MERCADO FINANCEIRO
Recuperação
Depois de ficar de lado durante toda a manhã, a Bovespa conseguiu se firmar em terreno positivo e voltar para os 62 mil pontos. A performance vespertina é atribuída à mudança de rumo das ações da Vale e dos bancos, além do avanço dos papéis da Petrobras. Essa melhora foi amparada pelo desempenho do mercado acionário em Nova York, que operou majoritariamente em alta, refletindo os dados das vendas de imóveis nos EUA.
O dia
O Ibovespa encerrou com ganho de 0,72%, aos 62,198,06 pontos. Na mínima, o índice atingiu 61.033 pontos (-1,16%) e, na máxima atingiu 62.282 pontos (+0,86%). O giro financeiro foi de R$ 8,071 bilhões.
Tudo azul
''Vale recuperou o tombo da manhã e o setor bancário virou. O que estava subindo um pouco, passou a subir mais. Praticamente tudo melhorou'', disse um operador, explicando ainda que o mercado está resistente em perder os 61 mil pontos. ''Toda vez que a Bolsa encosta nos 61 mil pontos, entra comprador '', disse a fonte.
Olho vivo
O papel ON da Vale subiu 1,47% e o PNA, +1,68%. Mais cedo, os papéis chegaram a cair cerca de 1%, reagindo à divulgação de lucro líquido 43,9% menor no primeiro trimestre de 2012 em relação a igual período do ano anterior. Na sessão vespertina, no entanto, os investidores preferiram olhar para o mercado acionário externo e foram às compras. Isso também foi possível porque, segundo operadores, o papel da mineradora perto de R$ 40,00 é considerado ''barato''.
Bancos
Itaú Unibanco e Itaúsa, que anteontem caíram quase 6% e puxaram a queda do INFC - índice de empresas do setor financeiro -, ontem subiram 0,03% e 0,52%, respectivamente e, junto com outras instituições, ajudaram o INFC a encerrar a quinta-feira com ganho de 0,82%. Cielo, que também pertence ao INFC, liderou as alta do Ibovespa com valorização de 7,06%.
Subida
Petrobras acompanhou o preço do petróleo no mercado internacional e subiu. O papel ON 0,95% e o PN, +0,52%. Na Nymex, o petróleo para junho encerrou com ganho de 0,41%, a US$ 104,55 o barril.
Alegrias
Nos EUA, a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis informou que o índice de vendas pendentes de imóveis aumentou 4,1% em março, para 101,4, em relação a fevereiro, marcando o maior nível desde abril de 2010. A previsão era de aumento mensal de 1,3%. Esse indicador acabou deixando de lado a decepção com os dados sobre emprego. O Departamento de Trabalho dos EUA informou que os pedidos de auxílio-desemprego caíram apenas 1 mil, ante previsões de queda de 10 mil solicitações.
Papéis
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,87%, o S&P 500 ganhou 0,67% e o Nasdaq, +0,69%.
Valorização
No balcão, a moeda norte-americana encerrou com alta de 0,11%, a R$ 1,8850, após oscilar 0,60%, da mínima de R$ 1,880 (-0,16%) à máxima de R$ 1,8910 (+0,42%). O desempenho elevou a valorização apurada pela moeda ante o real para 3,17% no mês e para 0,86% no ano. Na BM&F, o dólar pronto terminou com ligeiro ganho, de 0,02%, mas na mínima do dia, de R$ 1,8849. ÀS 16h37, o giro financeiro total (BM&F mais Balcão) registrado na clearing de câmbio somava US$ 1,535 bilhão (US$ 1,470 bilhão em D+2).
No futuro
Até 16h51, foram negociados quatro vencimentos de dólar futuro, com giro de US$ 17,306 bilhões. Deste total, o dólar para maio 2012 respondeu por S$ 16,099 bilhões com taxa de R$ 1,8860 (+0,16%), e o dólar junho 2012 girou US$ 869 milhões, com taxa a R$ 1,8975 (+0,18%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2013 (856.690 contratos) marcava 8,35%, de 8,40% no ajuste de anteontem. Já o DI para janeiro de 2014 (358.135 contratos) tinha taxa de 8,81%, de 8,83% de anteontem. Na ponta mais longa, a taxa do contrato futuro de juros para janeiro de 2017 (84.565 contratos) estava em 10,04%, ante 9,97% da véspera. Já o DI para janeiro de 2021 (6.035 contratos) marcava 10,56%, ante ajuste de 10,51%.
(Agência Estado)





