Fôlego
Se na semana passada o Ibovespa zerou os ganhos do ano e acumulou declínio de 8,30% - a maior queda semanal desde agosto de 2011 -, esta semana começou completamente diferente, com a Bolsa renovando máximas, sobretudo nas últimas horas da sessão. O pregão de ontem foi influenciado positivamente pelo vencimento de opções sobre ações, que já havia ajudado a Bovespa a fechar no positivo na última sexta-feira. Notícias vindas da Grécia, durante o fim da semana, também deram fôlego para o principal índice da Bolsa recuperar o patamar dos 56 mil pontos, perdidos na última terça-feira.
Alta
Ontem, o Ibovespa encerrou com valorização de 3,81%, aos 56.590,24 pontos. No mês, a Bolsa acumula queda de 8,46% e, no ano, declínio de apenas 0,29%. Na mínima, o índice ficou estável, aos 54.516 pontos e, na máxima atingiu os 56.678 pontos (+3,97%). O giro financeiro alcançou R$ 10,541 bilhões, sendo R$ 2,995 bilhões referentes ao vencimento.
Tendência
Mas a expressiva valorização vista ontem está longe de ser uma reversão da tendência de baixa que fez recentemente o Ibovespa operar no vermelho por oito sessões consecutivas (antes da alta de sexta) e zerar os ganhos de 2012. ''Não parece que este comportamento seja permanente. É uma correção, não chega nem perto de reverter uma tendência'', avalia o operador de renda variável da Icap Brasil, Rodrigo Falcão.
Destaques
Entre os principais destaques de alta do Ibovespa, as ações ON da Petrobras encerraram com ganho de 7,28%, e as PN com avanço de 6,97%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em junho encerrou com valorização de 1,19%, a US$ 92,57 o barril, encerrando uma sequência de seis sessões consecutivas de queda. Já as ações da Vale subiram 3,19% na ON e 3,22% na PNA.
Maior risco
Também entre as altas mais acentuadas estavam empresas que foram castigadas nas últimas semanas e estavam com preço considerado descontado, como Gerdau (+7,90%), Metalúrgica Gerdau (+7,09%) e Bradesco (+7,06%). Por outro lado, as principais quedas foram dos papéis considerados defensivos, o que mostra a migração dos investidores para os papéis de maior risco. O setor elétrico puxou as quedas, com Eletrobrás PNB recuando 3,40%, CPFL ON caindo 3,39% e Eletrobrás ON perdendo 3,00%.
Esperança
Lá fora, os mercados reagiram bem às pesquisas publicadas no fim de semana que mostraram que a maioria dos eleitores da Grécia querem que o país permaneça na zona do euro, o que alimenta as esperanças de um resultado positivo nas eleições marcadas para 17 de junho.
Europa
A maioria das bolsas europeias fechou em alta ontem, com as três principais - Frankfurt, Londres e Paris - subindo por causa dos comentários feitos pelos líderes do G-8 no fim de semana, de que é preciso incentivar o crescimento na Europa. O índice Stoxx Europe 600 teve alta de 0,54%, para 240,17 pontos, após uma queda de 5,2% na semana passada, à qual foi a pior semana desde setembro.
Avanço
Em um dia de agenda fraca, as boas notícias do fim de semana prevaleceram e o índice Dow Jones avançou 1,09% na sessão de ontem, o S&P 500 ganhou 1,60% e o Nasdaq apresentou valorização de 2,46%
Dolar
No mercado à vista de balcão, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,042, com alta de 1,09%. Esse é o maior valor desde 18 de maio de 2009, quando a moeda ficou em R$ 2,0760. Na BM&F, o dólar à vista fechou em R$ 2,449 (+1,23%) e o dólar junho valia R$ 2,054 (+1,33%) às 17h23 de ontem.
Câmbio
No mesmo horário, no exterior, o dólar perdia valor em relação às moedas emergentes atreladas às commodities. As quedas eram de 0,58% ante o dólar australiano, 0,37% em comparação ao dólar canadense e de 0,98% em relação ao dólar neozelandês. Quanto ao volume de negócios, a percepção dos operadores é de que não houve destaques. Às 16h49 de ontem, a clearing da BM&F registrava negócios num total de US$ 1,9 bilhão.
Juros
Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com giro de 193.405 contratos, estava em 7,81%, de 7,75% no ajuste. O DI janeiro de 2014 (291.870 contratos) indicava taxa de 8,19%, de 8,07% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (36.565 contratos) subia a 9,57%, de 9,46%, enquanto o DI janeiro de 2021 (apenas 230 contratos) avançava para 10,11%, de 10,02% no ajuste.
(Agência Estado)

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