Pesado
Contaminada pelas incertezas externas, a Bolsa paulista aprofundou as perdas ao longo da tarde e encerrou o pregão no menor nível do ano. A incapacidade da Grécia de formar um novo governo e a chance cada vez mais concreta de saída do país da zona do euro aprofundou o mau humor dos investidores no mundo inteiro, e no Brasil, não foi diferente. O temor é que a eventual saída da Grécia engatilhe um contágio financeiro capaz de aprofundar ainda mais a onda de aversão ao risco já vista nos mercados globais.
Mínimo

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira na mínima do dia, com declínio de 3,21%, aos 57.539,61 pontos. Este é o menor nível desde 2 de janeiro, quando o índice fechou em 57.829,27 pontos. Com o resultado de ontem, a Bolsa está muito próxima de zerar o ganho no ano, de 1,38%. No mês, o índice já perde 6,92%. Na máxima o Ibovespa ficou estável em 59.443 pontos. O giro financeiro totalizou R$ 6,323 bilhões.
Geral

Após passar o dia inteiro em queda, as perdas foram ampliadas - e generalizadas - na última hora do pregão, atingindo praticamente todas as 68 companhias que compõem o principal índice da Bolsa.
Stop loss

O dia foi marcado por ordens pontuais de stop loss, que foram acionadas com a perda do patamar dos 58 mil pontos, e pela saída mais forte do investidor estrangeiro, que atuou fortemente na ponta vendedora. A debandada foi agravada pela disparada do dólar, que torna o mercado brasileiro menos atrativo, já que o ganho dos estrangeiros ficam comprometidos. Ontem, o dólar comercial encerrou com valorização de 1,79%, a R$ 1,9870.
Blue chips

Entre as blue chips, os papéis ON da Petrobras marcaram recuo de 1,88%, enquanto as PN perderam 2,22%. Além disso, a queda de 1,14% do contrato de petróleo com vencimento em junho, para US$ 94,78 o barril, também pesou. As ações ON da Vale fecharam o dia com desvalorização de 1,66%, e as PNA, -1,68%. A queda também acompanha as baixas nos contratos futuros de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME), que fecharam todos no vermelho nesta segunda-feira.
Caso grego

Para o economista-chefe da Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, o caso grego é emblemático pois concretizaria o fracasso da zona do euro. Em sua avaliação, a saída da Grécia do bloco seria suficiente para causar um efeito manada de saída dos investidores dos mercados.
Reflexos

Em Wall Street, as incertezas sobre a Grécia também pesaram, em um dia esvaziado de indicadores. No pregão desta segunda-feira, o índice Dow Jones encerrou em queda de 0,98%, o S&P 500 recuou 1,11% e o Nasdaq registrou perda de 1,06%.
Câmbio

O dólar inaugurou a semana testando a marca de R$ 2,00, e bateu máxima de R$ 2,001, só superada no dia 13 de julho de 2009, quando chegou a R$ 2,01. A pressão ocorreu em decorrência do nervosismo externo, renovado pelo fato de a Grécia não ter alcançado um acordo político durante o final de semana, nem haver avanços ontem.
Máximas

Ontem, as análises mais tranquilas prevaleceram no mercado doméstico de câmbio e o dólar não sustentou a marca de R$ 2,00 até o fechamento. No final do pregão, o dólar à vista valia a R$ 1,987 (+1,79%) no mercado de balcão e R$ 1,9903 (+2,01%) no pronto da BM&F. Às 17h12, o dólar futuro de junho, o mais líquido, valia R$ 1,996 (+1.06%), depois de ter registrado máxima de R$ 2,010.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (404.805 contratos) cedia a 7,91%, de 7,95% no ajuste. O DI janeiro de 2014, com giro de 446.700 contratos, caía para 8,38%, de 8,47% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (52.950 contratos) marcava 9,77%, de 9,76% no fechamento anterior, enquanto o DI janeiro de 2021 (4.260 contratos) estava em 10,27%, de 10,25% no ajuste.
(Agência Estado)

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