MERCADO FINANCEIRO
Alta
O cenário positivo estava desenhado desde o início dos negócios, com a relativa melhora do clima externo, e a Bovespa fez bonito e fechou em alta de 1,52%, aos 66.809,80 pontos, impulsionada pelos investidores estrangeiros que vieram às compras após embolsar parte dos ganhos em fevereiro. A deixa para o movimento foi dada quarta-feira, após o Banco Central Europeu (BCE) informar que emprestou 529,23 bilhões de euros em sua operação de refinanciamento com prazo de três anos, injetando liquidez no sistema bancário.
IOF
Ontem, logo cedo, foi a vez do governo doméstico animar os investidores, ao anunciar que passou a isentar os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) de IOF nas liquidações de operações de câmbio contratadas por investidor estrangeiro, corrigindo um erro. O governo também informou que estendeu para três anos a alíquota do IOF de 6% cobradas sobre os empréstimos externos. Em abril do ano passado, o prazo já havia sido estendido de 360 para até 720 dias. A mudança começou a valer a partir de ontem e visa conter a valorização do real.
Ibovespa
Na máxima do dia (66.931 pontos +1,70%), o Ibovespa encostou nos 67 mil pontos, mas não conseguiu se sustentar neste patamar. Na mínima, 65.812 pontos (0,00%). No ano, o ganho acumulado da Bolsa subiu para 17,72%, quase anulando a perda de 18,11% registrada em todo o ano passado. O volume financeiro atingiu R$ 6,437 bilhões.
Commodities
As blue chips - Vale e Petrobras - acompanharam as commodities e também subiram. Vale ON ganhou 1,15%e PNA, +1,06%. Já as ações da Petrobras aceleram o movimento perto do fechamento (ON 1,95% e PN 2,34%), após a rede de notícias iraniana Press TV afirmar que oleodutos na cidade de Awamiyah, na Arábia Saudita, foram atingidos por uma explosão, sem divulgar mais detalhes sobre o assunto. Awamiyah fica na Província do Leste, região onde estão os principais campos petrolíferos sauditas. A notícia fez o preço do petróleo no after hours acentuar os ganhos. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em abril fechou com alta de 1,65%, a US$ 108,84 o barril de petróleo.
Reação
Os índices do mercado de ações dos EUA aparentemente também reagiram à notícia sobre a explosão dos oleodutos e desaceleram os ganhos. Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com ganho de 0,22%, o S&P subiu 0,62% e o Nasdaq, +0,74%.
Rescaldo
As bolsas europeias fecharam em alta ontem, com os investidores ainda animados com o resultado da operação, realizada na quarta-feira, de refinanciamento de longo prazo do Banco Central Europeu (BCE). Também colaborou para o otimismo europeu uma decisão da Associação Internacional de Swaps e Derivativos (ISDA, na sigla em inglês) sobre os swaps de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) da dívida soberana da Grécia.
Em baixa
A Bolsa de Tóquio fechou com modesta baixa nesta quinta-feira. Uma abrupta valorização do iene, na sessão da tarde, prejudicou as ações sensíveis ao câmbio, tais como Toyota Motor e JFE Holdings.
Ásia
A maioria dos mercados asiáticos apresentou queda. O desempenho das bolsas da região foi afetado pelas declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, de que o crescimento dos EUA continua, ''mas de forma instável''. Os investidores entenderam que há pouca possibilidade de um novo programa de estímulo à economia norte-americana.
Câmbio
A moeda norte-americana nos negócios à vista fechou a primeira sessão do mês em baixa. O recuo da divisa também ocorreu a despeito dos dois leilões de compra no segmento spot pelo Banco Central: no primeiro, no meio do dia, a taxa de corte foi de R$ 1,7129 e, no segundo leilão, durante à tarde, de R$ 1,7126.
Dólar
No fechamento, o dólar à vista estava mais baixo: em R$ 1,7120 no balcão (-0,23%) e na mínima de R$ 1,7113 na BM&F (-0,17%). O giro financeiro total à vista registrado na clearing de câmbio até 16h36 de ontem somava US$ 2,550 bilhões (US$ 2,285 bilhões em D+2). No mercado futuro, nesse horário, o dólar para abril de 2012 caía 0,38%, a R$ 1,7250.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (240.515 contratos) estava em 9,15%, ante 9,23% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (212.960 contratos) recuava para 9,68%, de 9,73% na véspera.
Agência Estado





