MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa registrou ontem mais um dia de queda, só que desta vez o tom negativo foi imposto por um evento doméstico - a ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O Ibovespa voltou para os 67 mil pontos e encerrou a quinta-feira em queda de 0,74%, aos 67.749,49 pontos. Logo cedo, o BC divulgou o documento indicando que a taxa básica de juro, a Selic, cairá, no máximo, para 9% ao ano, minando expectativas de que o afrouxamento monetário poderia se estender até 8,50%. Na semana passada, a autoridade monetária reduziu a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 9,75% ao ano.
Combustível
Outra informação contida na ata que azedou o humor dos investidores foi a de que está descartado um novo aumento de combustível este ano. As ações da Petrobras operaram em baixa durante todo o pregão e fecharam com perdas significativas, bem superiores a do Ibovespa. A ON caiu 2,60% e PN, -2,46%.
Pontual
Para o diretor técnico Apogeo Investimentos Paulo Bittencourt, não há novidade nesse movimento da Bolsa. Segundo ele, o Ibovespa continua reagindo a eventos pontuais, para o bem ou para o mal, e deve se manter no nível entre 65 mil e 68 mil pontos ainda por um bom tempo. ''Para o Ibovespa mudar de nível é preciso entrar dinheiro novo e isso não deve ocorrer por enquanto'', avaliou, destacando ainda que o índice tem se mantido de lado ao longo deste mês.
Giro
Na mínima, Ibovespa recuou 1,17%, atingindo 67.458 pontos, na máxima ficou estável, aos 68.259 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 7,088 bilhões.
Crédito
Várias ações de construtoras e de consumo, fortemente influenciadas pelo crédito, e que subiram após o corte mais agressivo da Selic na semana passada, apresentam ontem um desempenho negativo. Klabin PN (-4,97%), Cyrela ON (-3,08%), e Rossi Residencial ON (-2,68%). Do lado do consumo, Lojas Americanas ON (-2,91%), Lojas Renner ON (-2,78%)
Vale
Do lado positivo do Ibovespa, figuraram as ações da Vale. Quarta-feira à noite, a mineradora conseguiu medida cautelar no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que favorece a companhia na disputa com a Receita Federal sobre a cobrança tributos sobre o lucro de coligadas ou controladas de empresas brasileiras no exterior. O papel ON avançou 0,95% e o PNA, +0,85%.
Nova York
Em Nova York, as bolsas operaram na contramão e fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 0,44%, o S&P avançou 0,60% e o Nasdaq, +0,51%.
Câmbio
A queda do dólar à vista no fim da sessão respeitou o piso informal de R$ 1,80 com o qual o mercado passou a trabalhar desde a última quarta-feira, após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitir que o País tem um câmbio administrado, cuja margem de oscilação seria de R$ 1,70 a R$ 1,90. Isso só foi possível ontem porque, após ficar ausente por sete sessões, o Banco Central interveio com dois leilões de compra de moeda à vista a partir do meio-dia e ainda definiu taxas de corte acima de R$ 1,80 e também do preço de mercado da moeda naquele momento.
Leilão
No primeiro leilão, a taxa ficou em R$ 1,8057 e, no segundo, em R$ 1,8046. Desse modo, o dólar à vista abandonou o patamar de R$ 1,78 testado durante a manhã e passou a oscilar acima de R$ 1,80 - confirmando a percepção do mercado de que também para o BC esse nível de preço representa um piso psicológico.
Dólar
No fechamento, o dólar à vista estava em R$ 1,8040 no balcão, com queda de 0,28%, sendo que a mínima mais cedo foi de R$ 1,7870 (-1,22%). Na máxima, o pronto atingiu R$ 1,8090 (estável). Na BM&F, o dólar spot terminou com baixa de 0,14%, a R$ 1,8054 - na máxima da sessão; a mínima foi de R$ 1,7983. O giro 8ifnanceiro total registrado na clearing de câmbio até 16h40 somava US$ 2,016 bilhões (US$ 1,725 bilhão em D+2).
Futuro
No mercado futuro, no horário acima, o dólar para abril de 2012 recuava 0,28%, a R$ 1,8105, com giro de US$ 17,149 bilhões, de um total de US$ 17,239 bilhões movimentados com cinco vencimentos de dólar.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (659.945 contratos) estava em 8,93, ante 8,67% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (704.405 contratos) marcava 9,56%, de 9,39% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 79.780 contratos, apontava a mínima de 10,70%, de 10,82% ontem, e o DI janeiro de 2021 (12.115 contratos) indicava a mínima de 11,20%, de 11,39%. Os volumes dos contratos negociados também foram significativos nesta quinta-feira. (Agência Estado)





