MERCADO FINANCEIRO
Em queda
A Europa ditou o mau humor generalizado, fez a Bovespa operar em queda durante todo o pregão e, na primeira etapa do pregão, perder os 61 mil pontos. Na sessão vespertina, no entanto, a Bolsa reduziu um pouco as perdas e conseguiu recuperar o patamar perdido pela manhã. O start para o aumento da aversão ao risco foi dado logo após o Banco Central da Espanha informar que a economia do país encolheu 0,4% no primeiro trimestre deste ano, ante o quarto trimestre do ano passado. Como no fim do ano passado o PIB espanhol já havia recuado na comparação trimestral, o país entra oficialmente em recessão - a segunda em três anos.
Turbulência
Como se não bastasse, dados decepcionantes dos índices de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) na China e na Europa e as turbulências políticas na França e na Holanda deram o toque final para azedar ainda mais o humor dos investidores. ''A zona do euro vai continuar ditando a cautela, qualquer número que sair por lá vai pesar fortemente por aqui. Não tem jeito'', resumiu um operador.
Declínio
O Ibovespa encerrou com declínio de 1,53%, aos 61.539,38 pontos. Na mínima, a Bolsa atingiu 60.897 pontos (-2,56%) e, máxima, 62.494 pontos (estável). No mês, o índice ampliou a queda para 4,60% e, no ano, reduziu o ganho para 8,43%. O giro financeiro ficou em R$ 6,827 bilhões.
Perdas
Petrobras e Vale também acompanharam as perdas de seus pares no exterior. O papel ON da petroleira caiu 1,03% e o PN, -0,84%. Já Vale ON registrou declínio de 0,65% e a PNA, -0,55%.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda ontem na bolsa mercantil de Nova York (Nymex). O petróleo para entrega em junho recuou 0,74%, a US$ 103,11 por barril, depois de ter caído à mínima de US$ 101,82 na sessão. Já os contratos futuros de metais terminaram todos em queda ontem na London Metal Exchange (LME), influenciados pela valorização do dólar e dados fracos de atividade manufatureira da China e zona do euro.
Para baixo
Nos EUA, o índice Dow Jones perdeu 0,78%, o S&P 500 caiu 0,84% e o Nasdaq, -1,00%.
Câmbio
A moeda norte-americana no balcão encerrou com ganho de 0,43%, a R$ 1,8810, muito perto da mínima de R$ 1,880 (+0,37%); a máxima pela manhã foi de R$ 1,890 (+0,91%). No mês, a divisa acumula valorização de 2,96% ante o real e, no ano, +0,64%. Na BM&F, o dólar spot terminou no piso do dia, de R$ 1,8817 (+0,83%), sendo a máxima pela manhã de R$ 1,8910 (+1,32%). O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h43 somava US$ 1,352 bilhão (US$ 1,322 bilhão em D+2) - 43% inferior ao de sexta-feira.
Mínima
No mercado futuro, o dólar maio 2012 renovou a mínima às 16h17, de R$ 1,8825 (+0,35%), após subir mais cedo até R$ 1,8945 (+0,99%). Às 16h44, esse vencimento de dólar subia 0,43%, a R$ 1,8840, com giro financeiro de US$ 13,094 bilhões ou 41% menor que o anterior.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (337.095 contratos) subia para 8,45%, de 8,39% no ajuste. O DI janeiro de 2014, com giro de 260.260 contratos, marcava 8,95%, de 8,89% na sexta-feira. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (36.970 contratos) indicava 10,16%, de 10,18% no ajuste anterior, e o DI janeiro de 2021 (2.110 contratos) apontava 10,71%, de 10,72%.
No vermelho
As Bolsas da Ásia fecharam na maioria em baixa, uma vez que o índice de atividade industrial da China continua a demonstrar contração em abril, embora a um ritmo menor, com os investidores cautelosos antes da reunião do banco central.
Preocupações
A Bolsa de Hong Kong terminou em baixa, uma vez que os dados sobre o setor industrial da China não conseguiram dispersar as preocupações sobre a desaceleração na maior economia da Ásia, com a peso pesado China Mobile liderando o declínio (baixa de 3,0%), por causa de realizações de lucros após fracos lucros no primeiro trimestre (apenas 3,5% de alta). O índice Hang Seng caiu 1,8% e terminou aos 20.624,39 pontos.
(Agência Estado)





