MERCADO FINANCEIRO
Sem forças
A Bovespa até tentou engatar uma sessão positiva nesta ontem, mas não teve força e terminou a semana como começou: em queda. Porém, o desempenho ao longo dos últimos cinco pregões foi um pouco melhor, o que fez a Bolsa acumular ganho semanal de 0,63%, depois de cair por quatro semanas seguidas.
Confiança
O incentivo para a Bolsa alcançar a máxima de 1,20% (63.369 pontos), ainda na primeira hora do pregão, veio do índice de confiança dos empresários da Alemanha, que apresentou desempenho acima do esperado. Na segunda etapa dos negócios, a ausência de notícias relevantes fez a Bolsa migrar para o campo negativo, onde permaneceu até o fechamento. O instituto Ifo informou que a confiança dos empresários alemães subiu para 109,9 pontos, de 109,8 em março. A expectativa era de queda para 109,5 pontos.
Ressaca
''O incentivo da Bolsa hoje foi só na abertura, com o índice de confiança da Alemanha. Passado isso, as bolsas lá fora desaceleraram e a Bovespa não teve força para se sustentar com ganhos'', disse um profissional, lembrando ainda que esta é uma sexta-feira de ressaca de dois vencimentos, na segunda-feira, de opções sobre ações, e na quarta, com o vencimento de Ibovespa futuro.
Recuo
O índice encerrou o dia com recuo de 0,20%, aos 62.494,08. Na mínima, o índice atingiu 62.431 pontos (-0,30%). No mês, o índice acumula queda de 3,12% e, no ano, sobe 10,11%. O giro financeiro ficou em R$ 5,097 bilhões. As ações de Vale e Petrobras fecharam em direções distintas.
Movimento
Os papéis ON da petroleira subiram 0,18% e os PN, +0,05%. Na Nymex, os contratos futuros de petróleo fecharam em alta. O contrato do petróleo WTI para maio, que expirou após o fechamento de ontem, subiu US$ 0,78 (0,76%), para US$ 103,05 o barril. Já as ações ON e PNA da mineradora caíram 0,23% e 0,33%, respectivamente, na contramão dos metais no mercado internacional. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,50% e o S&P 500 ganhou 0,12%. Já o Nasdaq mudou de direção e caiu 0,24%.
Câmbio
O dólar no mercado à vista fechou ontem em queda de 0,69%, a R$ 1,8730 no balcão, interrompendo cinco sessões de ganhos acumulados em 3,23%. Neste período de valorização, o spot no balcão saltou de R$ 1,8270 para R$ 1,886 ontem, sendo que em vários momentos nos últimos pregões aproximou-se do patamar de R$ 1,90 no intraday. Na semana, a moeda contabilizou alta de 1,90%.
Leilão
O BC fez somente um leilão de compra na sessão vespertina, no qual pagou taxa de corte de R$ 1,8710. A operação conteve o recuo da moeda, que ficou em linha com a desvalorização no mercado externo. Isso porque, antes do leilão, o dólar à vista caía 1,01%, a R$ 1,8670 e, depois, passou a R$ 1,8710 (-0,80%) - exatamente a mesma taxa do leilão. A mínima do dólar à vista ontem, de R$ 1,8640 (-1,17%), foi registrada no fim da primeira parte dos negócios, quando o mercado, frustrado com a ausência do BC pela manhã, elevou a oferta de moeda á vista.
Em queda
Na BM&F, o dólar pronto também encerrou em baixa de 1,10%, a R$ 1,8663. O giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio da BM&F até 16h23 era 34% menor que o anterior e somava US$ 1,369 bilhão (US$ 1,304 bilhão em D+2).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (582.320 contratos) marcava 8,39%, de 8,42% e após bater na mínima de 8,32% pela manhã. Por enquanto, segundo um economista, a curva embute um corte adicional próximo a 0,40 ponto porcentual para a Selic, mais perto do 0,5 pp. Ontem, as apostas estavam no meio do caminho entre o 0,25 pp e o 0,5 pp. O DI janeiro 2014 (345.895 contratos), por sua vez, apontava 8,89%, de um ajuste a 8,90%. Nas taxas longas, o DI janeiro de 2017 (60.050 contratos) indicava 10,18%, de 10,15% na véspera, enquanto o DI janeiro de 2021 (4.125 contratos) estava em 10,72%, de 10,70% no ajuste.
(Agência Estado)





