Bovespa
A Bovespa encerrou a sexta-feira em queda pelo terceiro dia seguido, mas conseguiu acumular alta na semana. A falta de notícias relevantes impediram a Bolsa de tomar um rumo mais forte. O vencimento de opções sobre ações domésticas, que ocorre na próxima segunda-feira, trouxe volatilidade aos negócios na parte da manhã, mas perdeu força na segunda etapa do dia. No entanto, nos minutos finais do pregão a disputa por opções da Petrobras cresceu e os papéis, que vinham operando no vermelho, passaram a subir e ajudaram a Bolsa a reduzir as perdas. A ação ON da petroleira fechou com ganho de 0,40% e a PN, +0,54%. O Ibovespa encerrou com queda de 0,10%, aos 67.684,13 pontos. Na semana, a Bolsa acumula ganho de 1,47%.
Instabilidade
Dados mistos divulgados pela manhã nos EUA também pesaram para a instabilidade dos mercados acionários. Já o vencimento quádruplo (quadruple witching) em Nova York ontem, ditou maior volatilidade durante a manhã.
Ganho
Na mínima, o Ibovespa atingiu 67.505 pontos (-0,36%) e, na máxima 68.153 pontos (+0,60%). No mês, o ganho acumulado da Bolsa é de 2,85% e, no ano, +19,26%. O giro financeiro ficou em R$ 6,966 bilhões. Os papéis da Vale também fecharam no azul e subiram 0,63% o ON e 1,09% o PNA.
Em baixa
Nos EUA, o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan de meados de março caiu para 74,3, ante previsão de alta para 76,0.
Indústria
Também foram anunciados os números da inflação ao consumidor e da produção industrial do País. A produção industrial ficou estável em fevereiro, afirmou o Federal Reserve (Fed), após ter subido 0,4% em janeiro, de acordo com uma leitura revisada a partir da estimativa anterior de estabilidade. Os economistas tinham previsto uma alta de 0,4% da produção em fevereiro.
Consumidor
O Departamento do Trabalho dos EUA informou que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,4% em fevereiro, em termos ajustados sazonalmente, na comparação com janeiro. A leitura representa a maior alta do índice desde abril de 2011, mas ficou levemente abaixo da alta de 0,5% prevista pelos analistas. Em bases anuais, o CPI aumentou 2,9%. O núcleo do CPI, que exclui variações nos preços de alimentos e energia, subiu 0,1% em fevereiro, na comparação com janeiro.
Sinais mistos
Em Nova York, as bolsas se dividiram entre leves altas e pequenas baixas. O índice Dow Jones e o Nasdaq encerraram que queda de 0,15% e 0,04%, respectivamente. Já o S&P conseguiu fechar com ganho de 0,11%.
Em alta
As bolsas europeias fecharam a semana em alta, com a falta de notícias importantes na Europa e a diminuição das preocupações sobre a crise da dívida soberana na zona do euro. Os setores financeiro e de mineração puxaram os avanços. Os ganhos, porém, foram limitados por causa de dados negativos dos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,52%, fechando a 272,40 pontos, e na semana teve alta de 2,62%.
Câmbio
Num dia marcado pela fraca volatilidade e o baixo volume de negócios, o dólar à vista fechou em queda de 0,11%, a R$ 1,8020 no balcão, após oscilar 0,45% entre R$ 1,7970 (-0,39%) e R$ 1,8050 (+0,06%). Na semana, a moeda acumulou ganho de 1,01%, que elevou a valorização no mês para 5,01%. No ano, porém, o dólar no balcão ainda embute perda de 3,58%. Na BM&F, a moeda spot encerrou com recuo de 0,28%, a R$ 1,8004. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h29 somava US$ 1,510 bilhão (25% inferior ao volume ontem), dos quais apenas US$ 1,245 bilhão em D+2.
Futuro
No mercado futuro, somente três vencimentos de dólar foram negociados até 16h32 e mostravam sinais mistos. Enquanto o vencimento abril de 2012 subia levemente 0,06%, a R$ 1,8085, o dólar para maio 2012 estava na mínima, a R$ 1,8190, com queda de 0,16%.
Juros
Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (208.520 contratos) estava na máxima de 8,98%, ante 8,93% do ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (312.025 contratos) marcava a máxima de 9,64%, de 9,56% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 58.235 contratos, apontava a máxima de 10,84%, de 10,70% ontem, e o DI janeiro de 2021 (2.405 contratos) indicava 11,36%, de 11,20%.
(Agência Estado)

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