Na mínima
A Bovespa rompeu ontem um novo suporte de resistência e encerrou o dia na mínima, com queda de 3,31% aos 54.038,20 pontos - o menor nível desde 20 de outubro de 2011 (54.009,98 pontos).
Apreensão
Bem próximo do fechamento, a notícia de que a agência de classificação de risco está preparando um amplo rebaixamento de bancos da Espanha, que pode ser anunciado ainda esta noite, levou o Ibovespa a renovar as mínimas.
Semana ruim
Na máxima do pregão, a Bolsa paulista atingiu 56.296 pontos (+0,73%). Na semana, a queda foi ampliada para 9,10% e no mês para 12,59%. No ano, a Bolsa já acumula perda de 4,79%.
Flerte
A Bolsa até engatou um movimento de alta na abertura e chegou a flertar com os 56 mil pontos, mas o namoro não durou muito e o índice voltou para o campo negativo.
Onda de saques
Mais uma vez, a Grécia continuou impondo cautela e também cresceram os temores de que os bancos na Europa sofram uma onda de saques. Como se não bastasse, dados ruins dos EUA acabaram azedando ainda mais o humor dos investidores. O resultado foi o mercado acionário caindo por todo o globo.
Vilã
Internamente, a Petrobras voltou para o papel de vilã e caiu cerca de 4%, enquanto Vale cedeu mais de 3%. Como as duas empresas têm peso relevante no Ibovespa, elas contribuíram para a queda do índice. Pela manhã, durante teleconferência com analistas estrangeiros, o diretor Financeiro e de Relação com Investidores da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa, defendeu a manutenção dos atuais preços dos combustíveis cobrados no Brasil. O papel ON caiu 3,90% e o PN registrou declínio de 4,46%. Já Vale terminou com recuo de 3,42% a ação ON e -3,66% a PNA.
Defensivos
Das 68 ações que compõem o Ibovespa, somente CCR e MRV fecharam em alta e, por consequência foram destaques do índice. O papel da CCR encerrou com ganho de 2,09%. Segundo operadores, além do resultado do primeiro trimestre ter vindo forte, o papel é considerado defensivo. A companhia voltada ao segmento de concessões de infraestrutura encerrou março com lucro líquido de R$ 288,6 milhões, expansão de 64,7% ante o primeiro trimestre de 2011. Já a MRV subiu 1,66%.
Na América
Em Nova York, o Dow Jones encerrou com perda de 1,24%, o S&P 500 caiu 1,51% e o Nasdaq recuou 2,10%.
Velho continente
As bolsas europeias fecharam em queda ontem, com as ações do Bankia despencando em meio a notícias de que os clientes retiraram 1 bilhão de euros em depósitos após o governo espanhol intervir para resgatar o quarto maior banco da Espanha em ativos. Além disso, especulações de que a agência de classificação de risco Moody's vai rebaixar o rating dos bancos espanhóis contribuíram para piorar o clima entre os investidores.
Tombos
Com os temores sobre a Grécia ainda pesando no mercado, o índice Stoxx Europe 600 encerrou a sessão na quarta queda consecutiva, caindo 1,13%, para 241,63 pontos. Os papéis do Bankia recuaram 14%.
Mais calmo
O dólar à vista fechou a R$ 1,999 no balcão (-0,10%), depois de ter encerrado a R$ 2,001 (+0,05%) anteontem, o que mostra uma maior tranquilidade diante das recentes tensões. Na BM&F, o pronto terminou o dia a R$ 1,9972 (-0,10%). Às 16h30, o contrato futuro de junho cotava a moeda norte-americana a R$ 2,010, em alta de 0,15%. Na clearing da BM&F, perto das 17 horas, o volume registrado no mercado à vista estava em US$ 2,4 bilhões.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (513.860 contratos) estava em 7,79%, nivelado ao ajuste e após bater na máxima intraday de 7,86%. O DI janeiro de 2014, com giro de 432.035 contratos, indicava 8,18%, de 8,21% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (55.820 contratos) cedia para a mínima de 9,54%, ante 9,65% ontem, enquanto o DI janeiro de 2021 (5.755 contratos) recuava para 10,09%, de 10,19% no ajuste.
(Agência Estado)

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