Positivo
Depois de três quedas seguidas, ontem a Bovespa conseguiu encerrar em alta, após ficar de lado pela manhã. No período vespertino, o índice se firmou em território positivo e, no meio da tarde, atingiu novas máximas, embalado pelo avanço das ações da Vale, que vinham de uma performance negativa. No entanto, os papéis da mineradora não tiveram força para se manter no azul e terminaram em direções distintas.
Expectativa
Hoje, após o fechamento dos mercados, a Vale irá informar o seu resultado referente o primeiro trimestre do ano.
No prejuízo
O Ibovespa encerrou com ganho de 0,70%, aos 61.971,14 pontos. Na mínima, o índice atingiu 61.380 pontos (-0,26%) e, na máxima, 62.001 pontos (+0,75%). No mês, a Bolsa acumula queda de 3,94% e, no ano sobe 9,19%. O giro financeiro ficou em R$ 6,301 bilhões.
Calmaria
O noticiário internacional foi mais tranquilo ontem, o que permitiu que as bolsas recuperassem parte das perdas da véspera. Na Europa, os leilões de bônus do governo da Holanda, Espanha e Itália foram bem recebidos e trouxeram alívio aos negócios.
Divergências
Nos EUA, os indicadores vieram em direções divergentes, e os investidores preferiram dar maior relevância aos dados positivos, o que também ajudou no bom desempenho dos negócios. A exceção ficou para o Nasdaq, que caiu puxada pelas ações da Apple, que divulga balanço logo após o fechamento.
Pressão extra
''A Bolsa vai continuar se movimentando em relação à Europa e, principalmente, em relação à China, que traz uma pressão adicional para a Bovespa, altamente dependente de commodities'', disse Eduardo Oliveira, da equipe de análise da UM Investimentos.
Sem direção
Entre as blue chips, Vale e Petrobras fecharam sem direção única. O papel ON da mineradora subiu 0,23% e o PNA, ficou estável. Já a ação ON da petroleira registrou ganho de 0,23% e a PN caiu 0,19%.
Prejuízo
Usiminas PNA caiu 0,97% - e figurou entre os destaques de queda do índice - e a ON, -0,34%. A siderúrgica informou que registrou prejuízo líquido de R$ 37 milhões no primeiro trimestre de 2012, ante lucro de R$ 16 milhões no mesmo período do ano passado. Itaú Unibanco, que informou lucro líquido de R$ 3,425 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 3% ante igual período de 2011, também caiu (-1,07%).
Nos States
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,58% e o S&P 500 ganhou 0,37%. Já o Nasdaq perdeu 0,30%.
Resgate
O Banco Central foi fundamental para resgatar o dólar do terreno negativo hoje. Com o fluxo cambial positivo no mercado local desde cedo, embora pulverizado ao longo da sessão, a autoridade monetária pode ter comprado um volume considerável de moeda no leilão à vista feito na última hora de negócios. O firme volume à vista confirma essa possibilidade. Além disso, o BC aceitou pagar taxa de corte (de R$ 1,8775) mais alta do que o preço de mercado da moeda naquele momento.
Repeteco
Desse modo, o spot no balcão reduziu a queda de 0,27%, a R$ 1,8760 antes do leilão, para -0,11%, a R$ 1,8790 logo depois, e fechou na máxima do dia e em alta de 0,11%, a R$ 1,8830. A mínima, pela manhã, foi de R$ 1,8760 (-0,27%). O resultado diário positivo, pelo segundo dia seguido, elevou a valorização do dólar ante o real em abril para 3,07% e, no ano, para 0,75%.
Verdinhas
Na BM&F, o dólar à vista encerrou com baixa de 0,19%, a R$ 1,8782. O giro total à vista (balcão e BM&F) registrado na clearing de câmbio até 16h52 somava US$ 2,433 bilhões (US$ 2,347 bilhões em D+2) - 66% superior ao da véspera.
Ajustes
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2013 (377.130 contratos) marcava 8,39%, ante 8,45% do ajuste de anteontem. Já o DI para janeiro de 2014 (248.005 contratos) tinha taxa de 8,86%, ante 8,95% de anteontem. A taxa do contrato futuro de juros para janeiro de 2017 (39.575 contratos) estava em 10,06%, ante 10,16% do ajuste anterior, enquanto o DI para janeiro de 2021 (8.300 contratos) marcava em 10,62%, ante 10,71%.
(Agência Estado)

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