MERCADO FINANCEIRO
Aversão
A Bovespa terminou a semana como começou: em queda. China, Europa e Estados Unidos ditaram o ritmo dos negócios, inclusive ontem, único dia em que o mercado acionário aqui conseguiu encerrar o pregão em alta. Vale e Petrobras, que na véspera subiram mais de 6% e 3%, respectivamente, hoje também migraram para o terreno negativo.
Declínio
O Ibovespa fechou ontem com declínio de 1,51% aos 62.105,60 pontos. Na semana, a Bolsa registrou a quarta queda seguida, de 2,49%. No mês, o recuo acumulado é de 3,73%. Mas, no ano, o índice se segura no azul (+9,43%). O giro financeiro ficou em R$ 8,057 bilhões.
Movimento
Vale ON caiu 0,14% e PNA conseguiu reverter no final e teve leve alta de 0,12%, acompanhando os contratos futuros de metais básicos, que fecharam em queda generalizada na London Metal Exchange (LME). Petrobras ON caiu 2,52% e PN 1,54%. Os contratos de petróleo com vencimento em maio terminaram com declínio de 0,78%, a US$ 102,83 por barril na Nymex.
Complicações
Bruno Gonçalves, analista da Alpes Corretora, ressaltou que o cenário segue complicado para a Bolsa, com China, Europa e EUA surpreendendo os investidores. ''A China é o motorzinho do mundo, principalmente na parte de commodities, onde a Bolsa é bastante dependente. Na Europa, quando sai um país (do foco) entra outro. E, nos EUA, a cenário piorou após os dados do payroll na semana passada'', disse Gonçalves.
Expectativas
O que na véspera animou os negócios - a expectativa de que o PIB da China apresentasse bom resultado -, hoje motivou as vendas de papéis. O país asiático informou que o seu PIB cresceu 8,1% no primeiro trimestre na comparação como o mesmo período do ano anterior, ante estimativa de 8,3%.
Temores
Na Europa, os temores com a Espanha voltaram com força. O BC espanhol informou mais cedo que a tomada bruta de empréstimos das instituições do país atingiu valor recorde de Ç 316,3 bilhões em março, de Ç 169,86 bilhões em fevereiro. O número representa quase 28% dos financiamentos obtidos por todos os bancos da zona do euro no período, num total de Ç 1,138 trilhão. Cada vez que cresce as preocupações com a Espanha, os investidores também ampliam as incertezas com a situação da Itália.
Inflação
Nos EUA, ontem foi a inflação de março que superou um pouco as expectativas, enquanto o sentimento do consumidor registrou recuo. Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 1,05%, o S&P 500 perdeu 1,25% e o Nasdaq, +1,45%.
Câmbio
O dólar à vista fechou com alta de 0,60%, a R$ 1,8380 no balcão. Na semana, a divisa norte-americana acumulou ganho de 0,66%. No mês, a valorização apurada é de 0,60%, enquanto no ano ainda perde 1,66% ante o real. Na BM&F, o dólar pronto subiu 0,64%, a R$ 1,8375. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h58 era 60% menor que o anterior e somava US$ 1,194 bilhão (US$ 1,150 bilhão em D+2). No mercado futuro, às 17h03, o dólar para maio 2012 avançava 0,65%, a R$ 1,8460, com giro de US$ 15,317 bilhões - 14% inferior ao de ontem.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2013 (330.910 contratos) tinha taxa de 8,70%, ante 8,68% do ajuste de ontem. Já o DI de janeiro de 2014 (177.320 contratos) marcava 9,11%, ante 9,13% de ontem. Entre os contratos mais longos, o DI de janeiro de 2017 (31.360 contratos) tinha taxa de 10,26%, ante 10,28% do ajuste, enquanto o DI para janeiro de 2021 (950 contratos) estava em 10,73%, ante 10,75%.
Na Europa
As bolsas europeias fecharam em forte queda nesta sexta-feira. O índice Ibex 35, de Madri, recuou para o menor nível em três anos. Dados de crescimento desapontadores vindos da China minaram o apetite de compra dos investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,54%, fechando a 253,40 pontos, e na semana recuou 2,19%. O índice espanhol registrou queda de 3,58%, para 7.250,60 pontos, um nível não visto desde março de 2009, já que os bancos do país aumentaram acentuadamente a tomada de empréstimos do Banco Central Europeu (BCE) em março, à medida que utilizaram a linha de refinanciamento de três anos da autoridade monetária em meio a elevadas tensões nos mercados financeiros.
(Agência Estado)





