Campo minado
A Bovespa bem que tentou, mas não conseguiu se manter no terreno positivo por muito tempo e voltou para o campo negativo, na contramão das bolsas internacionais.
Preocupação
Os dados ruins vindos dos EUA acabaram dando suporte para o movimento do Ibovespa. A alta das ações da Petrobras e da Vale impediram uma queda maior do índice paulista.
Declínio
O Ibovespa encerrou com declínio de 1,05%, aos 54.633,06 pontos. Na mínima, o índice atingiu 54.554 pontos (-1,19%) e, na máxima, 55.763 pontos (+1,00%). No mês, a queda subiu para 11,63% e, no ano, para 3,74%. O volume financeiro ficou em R$ 6,293 bilhões.
Na véspera
Segundo o operador de uma corretora paulista, a Bolsa ontem devolveu os ganhos da véspera, quando os mercados nos EUA estavam fechados em razão do feriado do Memorial Day. ''O mercado não tem operado com fundamento. Está operando na irracionalidade, tanto para a alta quanto para a baixa'', disse.
Padrão
Para o profissional, o mercado está criando um padrão para o índice. ''Quando Vale e Petro sobem, a maioria das ações cai e o inverso também acontece'', disse a fonte.
Fórmula
Ontem, por exemplo, Vale e Petrobras terminaram em alta, enquanto a maioria das ações que compõem o índice fechou em queda. Vale ON subiu 1,68% e PNA, +1,39%. Nem mesmo a notícia de que a China não irá fornecer incentivos amplos para obter um crescimento econômico forte, pois as autoridades não querem repetir o tipo de programa adotado na crise de 2008, para evitar investimentos ineficientes e potenciais bolhas de ativos e manter a inflação sob controle, pesou sobre as ações da mineradora.
Petróleo
Petrobras ON registrou valorização de 0,82% e a PN, 0,32%, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em julho fechou com declínio de 0,11%, a US$ 90,76 o barril.
Destaques
Entre os destaques do alta do índice estavam: BM&FBovespa (+1,88%), MMX (+1,53%), Gol (+1,50%). Já o lado negativo foi liderado, principalmente, pelo setor de construção. PDG (-11,38%), Brookfield (-7,20%), Gafisa (-6,34%), Rossi Residencial (-5,55%) e MRV (-4,20%).
Subidas
Nos EUA, as bolsas ignoraram os dados ruins e subiram. O índice Dow Jones (+1,01%), o S&P 500 (+1,11%) e o Nasdaq (+1,18%).
Baixa pressão
Comentários de que o governo estuda mesmo a retirada, no curto prazo, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações com derivativos diminuíram a pressão de alta nas cotações do dólar na tarde de ontem. Depois de ter batido máxima de R$ 2,002 no mercado à vista de balcão e no contrato futuro de junho, o dólar cedeu a R$ 1,987 (+0,25%) no fechamento do pronto. Às 17h16, o dólar junho estava em R$ 1,9875 (+0,15%).
Contrários
A reação do mercado aos comentários não foi impetuosa, mas teve importância, pois ocorreu num momento em que, no exterior, a tensão se acentuava, depois de uma manhã mais amena. O euro, por exemplo, tinha rompido para baixo a marca de US$ 1,25 e sustentava-se fraco, depois que houve o rebaixamento do rating soberano da Espanha pela agência de classificação de risco Egan-Jones, de BB- para B. Na mínima, a moeda europeia foi a US$ 1,2461, menor cotação desde julho de 2010, quando foi a US$ 1,2470.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (454.595 contratos) cedia a 7,97%, de 8,07% no ajuste. O DI janeiro de 2014 (380.305 contratos) recuava para 8,35%, de 8,51% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (55.425 contratos) estava em 9,56%, de 9,69% ontem, enquanto o DI janeiro de 2021 (4.100 contratos) marcava mínima de 10,10%, ante 10,24% no ajuste.
(Agência Estado)

mockup