MERCADO FINANCEIRO
Perdas
A primeira sexta-feira do mês foi marcada por uma onda de aversão ao risco. Os dados mistos sobre o mercado de trabalho nos EUA, os indicadores decepcionantes de atividade do setor de serviços na Europa e a tensão com as eleições na Europa, principalmente na França e na Grécia, neste fim de semana, dispararam a venda generalizada de ações aqui e lá fora, levando o Ibovespa a perder os 61 mil pontos e voltar para o nível de janeiro deste ano e ter o maior giro financeiro desde outubro de 2011.
Queda
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 2,07%, aos 60.820,93 pontos - menor patamar desde 17 de janeiro deste ano (60.645,90 pontos). Na mínima, o índice atingiu 60.438 pontos (-2,68%) e, na máxima, 62.167 pontos (+0,10%). A Bolsa voltou a registrar perda semanal - a segunda seguida - de 1,41%. No mês, o declínio é de 1,62%. No ano, o ganho foi reduzido para 7,17%. O giro financeiro somou R$ 9,872 bilhões - o maior volume financeiro desde 17 de outubro de 2011 (R$ 10,114 bilhões) - excluindo eventos sazonais, como o vencimento de opções.
Suporte
Os 60 mil pontos são considerados um forte suporte para a Bolsa, mas não é impossível que o patamar seja rompido. O sócio diretor da Título Corretora Marcio Cardoso lembrou que a Bolsa teve dificuldades em romper os 59 mil pontos no fim de 2011, feito que só foi concretizado no início deste ano. ''Assim como foi difícil romper para cima, será difícil romper para baixo. Mas, quando romper, a Bolsa pode buscar os 55 mil pontos'', estimou Cardoso.
No vermelho
O temor externo também pesou sobre as commodities e, consequentemente, sobre os papéis de Petrobras e Vale, que tiveram mais um dia de fortes perdas. A ação ON da petroleira caiu 4,21% e a PN recuou 4,30%. Para ajudar, a estatal informou ontem que a produção média de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior teve queda de 3,7% em março ante fevereiro. A Petrobras produziu 2.599.969 barris de óleo equivalente por dia (boed) em março, ante 2.700.814 em fevereiro de 2012.
Ações
Já a ação ON da mineradora perdeu 2,88%, enquanto a PNA teve baixa de 2,65%. No caso da Vale, o agravante foi a notícia de que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) cancelou medida cautelar que suspendia todas as cobranças efetuadas e, consequentemente, a necessidade de apresentação das garantias para discussão dos débitos no Judiciário relativos à tributação sobre lucros de controladas e coligadas da mineradora no exterior.
Recuo
Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em junho encerrou o dia com recuo de 3,95%, a US$ 98,49 o barril, no menor nível desde 7 de fevereiro. Já os metais terminaram em direções distintas.
Sem direção
Na Bovespa, as construtoras, fecharam sem direção única. Algumas devolveram os ganhos da véspera, quando foram anunciadas mudanças na poupança, e outras subiram ainda sob o efeito das alterações. Gafisa perdeu 3,04%, enquanto PDG ganhou 1,80%.
Dow Jones
Em Nova York o índice Dow Jones caiu 1,27%, o S&P 500 perdeu 1,61% e o Nasdaq teve baixa de 2,25%.
Câmbio
O dólar à vista fechou com alta de 0,26%, a R$ 1,920 no balcão. O resultado diário elevou a valorização semanal acumulada pela moeda para 1,80%; em maio, para +0,73% e, no ano, para +2,73%. Na BM&F, o dólar spot terminou com leve baixa de 0,08%, a R$ 1,9195. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h45 era 51% inferior ao de quinta-feira e somava US$ 1,115 bilhão (US$ 1,056 bilhão em D+2).
Futuro
No mercado futuro, às 16h52, o dólar para junho de 2012 avançava 0,62%, para R$ 1,9320, com giro de US$ 13,560 bilhões ou 43% menor que o anterior.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2013 (502.945 contratos) marcava 7,97%, ante 8,11% do ajuste de quinta-feira. Já o DI para janeiro de 2014 (567.565 contratos) tinha taxa de 8,28%, de 8,51% do ajuste anterior. Na ponta mais longa, a taxa do contrato futuro de juros para janeiro de 2017 (111.015 contratos) estava em 9,55%, ante 9,86% do ajuste. Já o DI para janeiro de 2021 (15.575 contratos) marcava 10,12%, ante ajuste de 10,44%.
(Agência Estado)





