Para cima

Depois de três dias seguidos de queda, ontem, finalmente, a Bovespa conseguiu encerrar o pregão em alta. O avanço de cerca de 6% das ações da Vale e de 3% dos papéis da Petrobras garantiram a performance de Bolsa. O bom humor, assim como o mau humor nos outros dias, foi motivado pelo cenário externo. Desta vez, China e EUA foram responsáveis por um noticiário mais animador.
Ganhos

O Ibovespa encerrou com ganho de 2,88% aos 63.058,00 pontos. Na mínima, o índice atingiu 61.300 pontos (+0,01%) e, na máxima 63.061 pontos (2,88%). No mês, a Bolsa reduziu a queda para 2,25% e, no ano, voltou para a casa dos dois dígitos (+11,11%). O giro financeiro ficou em R$ 8,220 bilhões.
Na Ásia

No país asiático, o Banco Central chinês (PBOC) informou que os novos empréstimos bancários em yuans subiram acima do esperado em março, indicando condições mais frouxas para financiamento e apontando para uma guinada na condução da política monetária do país.
Expectativa

A expectativa de um PIB melhor na China reflete em cheio na Vale, que tem o país como principal cliente. A ação ON da Vale avançou 6,35% e a PNA, +6,07%. Com o resultado de ontem, o papel ON passou a registrar ganho de 2,24% no mês e o PNA, +3,23%. Os contratos de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em alta, impulsionados pela queda do dólar e acompanhando os ganhos dos mercados de ações. Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde, o contrato de cobre para três meses ganhou US$ 180,00 (2,2%), fechando a US$ 8.220,00 a tonelada.
Petróleo

Petrobras ON registrou ganho de 3% e a PN, 3,09%. Já a petroleira não conseguiu anular as perdas no mês de 5,27% e 5,74%, respectivamente. O contrato de petróleo com vencimento em maio encerrou com alta de 0,91%, a US$ 103,64 o barril na Nymex.
Ânimo

Também animou o mercado a fala de presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Nova York, William Dudley, antes da abertura das bolsas em Wall Street. Ele afirmou que os sinais econômicos dos EUA durante os últimos meses têm sido animadores, mas os números sobre o mercado de trabalho destacam que a recuperação ainda tem obstáculos.
Estados Unidos

Os dados não tão positivos divulgados nos EUA ontem acabaram ficando em segundo plano. Se os números dos pedidos de auxílio-desemprego subiram mais que o esperado na semana até 7 de abril, o índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) dos EUA ficou estável em março. Além disso, o Departamento do Comércio informou que os EUA registraram déficit comercial de US$ 46,03 bilhões em fevereiro, uma queda de 12,4% ante janeiro, marcando a maior contração desde maio de 2009.
Dow Jones

Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 1,41%, o S&P 500 ganhou 1,38% e o Nasdaq, +1,30%.
Câmbio

O dólar à vista no balcão terminou o dia em queda de 0,38%, a R$ 1,8270, depois de bater na mínima de R$ 1,8250 (-0,49%). Na máxima, com baixa de 0,05%, o dólar foi cotado a R$ 1,8330. Na BM&F, o dólar pronto também oscilou o pregão todo no campo negativo, para terminar com recuo de 0,40%, a R$ 1,8259.
Reação

O dólar já começou o dia testando mínimas, o que gerou pronta reação do BC. No leilão anunciado perto das 11h55, a autoridade monetária fixou taxa de corte de R$ 1,8263 - pouco acima do nível à vista na ocasião, de R$ 1,8260 (-0,44%). Já na operação realizada nos minutos finais dos negócios, a taxa de corte foi de R$ 1,8267, também acima da cotação naquele momento, de R$ 1,8260.
Juros

Ao término da negociação normal da BM&F, o contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2013 (449.745 contratos) tinha taxa mínima de 8,68%, ante 8,71% do ajuste de quarta-feira. Já o DI de janeiro de 2014 (292.955 contratos) marcava 9,13%, ante 9,20% de quarta-feira. Entre os contratos mais longos, o DI de janeiro de 2017 (65.525 contratos) tinha taxa de 10,28%, ante 10,29% do ajuste, enquanto o contrato futuro de DI para janeiro de 2021 (4.415 contratos) estava em 10,75%, ante 10,73%.
(Agência Estado)

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