MERCADO FINANCEIRO
Alvo
O mês de junho começou com notícias ruins vindas de todos os lados, o que fez a Bovespa seguir na trajetória de queda que levou o principal índice da Bolsa a encerrar maio com perda de 11,86%. O Ibovespa operou no terreno negativo durante todo o dia, acompanhando os mercados internacionais.
Declínio
O índice registrou perda de 2,00% no pregão de ontem, aos 53.402,90 pontos. Na semana, o índice acumula desvalorização de 1,95%, e no ano, declínio de 5,90%. Ontem, na máxima do dia, o indicador ficou estável, aos 54.488 pontos e, mínima, caiu 2,58%, aos 53.087 pontos, próximo de perder o patamar dos 53 mil pontos, um importante suporte para a Bolsa. O giro alcançou R$ 6,216 bilhões.
Pessimismo
O mês é novo mas as notícias são velhas. O pessimismo reinou diante do bombardeio de indicadores que apontam um cenário de desaceleração das economias da China, zona do euro e Estados Unidos, além do PIB igualmente fraco aqui no Brasil.
Morro abaixo
''A gente já vinha se arrastando nos últimos dias e, hoje, com esse noticiário nada favorável, vamos terminar a semana em queda mesmo'', disse o operador da mesa institucional da Renascença Corretora, Luiz Roberto Monteiro. Na avaliação do profissional, caso o cenário externo continue nesse ritmo, com China e EUA mostrando desaquecimento, a Bovespa deve cair rumo aos 50 mil pontos.
Ajudinha
A Bolsa só não recuou mais por conta do cenário corporativo, que ajudou a garantir alguma força compradora, apesar de tratar-se de investidores que procuram ganhos no intraday, e, portanto, não representam uma tendência consistente para os próximos pregões.
Destaques
Entre os destaques de alta aparece a JBS (+1,10%), que intensificou os ganhos após a notícia de que a J&F, holding que controla a empresa de alimentos, desistiu oficialmente da compra da Delta Construções. Também configuram no ranking TIM (+2,46%), Redecard (+1,61%), Companhia de Transmissão Paulista (+1,51%) e Usiminas (+1,09%). Entre as blue chips, as ações ON da Petrobras marcaram declínio de 0,51%, e as PN recuaram 1,73%. Já a Vale viu seus papéis ON perderem 1,57%, e os PNA caírem 1,63%.
Chove lá fora
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones registrou desvalorização de 2,22%, o S&P caiu 2,46% e o Nasdaq perdeu 2,82%.
Velho continente
As bolsas europeias também fecharam em queda ontem, com dados negativos nos Estados Unidos, na Europa e na China. O índice Stoxx Europe 600 caiu 1,9%, para 235,09 pontos, e fechou no menor nível desde 19 de dezembro de 2011. Na semana, o índice recuou 3,05%.
Na China
Os mercados da Ásia encerraram a semana em queda também por conta dos fracos dados econômciso norteamericanos e chineses, além dos crescentes temores sobre o sistema bancário espanhol. Este foi o caso na Bolsa de Hong Kong, que seguiu em baixa após o pior mês de maio em 14 anos. O Hang Seng perdeu 0,38% e encerrou aos 18.558,34 pontos. Na China, as bolsas fecharam praticamente estáveis.
Em alta
O dólar à vista fechou nas máximas do dia, a R$ 2,046 (+1,44%) no balcão e R$ 2,0404 (+1,01%) na BM&F, mas apesar da alta significativa e consistente da moeda norte-americana o Banco Central não interveio no mercado.
Fim do dia
Às 17h35, o dólar para julho, contrato futuro mais líquido, valia R$ 2,0535 (+1,01%). A clearing da BM&F registrava giro de US$ 2,127 bilhões, volume expressivo, principalmente numa sexta-feira.
Futurologia
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (863.525 contratos) cedia para 7,88%, de 7,92% no ajuste. O DI janeiro de 2014, com movimento de 507.960 contratos, recuava para 8,23%, de 8,27% ontem. Os vencimentos de longo prazo, em um movimento técnico, apresentaram alta. A taxa projetada pelo DI janeiro de 2017 (73.500 contratos) estava na máxima de 9,79%, ante 9,71% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2021 (4.915 contratos) marcava 10,42%, de 10,31% no ajuste.
(Agência Estado)





