5,074 bilhões, o menor desde 30 de abril (R$ 4,834 bilhões)

Juntando cacos
O diretor técnico da Apogeo Investimentos, Paulo Bittencourt, concorda que os 53 mil pontos são um forte suporte e que só deve ser rompido caso haja notícias negativas internas e externas. ''O mercado cai com a notícia ruim, mas depois digere e tenta se recompor através de ajuste técnico'', ponderou.

Vamos juntos
A Petrobras acompanhou a performance do petróleo no exterior e encerrou com ganho de 1,37% na ação ON e de 1,65% na PN. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em julho subiu 0,90%, a US$ 83,98 o barril. Já Vale ON caiu 0,22% e PNA, -0,28%.

Quedas
O setor financeiro também registrou queda ontem. O índice financeiro (IFNC) encerrou com recuo de 0,92%. Bradesco (-0,71%), Itaú Unibanco (-1,50%), Banco do Brasil (-3,36%) e units do Santander (-1,81%).

Volatilidade
Já os bancos pequenos e médios centraram a atenção dos investidores ontem e tiveram um dia de volatilidade, após o Banco Central intervir no Cruzeiro do Sul. O banco, cuja negociação de ações foi suspensa, foi colocado sob o Regime de Administração Especial Temporária (Raet), o que significa que os controladores - a família Índio da Costa - serão afastados e a gestão será feita pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição criada com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no País. ABC Brasil PN (-3,51%%), Daycoval PN (-1,04%), Pine PN (-0,96%), Bic Banco PN (-6,32%) e Panamericano (+4,00%).

Cautela
A intervenção levou os investidores a adotarem cautela. Vale lembrar que o setor financeiro ontem é muito mais protegido e o BC tem mecanismos para detectar muito mais rápido qualquer tipo de problema. ''O Cruzeiro do Sul tem um estrutura menos robusta e impõe menos riscos. Mas diante da notícia, é natural que o investidor adote cautela até que tudo esteja mais claro'', disse o operador de uma corretora.

Sobe e desce
Nos EUA, a queda do índice ISM de Nova York para 49,9 no mês passado, de 61,2 no mês anterior, fez as bolsas fecharem em direções distintas. O Dow Jones caiu 0,14%, o S&P 500 ficou praticamente estável (+0,01%) e o Nasdaq subiu 0,46%.

Acelera
A cotação do dólar bateu sucessivas máximas durante a tarde e sacramentou a trajetória que se desenhou no período da manhã, quando o rumo da moeda ante o real começou a contrariar o comportamento registrado no exterior. O dólar à vista no balcão atingiu R$ 2,052, com alta de 0,29%, e acabou fechando o dia a R$ 2,051 (+0,24%). Na BM&F, o pronto ficou em R$ 2,047, com ganho de 0,32%. Pouco depois das 16h30, o dólar julho dava continuidade a essa pressão e estava em R$ 2,065, com aumento de 0,71%. No mesmo horário, o euro era cotado a US$ 1,2499, acima de US$ 1,2435 registrado no final da tarde de sexta-feira, em Nova York.

Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (175.010 contratos) marcava máxima de 7,94%, ante 7,88% no ajuste. O DI janeiro de 2014, com giro de 343.450 contratos, subia a 8,39%, de 8,23% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (103.310 contratos) avançava para a máxima de 10,15%, de 9,79% antes, enquanto o DI janeiro de 2021 (3.615 contratos) saltava para a máxima de 10,81%, de 10,42% no ajuste.
(Agência Estado)

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