Bovespa
A Bovespa manteve o tom otimista da véspera e encerrou ontem em alta 1,45%, aos 67.781,60 pontos, maior pontuação desde 11 de abril de 2011 (68.164,36 pontos). Somente em dois dias de março o Ibovespa já acumula ganho de 2,99%. O movimento é atribuído, em parte, à farta liquidez internacional após a operação de empréstimo do Banco Central Europeu (BCE), realizada na última quarta-feira. A ausência de notícias negativas no âmbito internacional também favoreceu a alta de ontem. ''Como há muita liquidez, os grandes investidores estão indo atrás de risco e a bolsa brasileira é uma opção atrativa'', avalia o agente autônomo da Diferencial Corretora Francisco Bertani.
Selic
Além disso, o aumento das expectativas de que a Selic seja reduzida em 0,75 ponto porcentual na reunião do Copom da próxima semana também anima os investidores de renda variável. ''Queda de juro é sempre bom para a Bolsa. A expectativa de que o corte seja maior é ainda mais positivo'', destacou o analista da Stock Asset José Goés. De anteontem para cá vem crescendo as apostas de que a taxa básica de juro caia para 9,75% ao ano. Até a última quarta-feira, o mercado de juros trabalhava apenas com a possibilidade de queda de 0,50 ponto porcentual.
Construtoras
Entre os destaques de maiores ganhos do pregão estão justamente ações de empresas que mais se beneficiam com o corte maior de juro, como as construtoras. Rossi Residencial ON subiu 6,98%; Klabin ON, +5,46%; e Cyrela ON, +3,95%. O setor bancário também aparece entre os melhores desempenhos desta sexta-feira. Bradesco PN (+1,52%), Itaú Unibanco PN (+1,34%), Banco do Brasil ON (+1,89%) e units do Santander (+3,18%).
Ibovespa
Na máxima do pregão, o Ibovespa atingiu 67.791 pontos (+1,47%) e, na mínima 66.810 pontos (0,00%). Na semana, o índice acumula ganho de 2,79% e, no ano, +19,43%. O giro financeiro ficou em R$ 6,956 bilhões. Os dados são preliminares.
Chips
As blue chips Petrobras e Vale fecharam no azul, na contramão das commodities. O papel ON da mineradora subiu 0,91% e o PNA, +0,81%. Já Petrobras ON 1,53% avançou e o PN ganhou 1,69%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em abril fechou com queda de 1,65%, a US$ 108,84 o barril.
Negativo
No lado negativo do Ibovespa estavam B2W ON (-5,60%) e Lojas Americanas ON (-4,43%). As duas empresas divulgaram balanço anteontem, após o fechamento do mercado. A B2W encerrou o quarto trimestre de 2011 com prejuízo de R$ 28,8 milhões, o dobro do registrado em igual período do ano anterior. Já a Lojas Americanas registrou lucro consolidado de R$ 180,2 milhões, um aumento de 13,5% ante o mesmo período de 2010.
Dow Jones
Em Nova York, as bolsas fecharam no vermelho. O índice Dow Jones registrou pequena queda de 0,02%, o S&P recuou 0,33% e o Nasdaq, -0,43%.
Câmbio
O dólar à vista terminou na máxima do dia de ontem, com avanço de 1,23%, cotado a R$ 1,7330 no balcão. Na semana, acumula ganho de 1,58% e, no mês, de 0,99%. Contudo, no ano, a divisa norte-americana tem desvalorização de 7,28% ante o real. Na BM&F, o dólar spot subiu 0,92%, e encerrou ontem em R$ 1,7271. O giro financeiro total à vista na clearing de câmbio até 16h43 somava US$ 2,157 bilhões (US$ 1,922 bilhão em D+2).
Japão
A Bolsa de Tóquio fechou a semana em elevação. Ontem, a desvalorização do iene foi responsável pela alta em várias ações de grandes exportadoras. Já as fortes compras na Daiichi Sankyo e em outros papéis do setor farmacêutico ajudaram os principais índices a resistir à realização de lucros.
Futuro
No mercado futuro, o dólar para abril subia 1,04%, a R$ 1,7450; e o dólar para maio 2012 estava na máxima, de R$ 1,7560 (+1,04%).
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (393.160 contratos) estava em 9,03%, ante 9,15% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (374.735 contratos) marcava 9,59%, de 9,68% na véspera. O DI janeiro de 2017, com giro de 46.180 contratos, apontava 10,76%, de 10,83% anteontem, e o DI janeiro de 2021 (1.785 contratos) indicava máxima de 11,24%, de 11,26%.

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