MERCADO FINANCEIRO
Invertida
Depois de cair abaixo dos 59 mil pontos ainda na primeira etapa dos negócios, a Bovespa conseguiu desacelerar um pouco as perdas e encerrar o dia acima dos 60 mil pontos. A redução da queda das ações da Petrobras e da Vale também contribuiu para um declínio menor do índice. O movimento de aversão ao risco que prevaleceu aqui foi verificado no mercado acionário ao redor do mundo.
Risco grego
O estresse generalizado teve início logo cedo, por incertezas políticas e econômicas na zona do euro depois de os líderes na Grécia não conseguirem formar um governo de coalizão, após as eleições parlamentares de domingo.
Desconfiança
A eleição do socialista François Hollande na França também afetou a confiança dos investidores, que se preocupam com o comprometimento do futuro presidente francês com medidas de austeridade exigidas pela União Europeia para aliviar a grave crise fiscal da área do euro.
Recado alemão
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, comentou em uma carta enviada a Hollande a grande responsabilidade de liderar a Europa em meio a tempos difíceis, além de sugerir a necessidade de tomar decisões duras.
Pior momento
O Ibovespa encerrou com queda de 1,40% aos 60.365,48 pontos. No pior momento do dia, o índice atingiu 59.871 pontos (-2,20%) e, na máxima, ficou estável, aos 61.218 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 7,073 bilhões.
Onda
Para Frederico Lukaisus, gerente da mesa de operações da Fator Corretora, o ritmo da Bolsa está muito mais atrelado ao cenário externo do que ao interno, o que pode continuar levando a Bovespa para baixo.
Petróleo
As ações da Petrobras registraram quedas de 1,86% a ON e 1,55% a PN, acompanhando o recuo do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em junho fechou em baixa de 0,95%, a US$ 97,01 por barril - o menor nível desde 19 de dezembro. Vale também acompanhou seus pares no exterior e a ação ON encerrou com recuo de 2,65% e a PNA, -2,53%. Os contratos futuros de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam quase todos em baixa nesta terça-feira, influenciados por preocupações com a zona do euro.
Tudo caiu
Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com queda de 0,59%, o S&P 500 caiu 0,43% e o Nasdaq, -0,39%.
Na Ásia
Os mercados asiáticos experimentaram modesta recuperação, uma vez que o choque inicial pelos resultados das eleições na Europa desvaneceu-se. Porém, as preocupações com a situação do continente ainda interferiram no sentimento do investidor.
Em Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em alta na terça-feira com a ação dos caçadores de pechinchas, após as fortes quedas da segunda-feira. Além disso, os ganhos otimistas elevaram ações como as da Mitsubishi e Fuji Heavy Industries. O índice Nikkei subiu 62,51 pontos, ou 0,69%, aos 9.181,65 pontos, após perda de 2,8% ocorrida na segunda-feira. O volume global de negócios totalizou 1,60 bilhão de ações.
Ganhos
O dólar à vista encerrou a R$ 1,9370 (+0,83%) no balcão - valor mais alto desde 14 de julho de 2009 (de R$ 1,9690). O desempenho elevou o ganho da divisa neste mês para 1,63% e, no ano, para 3,64%. Na BM&F, o dólar spot também terminou valendo R$ 1,9370 (+0,75%). O giro financeiro total até 16h50 somava US$ 1,657 bilhão (US$ 1,619 bilhão em D+2). No mercado futuro, no mesmo horário, o vencimento de dólar para junho de 2012 subia 0,96%, a R$ 1,9480, concentrando um giro de US$ 17,633 bilhões, de um total de US$ 17,681 bilhões movimentados com apenas dois vencimentos.
Taxas futuras
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2013 (294.070 contratos) marcava 7,97%, ante 7,92% do ajuste de anteontem. Já o DI para janeiro de 2014 (458.865 contratos) tinha taxa de 8,38%, de 8,24% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, a taxa do contrato futuro de juros para janeiro de 2017 (77.015 contratos) estava em 9,67%, ante 9,41% do ajuste. Já o DI para janeiro de 2021 (4.605 contratos) marcava 10,17%, ante ajuste de 9,91% anteontem.
(Agência Estado)





