MERCADO FINANCEIRO
Sinal vermelho
A Bovespa tentou manter na abertura a continuidade dos ganhos da véspera, mas sucumbiu ao sinal vermelho do exterior e operou praticamente todo o dia em baixa.
Desapontamento
Os dados norte-americanos desapontaram e os investidores não hesitaram em vender. A queda doméstica foi diversificada, com destaque para siderurgia, construção civil e Petrobras. Vale, por outro lado, subiu e conteve um pouco as perdas, segurando o índice nos 66 mil pontos.
Em baixa
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,97%, aos 66.037,35 pontos. Na mínima, registrou 65.925 pontos (-1,14%) e, na máxima, os 66.968 pontos (+0,42%). No mês, sobe 0,34% e, no ano, 16,36%. O giro financeiro totalizou R$ 6,478 bilhões.
Vale
A Vale subiu 0,71% na ON e 0,85% na PNA, impedindo um recuo maior do Ibovespa. A mineradora foi beneficiada pela notícia de pagamento da primeira parcela de US$ 3 bilhões em dividendos e também pela elevação de recomendação por um grande banco.
Siderurgia
Usiminas PNA teve queda de 5,79% e liderou as perdas do Ibovespa. Gerdau PN, -2,29%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,40%, CSN ON, -2,24%. Esta última siderúrgica divulgou ontem lucro líquido de R$ 817 milhões no quarto trimestre do ano, alta de 81% ante os R$ 450 milhões registrados no mesmo período de 2010. No ano, a empresa acumulou lucro de R$ 3,667 bilhões, crescimento de 46% na comparação com 2010.
Lá fora
Desagradou no exterior, principalmente, o índice de confiança do consumidor norte-americano, que caiu para 70,2 em março ante previsão de 70. O indicador puxou as bolsas europeias e norte-americanas para baixo. O Dow Jones perdeu 0,33%, aos 13.197,73 pontos, o S&P recuou 0,28%, aos 1.412,52 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,07%, aos 3.120,55 pontos.
Na Europa
As bolsas europeias fecharam em baixa após dados desapontadores sobre a confiança do consumidor nos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,45%, fechando a 266,92 pontos, depois de ter atingido 270,06 mais cedo na sessão.
Em Paris
A companhia francesa Total registrou queda de 6% em meio a um vazamento de gás que teve início no domingo no campo Elgin, no Mar do Norte, e que ainda está em curso. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, recuou 0,92%, para 3.469,59 pontos.
Índice DAX
Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX ficou estável, fechando a 7.078,90 pontos. Lufthansa registrou alta de 2,2% após o JPMorgan avaliar de maneira positiva os papéis da companhia aérea. Volkswagen subiu 1,1%.
Terra do Big Ben
Em Londres, o índice FTSE caiu 0,56%, a 5.869,55 pontos. BP teve baixa de 2,9% e Royal Dutch Shell recuou 1,3%. Wolseley registrou queda de 3,3%. Por outro lado, Royal Bank of Scotland subiu 3,3%.
Petróleo
Na Nymex, o contrato do petróleo para maio subiu 0,28%, a US$ 107,33 o barril. Petrobras, aqui, recuou 1,32% na ON e 1,69% na PN.
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista exibia leve baixa de 0,11%, a R$ 1,8130 no balcão, depois de oscilar 0,66%, da mínima em R$ 1,810 (-0,2?%) à máxima de R$ 1,8220 (+0,39%). No mês, a moeda acumula valorização de 5,65% e, no ano, queda de 3,00%. Na BM&F, o dólar spot terminou com ligeiro recuo de 0,15%, a R$ 1,8108. O giro financeiro total à vista registrado até 16h57 na clearing de câmbio somava cerca de US$ 1,3 bilhão (US$ 1,1 bilhão em D+2).
Negócios
No mercado futuro, às 16h59, o dólar para abril 2012 caía 0,05%, a R$ 1,8195, e concentrava a liquidez, com giro de US$ 13,487 bilhões, de um total de US$ 13,938 bilhões movimentados com seis vencimentos de dólar. O contrato mais longo negociado hoje foi para abril de 2013, que projetou a moeda norte-americana a R$ 1,946.
Contratos
Ao término da sessão normal na BM&F, o DI janeiro 2013 (97.348 contratos) estava em 8,91% de 8,94% na véspera e o janeiro 2014 (214.705 contratos) caía de 9,58% para 9,54% hoje. Já o janeiro 2017 (44.515 contratos) estava em 10,66%, ante 10,75% ontem e o janeiro 21 (2.610 contratos) recuava de 11,22% para 11,13%





