China
A China ditou o ritmo dos negócios ontem e levou a Bovespa a encerrar com queda de 1,21%, aos 66.964,03 pontos. A forte queda das principais blue chips, Vale e Petrobras, de quase 3%, arrastou o Ibovespa de volta aos 66 mil pontos. Os papéis da mineradora brasileira reagiram ao anuncio do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, de que o governo decidiu reduzir a meta de crescimento do PIB de 2012 para 7,5%, o menor patamar em oito anos. Vale ON fechou com queda de 2,92% e PNA, -2,91%.
Vale
As ações da Vale foram duramente castigadas pela revisão do crescimento da China, principal comprador de minério de ferro do mundo. Outra ação que também sucumbiu ao efeito chinês foi MMX. A ação puxou a fila dos destaques negativos do Ibovespa, ao registrar perda de 4,11%.
Metais
Influenciados pelo temor de uma desaceleração na demanda do maior consumidor mundial de cobre, os metais fecharam em queda generalizada. Em Nova York, o contrato de cobre para maio negociado na Comex caiu 1,11%, para US$ 3,8595 por libra-peso.
Petrobras
Já no caso da Petrobras, as ações acentuaram a queda e atingiram novas mínimas a cerca de uma hora do fechamento, após a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, afirmar que o atual preço do petróleo, a US$ 123, não configura um novo patamar de preço no mercado internacional. ''Não é patamar, é pico'', disse. Graça voltou a reafirmar que a política de preços da companhia, de longo prazo, não será alterada. O papel ON caiu 2,93% e o PN, -2,81%
Sem reajuste
Para o operador de mesa da Renascença Corretora Luiz Roberto Monteiro, o mercado não gostou da informação, pois a estatal está há muito tempo sem ter seus preços reajustados. ''O mercado acha que este é o momento de reajustar os preços, já faz muito tempo que isso não acontece'', disse o profissional.
Ibovespa
Na mínima, o Ibovespa atingiu 66.756 pontos (-1,51%) e, na máxima 67.782 pontos (0,00%). O giro financeiro ficou em R$ 6,093 bilhões. O lado positivo da Bolsa ontem foi liderado por Usiminas PNB (+2,79%%). Segundo informações de operadores, os papéis da siderúrgica Usiminas reagem à expectativa de que o Senado brasileiro vote a redução de incentivos fiscais que beneficiam a importação de aço, o que reduziria a concorrência com os produtos nacionais, e abriria espaço para novos reajustes de preços no mercado doméstico.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio iniciou a semana em queda. Ontem, os sinais de um mercado cada vez mais supercomprado convidaram os investidores a realizar lucros em ações de tecnologia, tais como Tokyo Electron e Advantest. Já as expectativas de um crescimento mais lento da economia chinesa cobraram pedágio em siderúrgicas, como JFE Holdings.
Dow Jones
Em Nova York, o Dow Jones fechou com queda de 0,11%, o S&P recuou 0,39% e o Nasdaq, -0,86%.
Câmbio
O dólar no mercado à vista fechou em alta pela segunda sessão consecutiva e acima do patamar de R$ 1,730, pressionado pela piora do cenário externo.
BC
O Banco Central brasileiro ajudou a dar suporte aos preços ao fazer um leilão de compra de dólar à vista nos 35 minutos finais de negócios no balcão. A taxa de corte ficou em R$ 1,7346 - ligeiramente abaixo da cotação à vista naquele momento, de R$ 1,7350 no balcão (+0,12%).
Alta
Desse modo, o dólar no balcão terminou cotado a R$ 1,7360, com avanço de 0,17%. No mês, a alta acumulada está em 1,17% mas, no ano, a moeda ainda carrega desvalorização de 7,12$ Na BM&F, o dólar pronto encerrou com ganho de 0,47%, a R$ 1,7353. Às 16h47, o giro financeiro total à vista movimentado na Clearing de Câmbio somava US$ 1,525 bilhão (US$ 1,275 bilhão em D+2).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (293.315 contratos) estava em 9,03%, nivelado ao ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (174.840 contratos) marcava mínima de 9,59%, também idêntico ao fechamento de sexta-feira. O DI janeiro de 2017, com giro de 20.035 contratos, apontava 10,73%, de 10,76%, e o DI janeiro de 2021 (5.650 contratos) indicava 11,22%, de 11,24%.
(Agência Estado)

mockup