MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
O mau humor externo dominou os negócios e a Bovespa encerrou a terça-feira em queda pelo segundo dia seguido, de 2,76% - a maior queda porcentual em cinco meses, aos 65.114,15 pontos. A última vez que a Bolsa registrou uma queda similar foi em 3 de outubro do ano passado (-2,93%).
Perdas
Mais uma vez, Vale e Petrobras caíram forte e arrastaram a Bolsa de volta aos 65 mil pontos - ou seja, em apenas um pregão o Ibovespa perdeu 1.849,88 pontos. A proximidade do término do prazo da reestruturação da dívida grega fez aumentar o temor de que a operação possa não ser concluída. Juntou-se a isso as preocupações com o ritmo de crescimento da economia global, principalmente depois de segunda-feira, quando a China reduziu sua meta de expansão para 2012 para 7,5% ao ano.
Retração
Ontem, foi confirmada a retração de 0,3% do PIB da zona do euro no quarto trimestre. Por aqui, também foi divulgado o PIB, que ficou dentro do esperado e não fez preço. A economia brasileira cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2011 ante o trimestre anterior e, no ano, apresentou avanço de 2,7%.
Lucros
O operador de uma importante corretora lembra que há espaço para realizar lucros e, diante das incertezas externas, os investidores preferem embolsar parte dos ganhos. ''Tem espaço para realizar lucros. Como juntou o mau humor externo, não tem como não realizar'', disse a fonte, ressaltando, no entanto, que embora a queda tenha prevalecido ontem, muitos investidores também aproveitaram o recuo dos papéis para irem às compras.
Para baixo
Os papéis da Vale caíram quase 5% e os da Petrobras quase 4%, acompanhando a performance das commodities no mercado internacional. A ação ON da mineradora recuou 4,84% e a PNA, -4,45%. MMX voltou a liderar as quedas do Ibovespa e registrou declínio de 5,86%. O cobre na Comex registrou perda de 3,16%, a 3,7375 libra-peso.
Receita Federal
Também contribuiu para a queda da Vale a derrota na disputa com a Receita Federal envolvendo a cobrança de tributos sobre lucro de controladas no exterior, anunciada segunda-feira à noite pela mineradora. A decisão ocorreu na esfera administrativa e agora deve caminhar para a Justiça, o que exigirá que a mineradora apresente R$ 1,6 bilhão em garantia.
Petróleo
Já o papel ON da petroleira caiu 3,80% e o PN, -3,42%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em abril encerrou com recuo de 1,9%, a US$ 104,70 o barril.
Ibovespa
Na mínima, o Ibovespa atingiu 64.892 pontos (-3,09%) e, na máxima 66.962 pontos (estável). No mês, a Bolsa anulou o ganho inicial e registra queda de 1,06%. No ano, a performance ainda é positiva em 14,73. O giro financeiro ficou em 7,230 bilhões - o maior do mês. Os dados são preliminares.
No vermelho
Os mercados acionários da Europa e dos EUA também sucumbiram à onda negativa e fecharam no vermelho. Na Europa, a maioria das bolsas fechou nas mínimas. Já nos EUA, a queda ficou próxima de 2%.
Câmbio
No fechamento, a moeda à vista no balcão subiu 1,38%, a R$ 1,760 - maior valor desde 19 de janeiro (quando finalizou em R$ 1,7670). O resultado assegurou uma valorização de 2,56% em março e reduziu a perda acumulada pela moeda no ano para 5,83%. Na BM&F, o dólar spot encerrou com avanço de 1,43%, a R$ 1,7601. O giro financeiro total à vista registrado às 16h58 na clearing de câmbio somava US$ 1,328 bilhão (US$ 1,111 bilhão em D+2).
Avanço
No mercado futuro, nesse horário, o dólar abril 2012 avançava 1,34%, a R$ 1,7745, com giro de US$ 18,932 bilhões, de um total de US$ 19,047 bilhões movimentados com quatro vencimentos. O dólar para maio de 2012 estava na máxima do dia, em R$ 1,7830, alta de 1,25%.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (529.745 contratos) estava na máxima em 9,01%, ante 9,03% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (209.780 contratos) marcava 9,60%, de 9,59% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 33.635 contratos, apontava 10,69%, de 10,73% segunda-feira, e o DI janeiro de 2021 (10.360 contratos) indicava de 11,21%, de 11,22%.
(Agência Estado)





