MERCADO FINANCEIRO
Recomposição
A penúltima sessão do mês foi marcada pela disposição dos investidores em recompor suas carteiras. Esse bom humor fez a Bovespa encerrar a terça-feira com ganho de 1,10%, aos 65.958,78 pontos. O tom positivo foi reforçado no início da tarde, após o Conference Board informar que o nível de confiança do consumidor norte-americano subiu para 70,8 em fevereiro, registrando o maior patamar desde fevereiro de 2011. O ganho foi muito maior do que o esperado pelos analistas, de 64,9.
Cautela
Antes, relatórios sobre as encomendas de bens duráveis e os dados de preços de imóveis nos EUA impediram ganhos mais consistentes. Além disso, a expectativa com a segunda operação de refinanciamento de longo prazo que o BCE irá realizar hoje ditou um ritmo de cautela no começo dos negócios.
Valorização
Na mínima, o Ibovespa atingiu 65.240 pontos (estável) e, na máxima 66.152 pontos (+1,40%). Com o ganho de ontem, o índice passou a registrar valorização de 4,58% no mês. No ano, a alta é de 16,22%. O giro financeiro ficou em R$ 6,82 bilhões.
Petróleo
As blue chips Vale e Petrobras também fecharam no azul. Vale acompanhou a alta dos metais e a ação PNA subiu 0,94%, enquanto a ON, +1,05%. Já Petrobras foi na contramão do petróleo e encerrou com valorização de 0,39% na ON. Já o papel PN virou no final e registrou leve recuo de 0,08%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em abril fechou com queda de 1,85% a US$ 106,55 o barril.
Destaques
Figuraram entre os destaques de alta do índice V-Agro ON (+7,32%), Gol PN (+5,78%), MMX PN (+5,50%). Também mereceu destaque, ontem, a ação da BM&FBovespa, que terminou com apreciação de 2,15% na ON. ''Essas ações apanharam bastante este mês'', disse outra fonte, justificando o movimento desta sessão. Bancos, que segunda-feira fecharam no vermelho, ontem subiram. Bradesco (+2,16%), Itaú Unibanco (+2,72%), Banco do Brasil (+2,07%) e units do Santander (+2,82%).
No vermelho
O lado negativo foi liderado pela OGX ON (-3,11%), Embraer ON (-1,18%) e All América Latina ON (-2,97%).
Câmbio
Logo após a abertura da sessão, o dólar atingiu uma mínima de R$ 1,6970 no balcão, com queda de 0,64%, mas posteriormente recuperou o patamar de R$ 1,70, passando a oscilar acima desse nível até o encerramento da sessão.
Leilão
O Banco Central voltou a fazer um leilão de compra à vista somente perto das 16 horas, pouco antes do fechamento dos negócios no balcão, e conseguiu defender o piso informal de R$ 1,70, mas não reverteu o recuo da divisa. A taxa de corte nesse leilão ficou em R$ 1,7029.
Para baixo
No final da sessão à vista, o dólar estava em baixa de 0,35%, a R$ 1,7020 no balcão, e recuava 0,41%, a R$ 1,7009 na BM&F. O giro financeiro total registrado na clearing de câmbio somava até 16h40 cerca de US$ 2,110 bilhões, dos quais US$ 1,572 bilhões em D+2.
Juros
Ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (215.085 contratos) estava em 9,26% na mínima, ante 9,33% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (230.935 contratos) ficava em 9,75%, de 9,85% na véspera. Entre os vencimentos longos, o DI janeiro de 2017, com giro de 30.115 contratos, operava em 10,71%, de 10,91% segunda-feira, e o DI janeiro de 2021 (1.610 contratos) indicava 11,21%, de 11,31%.
Para cima
As bolsas europeias fecharam em alta ontem, impulsionadas pelos dados da confiança do consumidor nos Estados Unidos e pelas expectativas com a operação de liquidez do Banco Central Europeu (BCE), programada para hoje.
Na Ásia
A maioria dos mercados asiáticos fechou em alta. A baixa nos preços do petróleo e os fatores internos de cada país influenciaram os investidores da região. A Bolsa de Taipé, em Taiwan, seguiu fechada em virtude de feriado.
Ganhos
A Bolsa de Hong Kong encerrou em forte alta, seguindo os ganhos nos mercados regionais. Dados otimistas sobre a economia dos EUA e a queda nos preços do petróleo ajudaram o sentimento dos investidores. O índice Hang Seng ganhou 350,87 pontos, ou 1,65%, e encerrou aos 21.568,73 pontos.
(Agência Estado)





