MERCADO FINANCEIRO
Recuperação
O feriado nos Estados Unidos, que manteve o mercado e as instituições fechados por conta do Memorial Day, deu uma trégua aos negócios domésticos e permitiu a recomposição dos preços das ações na Bovespa, ajudando o índice a voltar ao patamar dos 55 mil pontos, mas sem fôlego, já que a Bolsa registrou o pior giro financeiro do ano.
Ibovespa
Se ontem os investidores ávidos por pechinchas garantiram a valorização do Ibovespa, que avançou 1,38%, aos 55.212,69 pontos - nível perdido no início da semana passada, o baixo giro financeiro comprova que esse desempenho está longe de ser uma tendência para os próximos dias. Sem os mercados norte-americanos e grande parte dos estrangeiros se desfazendo de posições do mercado doméstico - o que tem castigado a Bolsa desde abril - o giro financeiro foi de apenas R$ 3,13 bilhões, o mais fraco desde 26 de dezembro do ano passado (R$ 1,285 bilhão). Para se ter uma ideia, o montante representa menos da metade do volume negociado em um dia normal.
Perda
No mês, o principal índice da Bolsa acumula perda de 10,69%, e declínio de 2,72% no ano. Na máxima do dia, o Ibovespa avançou 2,10%, aos 55.609 pontos, e, na mínima, mostrou leve valorização de 0,01%, aos 54.467 pontos. Enquanto a agenda desta segunda-feira foi esvaziada, o resto da semana está carregado de indicadores de atividade importantes nos Estados Unidos e na Europa.
Ajuste
Com queda acumulada de mais de 10% no mês de maio, as ações da Petrobras mostraram um claro movimento de ajuste técnico. Sem qualquer notícia relevante que justificasse uma valorização de seus papéis, as ações ON subiram 0,93% e as PN, 0,80%. Com o fraco volume de negócios no mercado internacional, os contratos futuros de petróleo Brent para entrega em julho fecharam em leve alta de 0,26%, a US$ 107,11 o barril. As ações da Vale, por sua vez, avançaram 0,90% as ON e 1,04% as PNA.
Otimismo
A melhora do humor nos mercados foi motivada por pesquisas de intenção de voto na Grécia, divulgadas no fim de semana, que indicaram um crescente apoio a partidos favoráveis ao cumprimento das obrigações acordadas por Atenas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia, diminuindo os temores de saída do país da zona do euro.
Europa
A maioria das bolsas da Europa fechou em leve queda ontem, após terem registrado ganhos consideráveis mais cedo. Apesar do avanço dos partidos que defendem a permanência da Grécia na zona do euro nas pesquisas de opinião, as preocupações com o setor bancário da Espanha voltaram a pesar. Assim como a queda nos juros dos bônus da Alemanha, que ressalta a busca por segurança. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,02 ponto (0,01%), a 242,47 pontos.
Ásia
Os mercados asiáticos terminaram no campo positivo ontem. Houve presença de investidores em busca de ofertas de ocasião, além de boas expectativas sobre a China e a Grécia. Não houve negociações na Coreia do Sul por ser feriado. A Bolsa de Hong Kong voltou a fechar em ligeira alta, na segunda sessão seguida de ganhos, por causa de expectativas de que a Grécia irá continuar na zona do euro. O Hang Seng subiu 87,58 pontos, ou 0,5%, e encerrou aos 18.800,99 pontos - no mês, contudo, o índice acumula perdas de 10,9%.
Câmbio
Ontem, o dólar à vista terminou em baixa de 0,80%, a R$ 1,9820 no balcão - acumulando perda de 4,67% em quatro sessões. O resultado diário reduziu o ganho acumulado pelo dólar em maio para 3,99% e, no ano, para 6,05%. Na BM&F, o dólar spot encerrou com queda de 1,04%, a R$ 1,9777.
Recuo
No mercado futuro, começaram ontem as rolagens de contratos de dólar, mas o feriado norte-americano enfraqueceu a liquidez. O dólar para junho de 2012, às 16h41, recuava 0,13%, para R$ 1,9835, com um giro financeiro de apenas US$ 7,432 bilhões - 61% inferior ao de sexta-feira passada. O total movimentado com quatro vencimentos somou US$ 7,580 bilhão.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (352.720 contratos) estava em 8,07%, de 8,04% no ajuste. O DI janeiro de 2014 (148.100 contratos) indicava 8,51%, de 8,52% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (20.920 contratos) cedia a 9,69%, de 9,81%, enquanto o DI janeiro de 2021 (2.340 contratos) caía para a mínima de 10,24%, ante 10,34% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





