Amargura
A Bovespa conseguiu encerrar o último pregão da semana em alta, mas amargou a terceira semana seguida de queda. A falta de fôlego na segunda etapa dos negócios e o desempenho negativo do índice Dow Jones impediram uma performance melhor. O recuo das ações da Vale e dos bancos também pesaram.
Alívio

Os dados animadores sobre o mercado de trabalho nos EUA, logo cedo, trouxeram alívio aos negócios, mas as recentes preocupações com a zona euro, especificamente com a Espanha, ditaram cautela aos investidores, em um dia de baixa liquidez em razão do feriado da Sexta-feira Santa hoje, quando os mercados aqui e lá fora estarão fechados.
Em alta

Hoje, o Ibovespa fechou com alta de 0,26%, aos 63.691,18 pontos. Na mínima, o índice atingiu 63.384 pontos (-0,23%) e, na máxima, 64.299 pontos (+1,21%). Com o resultado de ontem, o Ibovespa acumulou queda semanal de 1,27%, que é a mesma no mês. No ano, no entanto, a Bolsa tem ganho de 12,22%. O giro financeiro ficou em R$ 6,014 bilhões.
Reação

As ações dos bancos caíram ontem reagindo ao novo pacote de corte de juro para pessoas físicas e pequenas e médias empresas anunciado na véspera, pelo Banco do Brasil. O objetivo do governo, ao reduzir a taxa dos bancos públicos, é fazer com que as instituições privadas façam o mesmo e, com isso, o spread bancário seja reduzido.
Destaques

Entre as ações dos bancos, as units do Santander apresentaram a maior queda, 3,59%, seguida de Itaú Unibanco PN (-2,02%), Bradesco PN (-0,65%) e Banco do Brasil ON (-0,29%). As ações da Vale fecharam sem direção única. O papel ON caiu 0,26% e o PNA subiu 0,10%. Na London Metal Exchange (LME), os contratos futuros de metais básicos fecharam todos em alta.
Fluxo

Os papéis da Petrobras acompanharam o preço do petróleo no mercado internacional e subiram. A ação ON ganhou 0,30% e a PN, +1,10%. O contrato da commodity com vencimento em maio encerrou com ganho de 1,81%, a US$ 103,31 o barril.
No exterior

No exterior, a notícia positiva veio dos EUA, onde o número de trabalhadores americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 6 mil, para 357 mil, após ajustes sazonais. Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,11% e o S&P 500 perdeu 0,06%. Já o Nasdaq fechou com ganho de 0,40%.
Revisão

Por outro lado, a produção industrial da Alemanha caiu 1,3% em fevereiro, em termos ajustados sazonalmente, após alta de 1,2% em janeiro, que foi revisada em baixa a partir da leitura anterior de um avanço de 1,6%, segundo dados do Ministério de Economia.
Câmbio

Após oscilar desde a abertura entre alta de 0,27% e a estabilidade, o dólar à vista no balcão virou para queda nos minutos finais de negociação, acompanhando a renovação da mínima do dólar maio 2012, a R$ 1,8340 (-0,14%). Na semana em que o governo reafirmou seu compromisso em não permitir a apreciação do real, o dólar no balcão acumulou queda de 0,05% e, no ano, recua 2,30%.
Spot

O dólar spot no balcão encerrou esta quinta-feira no piso do dia, com baixa de 0,05%, mas acima do piso informal de R$ 1,82, cotado a R$ 1,8260. Na máxima após a abertura, foi negociado a R$ 1,8320, em sintonia com a valorização externa da moeda norte-americana. A queda no final respondeu ao aumento da oferta de moeda, depois que os agentes financeiros tiveram certeza de que o Banco Central não faria leilão de compra ontem. Na BM&F, o dólar pronto terminou com leve alta de 0,07%, a R$ 1,8283.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (324.110 contratos) estava de 8,73%, ante 8,76% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (262.505 contratos) marcava 9,27%, de 9,39% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 72.095 contratos, apontava 10,54%, de 10,67% de quarta-feira, e o DI janeiro de 2021 (4.705 contratos) indicava de 10,98%, de 11,09%.
(Agência Estado)

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