Na defensiva

A Bovespa começou a semana na defensiva, reagindo aos números desapontadores da balança comercial chinesa, que mostrou deficit muito acima do estimado, e no aguardo de indicadores e eventos relevantes que serão conhecidos ao longo da semana nos EUA e aqui. Assim, o Ibovespa trabalhou o dia todo no vermelho, encerrando a segunda-feira em baixa de 0,48%, aos 66.384,76 pontos. A Grécia, que vinha sendo o principal centro de preocupações até a semana passada, segue no radar, com os investidores agora na expectativa da aprovação dos ministros das Finanças da zona do euro para o segundo pacote de resgate financeiro, que deve sair na quarta-feira.
Sem referencial

''Aparentemente, no curto prazo, a questão (Grécia) está solucionada e a Bolsa ficou sem referencial'', disse o operador de mesa da Renascença Corretora, Luiz Roberto Monteiro. ''O mercado está aguardando os indicadores que serão divulgados ao longo da semana'', disse, referindo-se à reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), hoje, além das vendas no varejo, inflação e da produção industrial norte-americana nos próximos dias.
No vermelho

Na mínima, o Ibovespa atingiu 65.965 pontos (-1,11%) e, na máxima 66.687 (-0,03%). O giro financeiro ficou em R$ 5,697 bilhões - abaixo da média diária no ano, de R$ 7,208 bilhões.
Preocupação

Os investidores amanheceram preocupados com a situação da economia chinesa por causa do deficit comercial de US$ 31,48 bilhões em fevereiro, ante superavit de US$ 27,28 bilhões em janeiro. O dado fraco pesou sobre as empresas exportadoras de commodities, principalmente as mineradoras. A MMX ON fechou com queda de 2,41%, figurando entre os destaques negativos do índice. A mineradora do grupo EBX ainda teve sua recomendação para ações rebaixada pelo Goldman Sachs de ''neutral'', para venda. O saldo negativo chinês também impactou a Vale. A ON caiu 1,19% e PNA, -1,15%.
Petróleo

Petrobras, a outra blue chip, acompanhou a queda do petróleo no mercado internacional. O papel ON registrou declínio de 0,76% e o PN, -1,18%. Na Nymex, o contrato de petróleo para abril fechou com recuo de 0,99%, a US$ 106,34 o barril.
Ibovespa

Do lado positivo do Ibovespa, Hypermarcas ON (+2,44%) que anunciou neste final de semana que encerrou o quarto trimestre de 2011 com lucro líquido de R$ 49,6 milhões, uma queda de 41% ante os R$ 84,1 milhões registrados em igual período de 2010. No ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 54,7 milhões, ante lucro de R$ 261,9 milhões de 2010.
Dow Jones

Em Nova York, o índice Dow Jones encerrou com alta de 0,29%, o S&P teve leve ganho de 0,02% e o Nasdaq, -0,16%.
Câmbio

O dólar à vista e os contratos futuros oscilaram em alta durante toda a sessão, refletindo a percepção do mercado de que a divisa assumiu um novo patamar de negociação, acima de R$ 1,80, disse o economista Ítalo Abucater, gerente da mesa de câmbio da Icap Brasil.
Para cima

Desse modo, o dólar à vista fechou a R$ 1,8050, em alta de 1,18%, no balcão, após mover-se da mínima de R$ 1,8010 (+0,95%) à máxima de R$ 1,8210 (+2,07%). O resultado ampliou a valorização acumulada nestas sete sessões em campo positivo para 5,43%. Em março, o ganho contabilizado é de 5,19% mas, no ano, a desvalorização do dólar ainda é de 3,42%. Na BM&F, o dólar spot encerrou a R$ 1,8094 (+1,48%). O giro financeiro total à vista registrado até 16h56 na clearing de câmbio somava US$ 1,783 bilhão, sendo US$ 1,537 bilhão em D+2.
Futuro

No mercado futuro, nesse mesmo horário, os quatro vencimentos de dólar negociados projetavam taxas em alta, com giro de US$ 22,660 bilhões. O contrato para abril de 2012 avançava 0,78%, a R$ 1,8160, com giro de US$ 22,472 bilhões; e o dólar maio subia 0,99%, a R$ 1,8350.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (185.730 contratos) estava perto da máxima em 8,68%, ante 8,65% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (179.885 contratos) marcava 9,27%, de 9,23% na sexta-feira. O DI janeiro de 2017, com giro de 36.405 contratos, apontava 10,54%, de 10,48% no ajuste, e o DI janeiro de 2021 (7.495 contratos) indicava de 11,09%, de 11,03%.
(Agência Estado)

mockup