MERCADO FINANCEIRO
61 mil pontos
A Bovespa teve ontem mais um dia de queda, de volta aos 61 mil pontos, nível que não tocava desde janeiro. O movimento foi amparado por uma maior aversão ao risco, diante do aumento das preocupações com as finanças da Espanha, que acabou trazendo a Itália para o foco de atenção dos investidores.
Mais pressão
Como se não bastasse, a China informou que a importação desacelerou em março e colocou mais pressão sobre a Bolsa, principalmente para os papéis que têm relação com as commodities.
A queda
O Ibovespa encerrou o dia com queda de 1,88%, aos 61.738,28 pontos - menor nível desde 18 de janeiro (61.722,86 pontos). Na mínima, o índice atingiu 61.344 pontos (-2,51%) e, na máxima 62.922 pontos (estável). Com o resultado de hoje, a queda no mês subiu para 4,30%. Já no ano, a Bolsa ainda acumula ganho, de 8,78%. O giro financeiro ficou em R$ 7,412 bilhões.
Sequência
Vale, metalúrgicas e Petrobras tiveram forte queda, seguindo seus pares no exterior. Vale ON caiu 0,91% e PNA, -1,10%. Gerdau PN (-1,41%), Gerdau Metalúrgica PN (-0,99%), Usiminas PNA (-2,35%) e Siderúrgica Nacional ON (-1,31%). Os contratos de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em forte queda. O cobre encerrou a sessão no nível mais baixo em três meses. Na rodada livre de negócios da tarde (kerb), o contrato de cobre para três meses caiu 4,0%, para US$ 8.025,00 a tonelada.
Petrobras
Já a Petrobras ON apresentou declínio de 1,82% e a PN, (-1,85%). O contrato de petróleo negociado na Nymex fechou com recuo de 1,4%, a US$ 101,02 o barril.
Fraqueza
''A combinação de números fracos nos EUA com Espanha e Itália dando sinais de fraqueza aumentam a aversão ao risco e, em momentos de incertezas, os investidores saem de renda fixa e vão para opções consideradas mais seguras, como títulos públicos, ouro e até dólar'', lembrou o economista da Legan Corretora Fausto Gouveia. A aversão a ativos de risco fez o dólar balcão operar em alta e terminar o dia valendo R$ 1,8310, com ganho de 0,60%.
Expansão
Antes da abertura dos mercados, a Agência de Notícias Xinhua informou que a China registrou superavit comercial de US$ 5,35 bilhões em março, após ter registrado um deficit de US$ 31,48 bilhões em fevereiro. No entanto, as importações apresentaram expansão de 5,3% em março, ante estimativas de aumento de 9,3%.
Logo depois
Saindo do continente asiático para o europeu, na Espanha o yield (retorno ao investidor) dos bônus do país atingiu uma nova máxima neste ano, enquanto o governo tenta convencer os investidores de que pretende recuperar o controle sobre suas debilitadas contas públicas. O possível contágio da situação da Espanha na Itália cresceu e ampliou a preocupação dos investidores com a dívida soberana italiana.
Negativos
Em nova York, o índice Dow Jones encerrou com declínio de 1,65%, o S&P 500 caiu 1,71% e o Nasdaq, -1,83%.
Compensação
O ganho diário do dólar no balcão, de 0,60%, a R$ 1,8310, compensou quase toda a perda de 0,71% acumulada nas quatro sessões anteriores. No mês, a moeda apura alta de 0,22% e, no ano, ainda cai 2,03% ante o real. Na BM&F, o dólar spot terminou com queda de 0,67%, a R$ 1,8311. O giro total registrado na clearing de câmbio até 16h59 somava US$ 1,824 bilhão (US$ 1,6 bilhão em D+2).
Vencimento
No mercado de dólar futuro, nesse horário, o vencimento para maio 2012 subia 0,85%, a R$ 1,8410, com um giro financeiro 68% maior que o anterior, de US$ 17,015 bilhões. No total, US$ 17,039 bilhões foram contabilizados com quatro vencimentos.
Indicativos
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (793.835 contratos) estava em 8,72%, de 8,71% no ajuste de anteontem. O DI janeiro de 2014, com giro de 456.680 contratos, indicava 9,15%, de 9,18%. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (83.585 contratos) cedia para 10,26%, de 10,37% na véspera, e o DI janeiro de 2021 (2.530 contratos) recuava para 10,70%, de 10,82% no ajuste.
(Agência Estado)





