MERCADO FINANCEIRO
No vermelho
Depois de oscilar entre altas e baixas, a Bovespa encerrou em queda pelo quarto dia seguido e pelo terceiro pregão manteve o nível de 59 mil pontos no fechamento. A Bolsa acompanhou o índice Dow Jones e a queda das commodities no mercado internacional, que também acabou influenciando as ações de Petrobras e Vale.
Declínio
O Ibovespa encerrou com declínio de 0,43%, aos 59.445,21 pontos. Com o resultado de ontem, a Bolsa registrou a terceira queda semanal seguida, de 2,26% e, no mês, o recuo foi ampliado para 3,84%. Já no ano, a Bolsa está perto de anular os ganhos acumulados, registrando valorização de apenas 4,74%. Vale lembrar que o índice já chegou a acumular alta de quase 20% neste ano. Na mínima, o índice atingiu 59.138 pontos (-0,94%) e, na máxima, 60.340 pontos (+1,07%). O giro financeiro ficou em R$ 5,928 bilhões.
Ânimo
Logo cedo, o noticiário mais pessimista indicava que os mercados acionários teriam mais um dia de queda. No entanto, a divulgação do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan animou os negócios, levando as bolsas em Nova York para o campo positivo, movimento que foi acompanhando pela Bovespa. Mas, no início da tarde, o otimismo foi deixado de lado.
Perdas
Petrobras ON caiu 1,88% e a PN -1,96%. Na semana, as ações acumulam perda de 4,71% e 4,63%, respectivamente. Além do cenário externo, também pesou sobre os papéis o cancelamento da divulgação do balanço referente ao primeiro trimestre do ano, originalmente marcado para ontem, após o fechamento dos negócios. Na quarta-feira, no início da noite, a estatal informou que só irá revelar seu resultado na próxima terça-feira, último dia, segundo a legislação doméstica, para as empresas informarem seus números. Segundo comunicado da Petrobras, o adiamento se deu por incompatibilidade de agenda dos membros do conselho. Além disso, o recuo de 0,98% no contrato de petróleo com vencimento em junho, para US$ 96,13 o barril, também contribuiu.
Desvalorização
Já a Vale seguiu a queda dos metais e terminou a sexta-feira com desvalorização de 3% a ON e de -3,11% a PNA. Na semana, os papéis acumulam perdas de 5,85% e 6,03%, respectivamente.
Estados Unidos
Nos EUA, foi informado que o índice do consumidor da Universidade de Michigan ficou em 77,8 na leitura preliminar de maio, ante a previsão de leitura em 76. É o maior nível desde janeiro de 2008. O avanço superou as previsões dos analistas, que esperavam uma leitura de 76,0. Esse indicador minimizou o mau humor com os dados ruins da produção industrial e do varejo na China, com as perdas do JPMorgan em operações de swaps para default de crédito (CDS, na sigla em inglês) e com as dificuldades no sistema bancário espanhol.
Dow Jones
Em Nova York, o índice Dow Jones perdeu 0,27%, o S&P 500 caiu 0,34% e o Nasdaq ficou praticamente estável (+0,01%).
Câmbio
Com a agenda doméstica vazia, o dólar oscilou ao sabor do noticiário internacional, onde os vaivéns foram acentuados ontem. Ao final do pregão, a moeda norte-americana apresentou alta de 0,26% no mercado à vista de balcão, a R$ 1,952. Na BM&F, o pronto ficou em R$ 1,951, com valorização também de 0,26%.
Novidade
No final da tarde, o mercado recebeu mais uma novidade com potencial para mexer fortemente com os negócios: a Fitch anunciou o rebaixamento do rating do JPMorgan. Caminhando para o fechamento, o dólar junho pulou para a máxima, a R$ 1,977 (+0,76%), às 17h45. Antes disso, esse vencimento valia R$ 1,9705, com aumento de 0,43%
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (314.300 contratos) indicava 7,95%, de 8,00% no ajuste de quinta-feira. O DI janeiro de 2014 (292.075 contratos) estava quase de lado, em 8,47%, de 8,46% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017, com giro de 40.120 contratos, subia para a máxima de 9,76%, ante 9,68% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2021 (apenas 510 contratos) avançava para 10,25%, de 10,17% quinta-feira.
(Agência Estado)





