MERCADO FINANCEIRO
China
A China voltou a dominar o noticiário e ditou o mau humor generalizado nos mercados acionários. A Bovespa encerrou ontem com recuo de 0,64%, aos 67.295,56 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 5,568 bilhões (dados preliminares), o menor desde 22 de fevereiro. A queda das commodities pesou sobre as ações de mineradoras e siderúrgicas, que também fecharam em território negativo. As ações da Vale caíram 1,53% a ON e 0,83% a PNA.
Ibovespa
No pior momento do dia de ontem, a Ibovespa atingiu a mínima de 66.704 (-1,52%) e, na máxima, 67.725 pontos (-0,01%).
Temor
Notícias negativas vindas da China fizeram crescer o temor sobre a desaceleração da demanda chinesa. Ontem, o que mais influenciou os investidores foram as declarações do presidente da divisão de minério de ferro da mineradora australiana BHP Billiton, Ian Ashby. Também contribuiu para o nervosismo a fala do ex-conselheiro do Banco Popular da China (PBOC, banco central chinês, na sigla em inglês) Xia Bin.
Demanda
Ashby disse que a demanda da China por minério de ferro está ''se achatando'' e isso atingiu em cheio os preços das commodities e das moedas de países exportadores de matérias-primas. Até porque, ao mesmo tempo, houve aumento de combustíveis na China, o segundo do ano.
Crescimento
Já Xia disse esperar crescimento médio de 7% na economia chinesa nos próximos 5 anos. Afirmou, porém, que a taxa relativamente mais lenta de crescimento não significa que Pequim deva relaxar a política monetária. Segundo Xia, a desaceleração da economia deve levar Pequim a acompanhar os riscos no mercado imobiliário do continente.
Quedas
Assim como os metais básicos que fecharam em queda ontem na London Metal Exchange, pressionados pela valorização do dólar no decorrer da sessão e pela aversão ao risco por parte dos investidores, as ações das siderúrgicas por aqui, também amargaram quedas. A Gerdau PN (-2,19%); Metalúrgica Gerdau PN (-2,11%), Siderúrgica Nacional ON (-0,47%) e MMX ON (-1,68%).
Petrobras
Petrobras também seguiu o petróleo no mercado internacional e caiu. O papel ON cedeu 0,96% e o PN, -0,45%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em abril encerrou com queda de 2,29%, a US$ 105,61 o barril. Por outro lado, as empresas voltadas para o consumo doméstico figuraram entre os destaques de alta do Ibovespa. Cyrela ON (+3,34%), Hypermarcas ON (+3,18%), MRV ON (+2,87%) e Light ON (+2,50%).
Dow Jones
Lá fora, não foi diferente, e os mercados acionários em Nova York também terminaram no vermelho. O índice Dow Jones fechou com queda de 0,52%, o S&P 500 caiu 0,30% e o Nasdaq, -0,14%.
Câmbio
O dólar à vista sustentou-se em alta ante o real em mais uma sessão marcada por baixo volume de negócios. Um operador de corretora de câmbio disse que as medidas do governo estão travando os negócios, após os ajustes de posições no primeiro momento posterior a cada novidade. A tendência é de continuidade da diminuição de volume, afirmou.
Leilão
O avanço de preço à vista pelo segundo dia seguido, porém, não evitou que o Banco Central fizesse um leilão de compra à tarde assim que a moeda renovou a mínima, de R$ 1,8180 (-0,66%) no balcão. A taxa de corte no leilão ficou em R$ 1,8210. Já a máxima intraday do dólar balcão, pela manhã, foi de R$ 1,8350 (+1,61%).
Retomada
No leilão de ontem, a taxa de corte de R$ 1,8210 ficou acima do preço à vista na naquele momento, num claro sinal de que o BC desejava puxar o preço da moeda. Logo após a intervenção, o dólar spot ainda permaneceu na mínima por alguns minutos, mas depois retomou parte dos ganhos e fechou a R$ 1,8210 (+0,83%).
BM&F
Na BM&F, o dólar pronto encerrou com avanço de 0,85%, a R$ 1,8216, sendo a mínima de R$ 1,8197 e máxima de R$ 1,8275. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h47 de ontem somava US$ 1,050 bilhão (US$ 796 milhões em D+2). O volume de negócios está um pouco melhor que o da véspera, quando o total à vista somou US$ 917 milhões, dos quais US$ 902 milhões em D+2, de acordo com o Banco Central.





