Risos
O bom humor externo ditou o ritmo dos negócios ontem e ajudou a Bovespa a operar no azul durante toda a sessão, acompanhando a performance do mercado acionário lá fora.
Boas novas
Da Europa, as boas notícias foram a grande demanda por bônus da Espanha e o aumento do índice de expectativas na Alemanha. Nos EUA, o noticiário foi misto. De um lado, o resultado positivo de alguns balanços corporativos animaram os investidores. Também por lá, houve o anúncio de indicadores ruins, mas sem força para impedir o avanço dos ativos. Também contribuiu ontem para a rodada de ganhos generalizados o Fundo Monetário Internacional (FMI), que elevou suas projeções para a economia global.
Recuperação
O Ibovespa encerrou com ganho de 1,20%, aos 62.698,87 pontos. Na mínima, o índice atingiu 61.959 pontos (+0,01%) e, na máxima 62.961 pontos (+1,63%). Com o resultado de ontem, a Bolsa passou a registrar ganho de 0,96% na semana. No mês, a queda foi reduzida para 2,81%, enquanto no ano o ganho foi ampliado para 10,47%. O giro financeiro ficou em R$ 6,604 bilhões.
Ajudinha
Internamente, a Bolsa contou com a ajuda das ações da Vale, que subiram (ON +2,13% e PNA +1,96%). Anteontem, a mineradora e a Petrobras foram as vilãs do índice. Nesta terça-feira, a petrolífera até que tentou, mas no final a ação ON virou e terminou com pequena queda de 0,04%, enquanto a PN subiu apenas 0,33%. ''Vale está fazendo o trabalho dela. Já a Petro não anda'', disse um experiente profissional.
Dúvidas
Segundo o profissional, as dúvidas sobre quando irá ocorrer o reajuste no preço dos combustíveis da Petrobras e a questão da ingerência política continuam influenciando negativamente nos papéis da companhia.
Alta à vista
Ontem, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, afirmou que é fundamental uma política de preços de combustíveis de longo prazo que garanta caixa à companhia. No entanto, afirmou que, ''em determinado momento, há que se fazer o ajuste dos combustíveis''.
Gol
As ações PN da Gol lideraram os ganhos do Ibovespa (+11,02%), seguidas de Eletrobras ON (+7,60%) e Cyrela ON (+5,71%). Já o lado negativo foi dominado por Vivo PN (-2,83%), PDG ON (-2,66%) e TIM ON (-2,57%)
No exterior
Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com ganho de 1,50%, o S&P 500 avançou 1,55% e o Nasdaq registrou valorização de 1,82%.
Asiáticas
As Bolsas da Ásia fecharam em sua maioria em baixa, em meio a insistentes preocupações com os problemas da dívida espanhola, enquanto os bancos chineses se debateram após informações de que o investimento direto estrangeiro continua em declínio.
Rali
As Bolsas da China fecharam em queda, à medida que o mercado continuou a consolidação do rali da semana passada, em meio a um ambiente de constante preocupação com a saúde das economias doméstica e global. O índice Xangai Composto caiu 0,9% e terminou aos 2.334,99 pontos. O índice Shenzhen Composto perdeu 1,3% e terminou aos 936,74 pontos.
Dólar
O dólar no mercado à vista fechou na máxima do dia, com alta de 0,71%, a R$ 1,8540 - maior valor desde 2 de janeiro deste ano (a R$ 1,870). Na BM&F, o spot terminou com ganho de 0,67%, também na máxima de R$ 1,8514. Esta foi a terceira sessão seguida em que a moeda se valoriza em meio a um giro forte e a quarta vez que o BC fez dois leilões de compra à vista no mesmo dia. O ganho acumulado nestas três sessões foi de 1,48% - equivalente à valorização acumulada em abril. No ano, a perda acumulada pelo dólar reduziu-se a 0,80%. O giro total registrado na clearing de câmbio até 17h02 somava US$ 2,666 bilhões (US$ 2,642 bilhões).
Leilões
Quando o BC chamou o primeiro leilão, o preço à vista da moeda estava a R$ 1,8440, em alta de 0,16%, enquanto a taxa de corte do BC foi superior, de R$ 1,8448. No leilão vespertino, o dólar à vista estava em R$ 1,850 (+0,49%) e a taxa de corte do BC foi de R$ 1,8520.
Juros
As taxas curtas e intermediárias registraram alguma devolução de prêmios. O DI janeiro de 2013, com giro de 374.680 contratos, indicava 8,67%, de 8,71% no ajuste. O DI janeiro de 2014 (286.890 contratos) cedia para 9,10%, de 9,14% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (37.845 contratos) estava na mínima de 10,22%, de 10,26% ontem, e o DI janeiro de 2021 (5.415 contratos) apontava mínima de 10,72%, de 10,75% no ajuste.
(Agência Estado)

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