MERCADO FINANCEIRO
Pregão
A Bovespa teve ontem mais um dia de queda, o terceiro, e perdeu os 65 mil
pontos no início do pregão. No entanto, na segunda etapa do dia, a Bolsa desacelerou a queda amparada por ajustes de final de trimestre.
Reflexo global
Mais uma vez, a piora nas expectativas em relação ao desempenho da economia global ditaram o mau humor generalizado. Logo cedo, comentários da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) somaram-se aos indicadores ruins nos EUA e na Europa.
Resultado
O Ibovespa encerrou com queda de 0,32%, aos 64.871,99 pontos - menor pontuação desde 15 de fevereiro (63.368,49 pontos). Vale e siderúrgicas foram na contramão das commodities e fecharam em alta. Já Petrobras terminou o dia no vermelho.
Manhã e tarde
Na mínima, o Ibovespa atingiu 64.096 pontos (-1,51%), pela manhã, e se manteve próximo deste nível por praticamente toda a sessão matutina. Na segunda etapa dos negócios, no entanto, a Bolsa desacelerou o movimento de queda e ações que estavam no vermelho passaram a subir, como Vale, por exemplo. ''Apesar do cenário ruim, estamos no fim do trimestre e a Bolsa tem boas oportunidades de compra. É a hora de aproveitar para recompor a carteira'', disse um profissional.
Giro
Na máxima, a Bolsa atingiu 65.074 pontos (-0,01%). O giro financeiro ficou em R$ 6,966 bilhões.
Surpresinha
A surpresa positiva ontem foram as ações da Vale e das siderúrgicas que operaram na contramão das commodities. Um profissional lembrou que essas ações ''sofreram'' muito recentemente e isso pode justificar o movimento. ''Chegou num bom nível para compra'', afirmou a fonte.
Gigantes
Vale ON encerrou em alta de 1,35% e a PNA, +0,84%. Gerdau PN (+0,73%), Metalúrgica Gerdau PN (+1,27%) e Usiminas PNA (+0,08%). Já Petrobras acompanhou o petróleo no mercado internacional e caiu. O papel ON perdeu 0,04% e o PN, -0,30%. Na Nymex, o contrato de petróleo com entrega para maio caiu 2,49%, a US$ 102,78 o barril.
Decepção
Na manhã, o Departamento do Comércio dos EUA informou que o Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre do ano passado ficou inalterado em expansão de 3,0%. Embora a alta seja a mais forte em um ano e meio, ela ficou abaixo da estimativa dos economistas, de crescimento de 3,2%.
Contramão
Depois, foi a vez da OCDE colocar pressão sobre os mercados. A organização afirmou que a Europa e a América do Norte seguirão caminhos distintos no primeiro semestre deste ano, com os cortes orçamentários reduzindo o crescimento europeu, enquanto a economia norte-americana experimentará uma expansão ''robusta''. A organização disse também que, enquanto o crescimento está enfraquecendo nas economias emergentes, que foram vistas como o motor da economia mundial até há alguns meses, danos adicionais poderiam vir da recente alta dos preços do petróleo.
No vermelho
Em Nova York, os mercados acionários encerraram no vermelho, com exceção do Dow Jones, que virou no final para fechar com ganho de 0,25%. Já S&P 500 caiu 0,16% e o Nasdaq, -0,31%.
Câmbio
O dólar no mercado à vista passou para o campo negativo na meia hora final de negócios no balcão, após oscilar entre a estabilidade e alta desde a abertura. A moeda norte-americana fechou em baixa de 0,11%, a R$ 1,8260 no balcão, logo após testar a mínima de R$ 1,8250 (-0,16%). A máxima intraday de R$ 1,8370 (+0,49%) foi registrada no fim da manhã, quando as preocupações com a desaceleração da economia mundial minaram o ambiente de negócios em todos os mercados. Na BM&F, no entanto, o dólar pronto terminou com leve alta de 0,05%, a R$ 1,8266. O giro total à vista na clearing de câmbio até 16h55 somava US$ 2,424 bilhões - 43 inferior ao da véspera.
Contratos
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (186.860 contratos) estava na máxima de 8,92%, ante 8,91% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (242.910 contratos) marcava 9,53%, de 9,50% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 45.705 contratos, apontava a máxima de 10,65%, de 10,61% ontem, e o DI janeiro de 2021 (6.380 contratos) indicava 11,07%, de 11,06%.
(Agência Estado)





