Alta
Mesmo após um fim de semana agitado na zona do euro e de uma manhã de negócios de lado, a Bovespa conseguiu voltar para os 61 mil pontos e fechar o dia no azul, seguindo o movimento de alta visto nas principais bolsas internacionais. A Petrobras foi uma das responsáveis por sustentar o índice nesta segunda-feira. Também contribuíram OGX, Hypermarcas e Gafisa, que figuraram entre os destaques de alta do índice. Por outro lado, a Vale, em queda, impediu a Bolsa de avançar ainda mais na tarde de ontem.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o dia com alta de 0,66%, aos 61.220,43 pontos, recuperando parte do declínio de sexta-feira, que levou o índice ao menor patamar desde meados de janeiro. Na mínima, o índice atingiu 60.391 pontos (-0,71%) e, na máxima, 61.299 pontos (+0,79%). O giro financeiro somou R$ 6,532 bilhões.
Petrobras
As ações ON da Petrobras, que chegaram a cair mais de 2% na manhã de ontem, encerraram com alta de 0,47% e as PN, +0,49%. O ganho da companhia é atribuído, em parte, ao fato de os papéis terem registrado forte queda na semana passada e ontem a ação estar num bom nível para compra. Já outro profissional avalia que o avanço reflete, mais uma vez, o noticiário sobre um possível aumento dos combustíveis nos próximos 90 dias, conforme publicado em uma revista semanal.
Destaques
Também tiveram destaque os papéis da OGX, que avançaram 3,02%, na contramão do petróleo. Na Nymex, o contrato da commodity com vencimento em junho encerrou o dia com queda de 0,56%, a US$ 97,94 o barril.
Avanços
Além da Petrobras e da empresa de óleo e gás do grupo EBX, figuraram entre as maiores altas do índice, Gafisa (+2,61%), que segue no ritmo contrário de seus pares do setor de construção, e a Hypermarcas, que avançou 5,75% após a divulgação dos seus resultados do primeiro trimestre, no sábado.
Em queda
Por outro lado, a Vale acompanhou a queda dos metais nos mercados internacionais e viu seus papéis ON encerrarem com perda de 0,07%, e os PNA, com desvalorização de 0,12%.
Eleições
As notícias do fim de semana tinham tudo para antecipar uma segunda-feira de perdas nas bolsas internacionais, após as eleições ocorridas neste fim de semana na França, Grécia e Alemanha. O foco dos investidores recai sobre o socialista François Hollande, que derrotou Nicolas Sarkozy nas urnas no domingo e deve assumir o poder no Palácio do Eliseu no próximo dia 15. No entanto, a chanceler Angela Merkel contribuiu para acalmar os mercados, ao avisar que o pacto fiscal europeu não é negociável e está na direção correta, acrescentando que não se pode desfazer políticas a cada eleição.
EUA
Em Nova York o índice Dow Jones recuou 0,23%, enquanto o S&P 500 avançou +0,04% e o Nasdaq registrou alta de 0,05%.
Dólar
O dólar manteve o sinal positivo ao longo de toda a sessão de ontem, em meio a sinais divergentes vindos do exterior, fechando em alta de 0,05%, a R$ 1,9210 no balcão.
Câmbio
Na mínima do dia, o dólar no balcão marcou R$ 1,9210 ontem e, na máxima, R$ 1,9360. Da mínima para a máxima, a oscilação da moeda americana foi de 0,78% - uma variação reduzida segundo alguns profissionais do mercado. O dólar pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) também fechou em alta, de 0,16%, cotado a R$ 1,9225. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 17h somava US$ 1,689 bilhão (US$ 1,647 bilhão em D+2).
Futuro
No segmento futuro, às 16h26 de ontem, o dólar para junho de 2012 recuava 0,36%, para R$ 1,9315. O giro financeiro do vencimento de junho era de US$ 11,731 bilhões, de um total de US$ 11,790 bilhões movimentados em apenas dois vencimentos. A mínima intraday do dólar junho foi de R$ 1,9295 e a máxima, de R$ 1,9465.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com giro de 127.400 contratos, estava em 7,92%, de 7,97% no ajuste de sexta-feira. Com isso, boa parte dos investidores apostam em uma Selic de 8% no fim deste ano. O DI janeiro de 2014 (307.460 contratos) indicava 8,24%, de 8,28%. Entre os vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017 (78.465 contratos) despencava para 9,41%, de 9,55% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2021 (13.595 contratos) cedia para 9,91%, de 10,12% na sexta-feira.
(Agência Estado)

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