Vento lá
A possibilidade da formação de um governo de coalizão na Grécia, evitando assim a realização de novas eleições, animou os mercados acionários ontem.
Vento cá
Esse quadro se refletia na Bovespa até, pelo menos, por volta das 16 horas, quando o índice começou a variar entre pequenas quedas e altas, para encerrar o dia com recuo de 0,14%, aos 59.702,05 pontos.
Pesos
Assim, as ações da Vale e da Petrobras que ajudaram a Bolsa pela manhã, após a inversão de sinal do Ibovespa, pesaram de forma negativa no índice na sessão vespertina. A ação ON da Petrobras caiu 0,95% e a PN, -1,19%.
Direção
A mudança de direção pode ser atribuída à expectativa em relação ao balanço da Petrobras referente ao primeiro trimestre, que será divulgado hoje.
Suspensão
Já Vale ON registrou pequena alta de 0,02% e a PNA encerrou estável. Por um lado, a notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar suspendendo a execução de dívida de R$ 30,6 bilhões da companhia, referente a impostos sobre lucros das controladas no exterior, foi bem recebida pelos investidores. Por outro lado, o avanço de apenas 0,3% nas importações da China em abril, ante igual mês de 2011 e bem abaixo da expectativa de crescimento de 10%, impediu que as ações da Vale tivessem um avanço melhor ao longo do dia.
Destaques
Na contramão da mineradora, as ações do setor de siderurgia encerraram em alta e figuraram entre os destaques de ganho do índice. Gerdau PN (+2,42%), Gerdau Metalúrgica PN (+2,87%). Mais uma vez, as ações do setor de construção foram destaque de queda do Ibovespa. A PDG ON (-6,37%), Gafisa ON (-4,22%), Cyrela ON (-3,44%) e MRV ON (-1,60%).
Extremos
Na mínima, o Ibovespa atingiu 59.637 pontos (-0,25%) e, na máxima, 60.752 pontos (+1,62%). Na semana, a Bolsa acumula declínio de 1,84% e, no mês, cai 3,43%. No ano, o Ibovespa ainda sustenta um ganho de 5,19%. O giro somou R$ 5,914 bilhões.
Colateral
Segundo o superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, a queda da Bolsa nesta semana pode ser uma antecipação a posse do novo presidente eleito na França, François Hollande, na próxima terça-feira, dia 15. ''A Europa tem preocupado muito. Os eventos políticos preocupam e o mercado pode estar caindo em cima da expectativa do que pode acontecer com a formação do novo governo francês. O mercado sempre antecipa os eventos'', disse.
Nos USA
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,16% e o S&P 500 ganhou 0,25%. Já o Nasdaq caiu 0,04%.
Euforia
As bolsas europeias fecharam em alta ontem, com os mercados grego e espanhol dando a volta por cima diante das últimas quedas, enquanto resultados melhores do que os esperados do banco italiano UniCredit impulsionaram as finanças. Também pesou para o lado positivo o otimismo com a possibilidade de formação de uma coalizão na Grécia. O índice Stoxx Europe 600 terminou a sessão em alta de 0,55%, aos 251,10 pontos.
Freio
O ciclo de alta do dólar, que durou quatro sessões e levou a cotação ante o real da casa de R$ 1,91 para o nível de R$ 1,96 atingido anteontem, foi interrompido nesta quinta-feira, em decorrência de uma melhora do sentimento dos investidores em relação às dificuldades gregas e espanholas.
Alívio
Internamente, o alívio externo foi intensificado pela realização de lucros. No mercado à vista de balcão, o dólar encerrou o dia em R$ 1,947, com queda de 0,76%. A mínima foi de R$ 1,944 (-0,92%) e a máxima de R$ 1,969 (+0,36%). Na BM&F, o pronto encerrou a sessão a R$ 1,946, com perda de 0,73%, na mínima. Dólar futuro para junho fechou em queda de 0,96%, a R$ 1,9620.
Negociação
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (584.820 contratos) estava em 8,00%, de 8,03% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2014 (722.525 contratos) indicava 8,46%, de 8,56% na véspera. Entre os longos, a queda foi ainda mais expressiva. O DI janeiro de 2017 (113.235 contratos) cedia para 9,68%, de 9,89% anteontem, enquanto o DI janeiro de 2021 (3.965 contratos) caía para 10,17%, de 10,40% no ajuste.
(Agência Estado)

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