MERCADO FINANCEIRO
Estímulo
A queda da taxa Selic em 0,75 ponto porcentual, para 9,75% ao ano, estimulou investidores a comprar ações ontem. A informação de fontes de que a adesão à oferta de troca da dívida da Grécia subiu para cerca de 80% reforçou momentaneamente os ganhos das bolsas em Nova York e do Ibovespa pouco antes do fim da sessão. Em seguida, a Bolsa desacelerou parte dos ganhos e fechou com valorização de 1,35%, aos 66.908,39 pontos. Os papéis das construtoras e consumo, que se beneficiam com o juro menor, foram destaques de alta no índice. Bancos também subiram.
Expectativas
O aumento das expectativas de que a Grécia consiga implementar o plano para reestruturação da dívida animou os investidores desde o início dos negócios de ontem. Também influenciou positivamente a decisão do conselho do Banco Central Europeu (BCE) de permitir novamente que títulos da dívida emitidos ou garantidos pela Grécia sejam usados como colaterais nas operações de crédito no sistema do euro. Por outro lado, a entrevista do presidente do BCE, Mario Draghi, afirmando que a inflação na zona do euro ficará acima da meta de 2% em 2012 e que a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do bloco neste ano foi reduzida pelo BCE, pesou negativamente sobre os negócios.
Ibovespa
Na mínima, o Ibovespa atingiu 66.032 pontos (+0,02%) e, na máxima 67.272 pontos (+1,90%). O giro financeiro ficou em R$ 7,659 bilhões.
Ganhos
Entre as ações que figuraram do lado positivo do índice, destaques para Pão de Açúcar PN (+7,38%), Rossi Residencial ON (+7,12%), Brookfield ON (+6,19%), MMX Mineração ON (+6,06%) e Localiza ON (+5,10%).
Perdas
Já as perdas foram lideradas por ALL America Latina ON (-2,52%), Telemar PN (-1,95%), Brasil Telecom PN (-1,90%) e Eletrobras ON (-1,65%).
Vale
As ações da Vale, depois de três dias seguidos de forte queda, fecharam em direções distintas. O papel ON subiu 0,37% e o PNA caiu 0,12%.
Petrobras
Petrobras acompanhou a performance do petróleo no mercado internacional e subiu. A ação ON ganhou 0,12% e a PN, +0,46%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em abril terminou em alta de 0,39%, a US$ 106,58 o barril.
EUA
Em Nova York, o Dow Jones fechou com ganho de 0,55%; o S&P, de 0,98%; e o Nasdaq, de 1,18%.
Alta
As bolsas europeias fecharam em alta ontem, com o aumento das expectativas de que a Grécia consiga implementar o plano para reestruturação da dívida. No início desta tarde, uma fonte disse que a taxa de 75% de participação dos credores privados no plano para troca dos bônus gregos foi atingida na quarta-feira, o que significa que o país garantiu apoio suficiente para implementar o acordo.
Câmbio
Mesmo sem leilão do BC pelo terceiro dia seguido nem nova medida cambial, o dólar à vista encerrou com valorização pela quinta sessão consecutiva, cotado a R$ 1,770 no balcão (+0,17%) e na BM&F (+0,27%). Este é o maior valor da moeda desde 17 de janeiro, quando fechou em R$ 1,777. No mês, a moeda no balcão atinge valorização de 3,15%, mas no ano ainda recua 5,30%. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio até 16h42 de ontem somava US$ 1,747 bilhão (US$ 1,523 bilhão em D+2).
Futuro
No mercado futuro, no entanto, após o fechamento à vista, o dólar passou a cair. Às 16h45, o dólar abril 2012 recuava 0,20%, a R$ 1,7745, após atingir máxima mais cedo de R$ 1,7915 (+0,76%); e o dólar maio 2012 cedia 0,17%, para R$ 1,7870, depois de bater em R$ 1,800 (+0,56%) no início da tarde. Já o vencimento mais longo negociado até esse horário era o de janeiro de 2013, que estava cotado na máxima do dia, a R$ 1,890, com alta de 1,04%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (659.405 contratos) estava em 8,67%, ante 8,91% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (374.610 contratos) marcava a mínima de 9,30%, de 9,53% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 93.485 contratos, apontava 10,56%, de 10,67% ontem, e o DI janeiro de 2021 (16.340 contratos) indicava mínima de 11,09%, de 11,20%. O DI abril 12, o primeiro vencimento após a reunião do Copom, estava em 9,535%, ante 9,66% do ajuste, com 1.039.130 contratos negociados.
Agência Estado





