MERCADO FINANCEIRO
Descolada
Mais uma vez a Bovespa se descolou do mercado acionário internacional, e encerrou a sexta-feira em queda. A Vale, que na quinta-feira ajudou a Bolsa a fechar no azul, ontem fez o papel contrário. Petrobras e siderúrgicas também pesaram, o que impediu a Bolsa de acompanhar o mercado externo.
Cautela
Além disso, o fato de ontem ser sexta-feira, véspera de fim de semana, de fim de mês e de feriado, fez com que os investidores adotassem maior cautela, preferindo embolsar parte dos lucros recentes, diante do cenário de incertezas internacionais. Lá fora, dados positivos dos EUA acabaram ofuscando o PIB norte-americano abaixo do esperado, mas não foram suficientes para puxarem a Bolsa para cima.
Em queda
O Ibovespa encerrou o pregão ontem em queda de 0,81%, aos 61,691,21 pontos. Com isso, a Bolsa fechou a semana com declínio de 1,28% e ampliou a desvalorização no mês para 4,37%. Se for confirmado esse desempenho em abril, o que provavelmente acontecerá, a Bolsa registrará o segundo mês consecutivo de perdas. No ano, o Ibovespa ainda apura ganho, de 8,70%.
Giro
O giro financeiro foi o mais fraco da semana, totalizando R$ 5,772 bilhões ontem. Os dados são preliminares. ''A proximidade do feriado do Dia do Trabalho, na terça-feira, e de uma segunda-feira que deve ser fraca em termos de volumes de negócios, parece ter feito o mercado ficar na defensiva'', resumiu o analista de investimentos da Leme João Pedro Brugger.
Ajustes
Ele avalia que o mercado passa por um ajuste após a alta de 0,72% no pregão de quinta-feira, puxada principalmente pelo ganho da Vale. A mineradora apurou lucro líquido de US$ 3,827 bilhões no período, pelo padrão USGAAP. O resultado representou uma queda de 43,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
Recuo
Na sessão de ontem, o papel ON da mineradora caiu 0,65%, e o PNA recuou 0,67%. Também na contramão dos metais no mercado internacional, Gerdau PN perdeu 1,11%, Gerdau Metalúrgica recuou 1,45% e Usiminas PNA, caiu 1,17%. Petrobras foi na direção oposta ao preço do petróleo no mercado internacional. O papel ON perdeu 0,81% e o PN, recuou 1,46%. Na Nymex, o petróleo para junho encerrou com ganho de 0,36%, a US$ 104,93 o barril. Em Nova York, o índice Dow Jones avançou 0,18%, o S&P 500 apresentou valorização de 0,24% e o Nasdaq, registrou alta de 0,61%.
Câmbio
A moeda à vista encerrou com leve alta de 0,05%, a R$ 1,8860 no balcão. Durante a sessão, oscilou apenas 0,37%, da mínima de R$ 1,8810 (-0,22%) à máxima de R$ 1,8880 (+0,16%). Com o desempenho diário, a divisa acumulou ganho de 0,69% na semana, que ampliou a valorização no mês para 3,28% e, no ano, para 0,96%. Na BM&F, o dólar spot também terminou quase estável, cotado a R$ 1,8850 (+0,01%). O giro total (BM&F e Balcão) registrado até 17h06 na clearing de câmbio somava US$ 1,295 bilhão (US$ 1,246 bilhão em D+2)
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (859.100 contratos) estava em 8,26%, de 8,35% na véspera. O DI de janeiro de 2014, com giro de 231.545 contratos, cedia para 8,72%, de 8,81% no ajuste. Entre os vencimentos de longo prazo, o DI janeiro de 2017 (58.215 contratos) indicava 10,00%, de 10,04% ontem, enquanto o DI de janeiro de 2021 (5.140 contratos) recuava para 10,54%, de 10,56% no ajuste.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio caiu ontem. O entusiasmo inicial com o anúncio do Banco do Japão (BOJ, na sigla em inglês) de medidas de relaxamento econômico sucumbiu à realização de lucros, e as ações de grandes indústrias como a Fanuc, Canon e Japan Tobacco puxaram o mercado decisivamente para baixo.
Índice
O índice Nikkei recuou 40,94 pontos, ou 0,43%, aos 9.520,89 pontos após o pequeno ganho do dia anterior. Na semana, o índice perdeu 0,4%. Com o mercado efetivamente concluído em abril, uma vez que será feriado na segunda-feira, o Nikkei subiu até agora 12,6% no ano. A perda de 5,6% do índice verificada em abril é a mais acentuada num mês desde novembro. O volume total de negociações foi bastante robusto, totalizando 2,2 bilhões de ações, o maior desde 5 de abril.
(Agência Estado)





