MERCADO FINANCEIRO
Dia tenso
A aversão ao risco dominou os mercados ontem e levou a Bovespa de volta ao campo negativo. Após oscilar entre baixas e altas durante a manhã, a Bolsa se firmou em queda e atingiu novas mínimas no meio da tarde. Dados econômicos decepcionantes nos EUA a queda das ações de Vale e Petrobras, por aqui, puxaram o Ibovespa para baixo.
Declínio
O índice à vista encerrou com declínio de 0,62%, aos 62.618,41 pontos. Na mínima, atingiu 62.478 pontos (-0,84%) e, na máxima, 63.274 pontos (+0,42%). O giro financeiro ficou em R$ 5,621 bilhões.
Tendência
Petrobras acompanhou o preço do petróleo no mercado internacional e caiu. O papel ON perdeu 1,67% e o PN, -1,42%. Na Nymex, o contrato do petróleo WTI para maio recuou 0,39%, a US$ 102,27 o barril. OGX ON seguiu tal performance e liderou os destaques de queda do índice com perda de 3,57%. Já Vale foi na contramão dos metais e caiu 0,74% na ON e 0,40% na PNA.
Contramão
Os contratos futuros de metais fecharam quase todos em alta ontem na London Metal Exchange (LME), apesar de dados aquém das expectativas nos Estados Unidos. Numa sessão de baixo volume de negócios, o cobre fechou estável em relação a ontem, depois de ter passado o dia sem uma direção clara.
Dependência
O economista Fausto Gouveia, da Legan Asset, lembrou que a nossa Bolsa é altamente depende das commodities e, por isso, tem sido impactada fortemente pela dúvida sobre o ritmo de crescimento da economia global.
Indicadores
Nos EUA, foram divulgados quatro indicadores ontem, sendo que três vieram abaixo do esperado. Entre eles, o Departamento do Trabalho revelou que o número de norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 2 mil na semana até 14 de abril, ante previsão de 5 mil solicitações.
Big Apple
Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com queda de 0,53%, o S&P 500 perdeu 0,59% e o Nasdaq, -0,79%.
Zona do Euro
As bolsas europeias fecharam em queda ontem, com o índice Ibex 35, de Madri, recuando para menos de 7.000 pontos pela primeira vez desde 9 de março de 2009.
Boataria
Rumores de que a agência de classificação de risco Fitch poderia cortar o rating soberano da França e dados ruins dos EUA também pesaram para o lado negativo. O índice Stoxx Europe 600 terminou a sessão com baixa de 0,47%, aos 256,51 pontos.
Olé
A maioria dos mercados abriu em território positivo. Um leilão da Espanha teve demanda sólida, mas o custo de financiamento aumentou, como esperado, dada a pressão recente sobre os bônus espanhóis. Os estrategistas disseram que os yields (retorno ao investidor) subiram posteriormente, uma vez que os investidores voltaram a se preocupar com os desafios fiscais da Espanha. No mercado secundário, os yields dos bônus de 10 anos da Espanha subiram para 5,92%. Em Madri, o índice Ibex 35 recuou 2,42%, a 6.908,10 pontos. BBVA caiu 4,5% e Banco Santander teve baixa de 3,6%.
Moeda
O dólar à vista fechou com alta de 0,48%, a R$ 1,8860 no balcão - maior valor desde 24 de novembro passado (em R$ 1,8880). O resultado ampliou o ganho acumulado pela moeda em abril para 3,23% e, no ano, para 0,91%. Durante a sessão, o pronto no balcão oscilou entre a mínima de R$ 1,8830 (+0,32%) registrada no começo do dia e a máxima de R$ 1,8940 (+0,91%). Na BM&F, o dólar spot encerrou com ganho de 0,70%, a R$ 1,8870. O giro registrado na clearing de câmbio até 16h54 somava US$ 1,884 bilhão (US$ 1,779 bilhão em D+2).
Fim do dia
Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2013 (1.045.140 contratos) marcava 8,42%, ante 8,67% do ajuste de ontem. O DI de janeiro de 2014 (745.630 contratos) apontava taxa de 8,90%, ante 9,10%. Entre os vencimentos longos, o DI de janeiro de 2017 (110.730 contratos) estava em 10,15%, de 10,20% no ajuste, enquanto o DI de janeiro de 2021 (10.315 contratos) estava em 10,70%, de 10,71% na véspera.
(Agência Estado)





