Em alta

O bom humor externo ditou o ritmo dos negócios desde o começo do dia, conduzindo a Bovespa ao maior nível do ano. A alta de mais de 5% das ações da Vale e de cerca de 4% dos papéis de Petrobras, em reação ao avanço das commodities e a novos sinais de melhora da economia norte-americana, levaram o Ibovespa a cravar alta de 3,03% - maior porcentual desde 27 de outubro, aos 68.394,33 pontos - maior nível desde 8 de abril de 2011.
Máximas

A Bolsa brasileira acelerou o ritmo de alta durante a tarde, após a comunicado do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). A instituição manteve o curso de sua política monetária, não adotando novas ações de estímulo à economia e nem dando indícios sobre sua disposição de adotar novos programas de estímulo. Na reta final do pregão, a Bovespa renovou máximas, impulsionada pela intensificação dos ganhos das bolsas em Nova York.
Ganho

As ações dos bancos norte-americanos dispararam - JPMorgan e Bank of America subiram mais de 6% - com os investidores comemorando o resultado favorável dos testes de estresse antecipados pelos bancos ontem. O S&P 500 e o Nasdaq encerram com ganho de 1,81% e 1,88%, respectivamente, e o índice Dow Jones avançou 1,68%.
Performance

Também corroborou para a boa performance da Bovespa ontem, as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, de que a taxa básica de juros, a Selic, hoje em 9,75% ao ano, vai convergir para o nível da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que atualmente está em 6% ao ano.
No azul

Na mínima, o Ibovespa atingiu 66.386 (estável) e na máxima cravou +3,07%, aos 68.420 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 8,135 bilhões - o maior do mês e também o maior desde 16 de fevereiro. Os dados são preliminares.
Recuperação

Após terem sido castigadas nos últimos dias, as ações da Vale recuperaram parte das perdas, embaladas pela alta dos preços dos metais no mercado internacional. Para se ter uma ideia, no mês, até segunda-feira, Vale ON perdia 6,72% e o PNA, -7,13%. Ontem, a ON avançou 5,12% e a PNA +5,37%. Em Londres, o cobre para três meses fechou em alta de 1,35%. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio subiu 1,69%.
Petróleo

Já Petrobras anulou a perda no mês da ON, mas ainda tem pequena queda na PN, com a arrancada de ontem. Até segunda-feira, a ação ON registrava queda de 3,96% no mês e a PN caia, 3,62%. Ontem, a ON subiu 3,93% e a PN, +4,27%, passando a registrar leve declínio de 0,19% e alta de 0,49%, respectivamente em março. Na Nymex, o contrato de petróleo para entrega em abril encerrou com alta de US$ 0,37, a US$ 106,71 por barril, o maior nível desde cinco de março.
Melhoras

Nos EUA, os integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) observaram melhoras no mercado de trabalho, mas ressaltaram que a taxa de desemprego continua alta. Além disso, os integrantes advertiram que os riscos econômicos persistem e que a inflação poderá aumentar temporariamente por conta da elevação dos preços de petróleo e gás.
Câmbio

O dólar no mercado à vista fechou em queda, de 0,28%, cotado a R$ 1,800 no balcão, após acumular alta de 5,43% ante o real nas sete sessões anteriores. No mês, a moeda contabiliza ganho de 4,90% e, no ano, queda de 3,69%. Na BM&F, o dólar spot encerrou com baixa de 0,24%, a R$ 1,8050.
Futuro

No mercado futuro, às 16h43, o dólar para abril de 2012 subia 0,17%, a R$ 1,8225, após atingir máxima pela manhã de R$ 1,8360 (+1,63%). Este vencimento girou sozinho até 16h27 cerca de US$ 23,505 bilhões, de um total de US$ 23,547 bilhões movimentados com cinco vencimentos de dólar.
Juros

Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (232.985 contratos) estava em 8,70%, ante 8,68% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (378.865 contratos) marcava 9,34%, de 9,27% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 47.380 contratos, apontava 10,67%, de 10,54% segunda-feira, e o DI janeiro de 2021 (7.105 contratos) indicava a máxima de 11,23%, de 11,09%.
(Agência Estado)

mockup