MERCADO FINANCEIRO
Em alta
Depois de oscilar durante a maior parte do dia, a Bovespa se firmou no terreno positivo no meio da tarde e fechou o último dia do mês com ganho de 1,29%, aos 54,490,41 pontos. Com isso, o Ibovespa acumulou queda de 11,86% em maio - o pior maio desde igual mês de 1998, quando caiu 15,68%. Das 22 sessões neste mês, a Bolsa cedeu em 15 delas. No ano, a perda é de 3,99%. O giro financeiro ficou em R$ 10,360 bilhões - maior volume desde 18 de outubro de 2010 (R$ 11,833 bilhões), excluindo eventos extraordinários.
Temores
O bom humor, no entanto, não significa que os investidores abandonaram os temores com a crise na Europa, e nem as preocupações com o ritmo de crescimento dos EUA e da China. Pelo contrário, o movimento de melhora no meio da tarde foi atribuído, principalmente, aos ajustes de fim de mês, onde os gestores de investimentos procuram minimizar as perdas no período para apresentarem uma melhor performance aos seus clientes. Além disso, a melhora das bolsas em Nova York no meio da tarde, que não se sustentou até o final do dia de ontem, e a alta das ações da Petrobras e da Vale, por aqui, também ajudaram.
Ibovespa
Na mínima do dia, o Ibovespa atingiu 53.090 (-1,32%) e, na máxima, 54.509 pontos (+1,32%).
Ajustes
O sócio diretor da Título Corretora, Marcio Cardoso, também concorda que a alta foi puxada por ajustes técnicos. ''Acho que é muito mais zeragem de posições vendidas do que entrada de dinheiro novo'', disse. O diretor da corretora ressaltou ainda que a Bolsa está num bom nível para compra, mas que é difícil tomar posição diante de tantas incertezas. ''Prefiro comprar com a bolsa nos 60 mil pontos e um cenário mais positivo, do que aos 54 mil pontos com muitas indefinições'', disse.
Ganhos
As ações da Petrobras foram na contramão do preço do petróleo no mercado internacional e fecharam em alta. O papel ON subiu 3,07% e o PN, +4,25%. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em julho encerrou com perda de 1,47%, a US$ 86,53 o barril. No mês, a queda do petróleo foi de 17%. Vale ON registrou ganho de 0,83% e a ação PNA avançou 0,74%.
Destaques
Entre os destaques da alta do índice figuraram Itaúsa (+6,14%), Hypermarcas (+4,95%) e Cyrela (+4,93%). Já o lado negativo foi comandado por Usiminas ON (-13,90%), JBS (-7,16%) e MMX (-6,35%).
EUA
Nos EUA, ontem foram divulgados indicadores como o PIB, que pesaram negativamente sobre os negócios. Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com perda de 0,21%, o S&P 500 caiu 0,23% e o Nasdaq, -0,35%.
Perdas
As bolsas europeias encerraram o mês de maio ontem com a maior perda mensal desde agosto de 2011: o índice Stoxx Europe 600 caiu 7%. Hoje, a queda foi de 0,53%, para 239,29 pontos, após chegar a operar a 242,18 pontos na sessão. Pesaram as preocupações com a Espanha e, principalmente, os dados negativos dos Estados Unidos.
Câmbio
O dólar junho, objeto da disputa entre os investidores, valia R$ 2,022, com alta de 0,22%, às 17h05 de ontem. No mês, o aumento estava em 5,34% até esse horário. Em reflexo, a alta mensal foi forte também no mercado à vista, onde o balcão encerrou maio com valorização de 5,82%, a R$ 2,017. No dia, no entanto, o dólar balcão registrou variação zero, depois de vaivéns durante todo o dia. Na BM&F, o dólar à vista ficou em R$ 2,020, com ganho de 7% em maio e de 0,28% no dia. No ano, a alta do dólar à vista é de 7,92% no balcão e de 8,34% na BM&F.
Ptax
A taxa oficial do Banco Central - Ptax - referente a maio, usada para liquidar os contratos de junho, mostrou valorização de 6,90% no mês, a R$ 2,0223. Ontem, ela teve alta de 0,72%.
Oscilações
Durante a tarde, depois da Ptax formada, as oscilações das cotações diminuíram, mas o volume de negócios seguiu firme, segundo os operadores. Às 17h11, a clearing da BM&F registrava volume de US$ 1,6 bilhão.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (1.178.910 contratos) estava na máxima de 7,92%, ante 7,97% do ajuste de ontem. O DI janeiro de 2014, com movimento de 496.110 contratos, marcava 8,27%, ante 8,34% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (82.870 contratos) apontava 9,71%, de 9,57% ontem, enquanto o DI janeiro de 2021 (5.935 contratos) indicava a máxima de 10,31%, de 10,13% no ajuste.
(Agência Estado)





