Virada
A Bovespa começou o dia tentando manter a alta da véspera, mas virou logo após a abertura, refletindo as notícias externas e também o pacote de estímulo anunciado ontem pelo governo, para, então, se manter em queda até o fechamento. No meio da tarde, o índice atingiu novas mínimas, acompanhando a reação das bolsas de Nova York à divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano).
Sem novidade
Segundo o operador de uma corretora paulista, o documento não trouxe nada de novo, apenas reforçou o que o presidente do Fed, Ben Bernanke, tem falado, e os indicadores econômicos estão mostrando, que a economia está crescendo de forma moderada e ainda há riscos.
Ponto negativo
''O ponto negativo é que o documento indicou que (o Fed) não vai adotar medidas de incentivos à economia por enquanto. Isso frustrou e pressionou Nova York e nós acompanhamos o movimento'', disse.
Encerramento
O Ibovespa encerrou ontem com queda de 1,43%, aos 64.284,26 pontos. Na mínima, o índice atingiu 64.015 pontos (-1,84%) e, na máxima, 65.530 pontos (+0,48%). O giro financeiro ficou em R$ 6,348 bilhões.
Maior ainda
Entre as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, estão os cortes de tributos e desoneração da folha de pagamentos, que foi estendida para 11 setores da economia brasileira, sendo que quatro já foram contemplados na primeira fase do Programa Brasil Maior.
Devolução
Vale e siderúrgicas, que anteontem ajudaram a Bolsa, ontem devolveram parte dos ganhos. O papel ON da mineradora caiu 2,25% e o PNA, -1,67%. Gerdau PN (-2,05%), Metalúrgica Gerdau PN (-1,34%), Usiminas PNA (-2,03%) e Siderúrgica Nacional ON (-2,22%).
Influência
Petrobras também recuou, influenciada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional e também por preocupações ligadas à petrolífera Chevron. A ação ON perdeu 2,92% e a PN, -2,93%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em maio registrou declínio de 1,16%, a US$ 104,01 o barril.
Desemprego
Logo cedo, a Espanha divulgou que o desemprego no país aumentou em março, embora num ritmo mais lento ante o declínio registrado em fevereiro.
Mistão
Nos EUA, os dados foram mistos. A atividade das empresas da cidade de Nova York teve o maior crescimento em mais de um ano em março, segundo dados divulgados pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês). Já as encomendas à indústria nos EUA avançaram 1,3%, para US$ 468,41 bilhões, ante previsão de alta de 1,5%.
Dow Jones
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,49%, o S&P 500 caiu 0,40% e o Nasdaq, -0,20%.
Na Ásia
Os principais mercados asiáticos também encerraram em queda ontem. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, perdeu 0,6%. O volume de negociações teve forte redução para 1,68 bilhão de ações, o pior nível desde 30 de janeiro. O índice abriu em baixa e manteve-se abaixo do ponto de equilíbrio durante toda a sessão, no embalo da valorização do iene imediatamente antes da abertura do pregão.
Leilão
O Banco Central fez um leilão de compra enquanto o governo anunciada as medidas do pacote de incentivo à indústria, mas conseguiu apenas aliviar a pressão de baixa sobre o dólar.
Fechamento
No fechamento, a moeda norte-americana à vista caiu 0,05%, a R$ 1,8320 no balcão. Na BM&F, o dólar spot recuou 0,04%, a R$ 1,830. O giro financeiro total registrado até 17h somava US$ 1,821 bilhão (US$ 1,635 bilhão em D+2).
Oscilação
No mercado futuro, nesse horário, o dólar para maio 2012 caía 0,46%, a R$ 1,8365, após oscilar da mínima de R$ 1,8310 (-0,76%) à máxima de R$ 1,8470 (+0,11%).
Negociação
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (519.895 contratos) estava em 8,86%, ante 8,87% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (314.760 contratos) marcava 9,47%, de 9,44% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 67.470 contratos, apontava a máxima de 10,69%, de 10,59% ontem, e o DI janeiro de 2021 (960 contratos) indicava a máxima de 11,09%, de 11,00%. Na maior parte dos vencimentos, o volume de contratos negociados foi significativo em relação à véspera.
(Agência Estado)

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